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Um fim de ano especial, com festa no Palácio Real!

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2018: dia 3. Continua tudo igual, não ganhei a lotaria de ano novo, nem a de Natal, basicamente porque também não joguei. Estou constipada, o que é sempre chato, mas começar o ano empapada em tosse e ranho é especialmente pessimista. Ainda assim, estou feliz e agradeço a Deus que o constipado só tenha atacado depois da noite de 31 de Dezembro (e muito provavelmente por causa dela), permitindo-me aproveitar o meu réveillon em Itália à grande, como a ocasião merecia. Adoro Barcelona, mas quando já conhecemos a cidade de fio a pavio, também cansa. Por isso, e pela inundação de turistas bêbados que aqui aterram com esta quadra, não queria absolutamente passar outro fim de ano na cidade Condal, queria fazer algo especial, ou diferente vá, algo diferente já me faria contente. Fiz as malas e pirei-me para Itália a 31 de Dezembro, pode-se dizer que passei o último dia do ano nas nuvens...  Disseram-me que íamos a uma festa num castelo. Mentiram-me. Era um autêntico palácio!  Chamava-se Reggia de…

Balanços anuais sem medidas

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Se calhar, 2017 não foi o meu ano. "Se calhar" é eufemismo, não foi mesmo e pronto, as coisas como elas são.  Até começou bem, até parecia que ia ser, mas, de repente e sem aviso, tudo mudou… Não vale a pena chorar pelo leite derramado, nem pelos copos que ainda estão por partir. É melhor brindar às coisas boas que também aconteceram, nenhum ano é feito apenas de coisas más, e pensar que de tudo sempre se aprende um pouco, mas do mau aprende-se mais. Este ano aprendi imenso, quem sabe não fosse preciso tanto, mas somos isso mesmo, o resultado das nossas aprendizagens, que renovamos a cada ano, a cada mês, a cada dia. Acredito que estamos sempre no processo de nós mesmos, como uma cotação exponencial na bolsa de valores, feita de altos e baixos, mas em constante evolução.  Não sou a mesma de ontem, mais que não seja porque hoje descobri que as bolsas transparentes para guardar comida no congelador, são as mesmas que temos de usar para transportar líquidos na bagagem de mão (e c…

Mãe, cortei o cabelo! (pela primeira vez em 15 anos)

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Quando era pequena, os meus pais insistiam em cortar-me o cabelo à rapaz (ou à cogumelo como eu lhe gosto de chamar), com o argumento de que o meu cabelo era muito fino e era preciso cortá-lo para que crescesse mais forte. Um argumento que, por um lado, carece de cientificidade e, por outro, também não é muito válido para uma menina de 7 anos, já que as nossas perspectivas de futuro nessa altura da vida não vão mais além de pensar no que é que vamos brincar à tarde, ou que jogos pedir pelo Natal. Para mim, uma apaixonada por barbies, nenucos, pollypockets e vestidos de princesas, o cabelo à rapaz era todo um trauma. Chorava, reivindicava, esperneava, mas não havia maneira de lhes arrancar um troço de compaixão. Tinham zero empatia com a minha causa. E zasca!   Estranhamente, quando passei a ter autonomia sobre o meu cabelo, optei por um estilo curto, não à rapaz, isso nunca mais nesta vida nem nas próximas, mas um estilo um pouco abaixo do queixo, muito popular durante a minha adolescê…

"Adeus oh meus amores que me vou..."

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Olhei para o fecebook por acaso e aquele comentário estava ali, como poderia estar qualquer outro, porque o facebook é que decide o que eu quero ver. Mas estava aquele e foi ao lê-lo que percebi que nunca mais ia ver um concerto dos Xutos e Pontapés. Não sendo uma fanática do rock and roll, guardo para sempre na memória os momentos áureos da minha época de pré-adulto, nas semanas académicas do Algarve, mais especificamente nos concerto dos Xutos e Pontapés. Era o único concerto que eu queria mesmo ver, o único que me fazia saltar, vibrar, dançar, cantar! Desafiava a multidão, o “moche”, a pisadela e o empurrão, eu queria lá saber, só queria estar ali! Cheguei a convencer amigas da FCSH a descerem comigo até Faro só para ir à Semana Académica, só para o concerto dos Xutos… Verdade seja dita, não era difícil convencer ninguém. Os Xutos têm uma legião de fãs infinita, que enchia aqueles concertos onde toda a gente sabia todas as letras e cantava em uníssono, nessas noites que duram toda a …

A queda de um Anjo no desfile mais famoso do mundo

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As imagens já deram a volta ao mundo e em menos de 24 horas a notícia voou de Shangai a Machu Picchu: um anjo da Victoria’s Secret caiu. Mas não caiu do céu, não, caiu no meio da passarela, perante o olhar inédito e assustado de centenas de pessoas. Não é que tropeçou delicadamente, não é que escorregou e se aguentou em grande estilo, nada é nada disso. Estatelou-se ao comprido, foi de boca, deu um trabalhão old school. E ainda se pode dizer que teve sorte, por não ter partido os dentes. A modelo em questão foi nada mais que nada menos que a chinesa Ming Xi,  o “anjo nacional” que desfilava em “casa”.  Ming realizava o seu 5º desfile com a VS, mas nunca tinha tido tanta projeção como este ano, que se transformou na imagem asiática da marca e na embaixadora oficial da primeira loja VS com roupa interior no Oriente. Com a sua queda esplendorosa, conseguiu certamente gravar uma imagem inesquecível que ficará para sempre na história dos vídeos do YouTube. Tudo ia bem para Ming, sorria e c…

O melhor plano de fim de semana (e vai daí talvez não)!

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Em tudo na vida há que ter esperança, porque dizem que quem espera sempre alcança. Ontem consegui, finalmente, convencer as minhas amigas a alinharem num plano de fim de semana desportivo-rural, em vez de acordar às duas da tarde e ancorar às quatro em algum restaurante “cool” para passar o dia a comer e a beber.  Dito assim, parece que elas sejam hooligans ingleses em Domingo de derby, mas não, são boas moçoilas. Uma até se voluntariou para alugar um carro, só para podermos mesmo sair da cidade a sério. Estou ciente de que isto foi um acontecimento esporádico e pontual que dificilmente se repetirá antes de terem passado 365 dias, mas foi bom e vale a pena partilhar! Tínhamos tudo planeado: - Ir buscar o carro às 11.00; - Sair às 11.15; - Chegar à montanha de Montserrat antes das 12.00; - Acender uma vela; - Arrancar para a montanha da La Mola; - Fazer trecking até ao cimo da montanha (1h.30 aprox.); - Almoçar aproximadamente às 15.00/16.00 na “masia” do topo da montanha, que é aliás a única …

Em direto de um país que, agora mesmo, não se sabe bem qual é...

Diz que desde Sexta-feira, às 15.10h da tarde hora local, estou a viver na República Independente da Catalunha. Mas também diz que essa declaração é anticonstitucional e, portanto, continuamos a viver em Espanha. Diz que diz que disse e, entretanto, é como se estivéssemos a viver numa fronteira sem pátria, como se estivéssemos a viver ali no meio do Guadiana, entre Vila Real de Santo António e Ayamonte, sem saber se somos Espanha ou Portugal. Boh… Antes de tudo, gostaria de apontar a falta de consideração e respeito por declararem a independência à hora da sesta, uma tradição milenar tanto em Catalunha como em Espanha, e aqui acho que estamos todos de acordo.  Segundo, salientar que para uma campanha política que vai a reboque da “liberdade” e da “democracia”, fazer uma DUI (declaração unilateral de independência) soa a algo franquista, ou a um método contraceptivo.  Terceiro, vamos então analisar o que é que mudou, não só desde que vivemos na República Independente da Catalunha, mas de…