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Algarve, Lisboa, Siena, São Paulo, Barcelona, Nova Yorque
No limiar da imaginação e nas extravagâncias mais singelas; No outro lado de Marte e na intersecção das paralelas; Nas reticências dos pontos de exclamação e nas asas do sapo que virou príncipe; No silêncio das trovoadas e no original da imitação; No beijo dos patos e nos versos em que não me viram passar; Em todos os cantos infinitos, e no plano da superfície lunar: Querendo saber quem sou, é aí que me vão encontrar.

sábado, 15 de abril de 2017

Momentos marcantes

Há vários momentos decisivos na vida de uma pessoa e um deles é sem dúvida o primeiro dia de praia do ano!
Porque é um dia em que arriscamos na Primavera apesar da brisa não ser tão suave como gostaríamos, porque ousamos mostrar ao mundo o branco parede que cultivámos durante todo o Inverno com tanto carinho, porque cometemos o a blasfémia de misturar no mesmo “outfit” um casaco preto de couro com um biquíni de estampado de leopardo e folhos cor-de-rosa.
O primeiro dia de praia assinala um antes e um depois. Depois já não parecemos Zombies deslavados e já temos força para afastar o edredom, motivação para re-organizar o armário da roupa e confiança para deixar de usar o casaco de pelo.  
Pois é, o primeiro dia de praia do ano marca uma pessoa. É um dia de coragem e mérito, em que avançamos sem temor face ao sol incerto e, principalmente, um dia de descobertas, quando constatamos que afinal não fizemos a depilação tão bem como tínhamos pensado.

Por tudo isto, o primeiro dia de praia do ano é sempre inesquecível (até ao ano seguinte) e merece o seu lugar neste blog.

domingo, 12 de março de 2017

Era uma vez uma equipa chamada FC Barcelona....

Já lá vão dois dias e a euforia ainda retumba na minha cabeça. Já não é notícia, o mundo inteiro já sabe, mas continua e continuará a ser história porque essa é a marca da história: a eternidade.
A história é feita de crentes, de gente que acredita, que desafia, que não desiste de uma teoria só porque não é verdade. Que não desiste de uma coisa só porque nunca antes foi feito. Que não desiste de uma luta por muito que esteja a perder.
Basicamente é isso, a história conta o que conseguiram todos aqueles que nunca desistiram.
E eu tenho uma história para contar, dentro da própria história.
Sei que já sabem o resultado e quem marcou os golos. Mas não sabem que naquele campo havia mais 90.000 “jogadores” cheios de fé. Coincidências da vida, o FCB fez o que nunca ninguém tinha feito, diante de uma bancada nova de apoiantes, uma claque que antes não estava ali e na quarta-feira esteve ali o jogo todo, atrás da baliza Norte, onde marcaram os 3 últimos golos, quando tudo parecia perdido.
Já fui várias vezes ao Campo. Já vi meias-finais da Champions e clássicos contra o Madrid. Nunca tinha visto nada assim.
Desta vez, o ar do Camp Nou era diferente, os jogadores jogavam como se a sua vida dependesse daquele resultado e o público gritava sem parar, com fervor e paixão, como se quisesse mesmo perder a voz. Havia uma aura de qualquer coisa que não sei como explicar nem descrever, porque eram uma dessas coisas que apenas se pode sentir.
As pessoas tinham vindo para apoiar e não se pode apoiar sem acreditar.
Sim, havia muitos franceses. Veio gente de Paris para apoiar o PSG, mas veio gente de toda a França para apoiar o Barcelona.
Tudo parecia possível com o 3-0 da segund parte, cantava-se felicidade, estávamos tão perto! Começámos com -4 e agora só faltava 1 para garantir o prolongamento!
Até que Cavani marcou. O estádio morreu. Fez-se um silêncio tão frio e tão profundo que por momentos o Camp Nou parecia um cemitério. Os semblantes dos jogadores eram frustrantes, tristes, exasperantes. Aquela bola entrou na baliza como um balde de água fria no Alaska. Agora parecia tudo ainda mais impossível.
No entanto, ninguém arredou pé dali, a esperança era mais forte do que a teoria das probabilidades.
 Já não podia ser, mas os milagres acontecem...
Ainda não percebi bem como aconteceu, só me lembro que de repente o Neymar marcou. Ele próprio não parecia acreditar, mas nós estávamos ali para comprovar que era verdade. O estádio voltou a acordar, a aplaudir e a creditar ainda mais, porque um jogo só acaba no fim.
E nesse final apoteótico e arrepiante, com o golo imprevisto e não planeado de Sérgio Roberto, saltámos até à Lua, gastámos o que pouco que sobrava das cordas vocais e hasteámos bandeiras como se cada um de nós tivesse ganho um mundial. Ninguém se foi embora no 3-1 e ninguém se mexeu no 6-1.
Depois da celebração eufórica e das lágrimas misturadas com sorrisos, os jogadores deixaram o campo, mas o público ficou.
Ficámos a festejar esse triunfo que também soube a nosso, a inalar esse momento histórico de que todos fomos partícipes e não se voltará a repetir. A viajar na adrenalina de 90 minutos que provaram que não há sonhos impossíveis.
Ouvi na rádio que a terra estremeceu em Barcelona com o último golo. Não éramos só os 90.000 do campo a saltar ao mesmo tempo, era toda uma cidade desde o alto do Tibidabo até às ondas da Barceloneta.
Uma loucura sem precedentes, uma história que estarei a contar o resto da vida, uma memória que sempre me fará sorrir, uma lição para não esquecer:

Em caso de dúvida, acreditar sempre e nunca desistir. 







sábado, 28 de janeiro de 2017

Pessoas que me inspiram

Dizem que quanto mais alto se sobe maior é a queda. 
Eles tocaram o céu, escreveram os seus nomes nas estrelas, voaram por cima das nuvens. Mas um dia, como acontece na carreira de todos os atletas profissionais, perderam. Perderem 1,2,3...  e nunca mais voltaram a vencer. 
Vieram outros. Outros mais jovens, mais frescos, com talento bruto e aquela vontade de ganhar de quem nunca ganhou.
Passaram anos sem que levantassem uma Taça das grandes, daquelas que tinham levantado tantas vezes seguidas.  
As suas carreiras começavam a ser vistas como uma decadência em declínio, escurecida pela sombra dos dias de sucesso.
Já ninguém dava um tostão por eles. Nem eles mesmos. Não acreditavam que se voltassem a encontrar no topo.
Mas nem assim desistiram. Enquanto tivessem pernas para correr ali estariam, a correr pelas suas “vidas”, independentemente do que dissessem os jornais.
Hoje os jornais voltam a dizer que eles são os melhores de mundo, que não há ninguém como eles. Falam de regressos inesperados, chamam-lhes lendas.  
E é verdade. Provaram ao mundo e a eles próprios que tudo é possível para quem não desiste, que o esforço e a força de vontade não têm limites.

Por isso é que amanhã, quando Nadal e Federer jogarem a final do Open da Austrália, já serão os dois vencedores. 



sábado, 7 de janeiro de 2017

O saldo dos saldos

Há aproximadamente três meses que ando à procura de um casaco camel comprido. Dito assim parece fácil. Mas não é, porque já lá vão três meses. Acabo de queimar a minha última carta, que eram os saldos. Em Espanha os saldos começaram hoje. Ontem, Barcelona era uma cidade fantasma com todas as lojas fechadas e escassa vivalma na rua por ser feriado de Reis. Hoje, parecia a 5ª Avenida na Black Friday.
Pessoas que se empurravam no passeio, filas que atravessavam lojas inteiras e, de repente, no meio do Corte Ingles, lá estava ele, o casaco Camel com que eu andava a sonhar há três meses. Vi-o de longe, aproximei-me a passos largos e agarrei no cabide como quem ergue uma taça. Uns números em vermelho vivo indicavam -50%, não podia acreditar na minha sorte!
Virei a etiqueta para ver então qual seria a pechincha e quase se me parou o coração quando vi que o casaco custava 700€. Preço original 1400€, preço de saldo 700€. Versace.
Como no Corte Inglês aquilo é tudo ao molhe e fé em Deus, eu não me tinha apercebido que tinha “entrado” na Versace. Ainda pensei duas vezes: pago a renda da casa ou compro um Versace? Bem medidos os prós e os contra deixei lá estar o cabide, que ir dormir com o Versace e umas caixas de cartão para a porta de um qualquer multibanco também não era exatamente o que eu tinha em mente.  Tentei, com toda a boa fé do mundo, que me servisse um tamanho 42 (sou um 34/36) de outro casaco que vi por ali a apenas 59€, mas não foi possível. Eram precisas duas eu e meia.  Ainda encontrei outro modelo na Uterque, lindo de morrer, mas claro que o meu tamanho já estava esgotado antes mesmo dos saldos.  Uma vez mais, com toda a boa vontade do mundo, experimentei o M. Aberto era prometedor, fiquei toda esperançosa, mas quando o abotoei constatei que parecia uma alcachofra camel.

Quer isto dizer que andei 3 horas nos saldos à procura de um casaco, para chegar a casa com um soutien e umas calças brancas. 
Gastei menos de 40€, valha-nos isso...  

A sorte só bate uma vez

“Alguém tem sorte na vida?”. A pregunta soou como uma pedra que cai ao mar atirada de um precipício. Ninguém respondeu. Claramente, se algum dos presentes tivesse sorte na vida não estaria ali. Era uma quarta-feira no escritório e tínhamos decidido juntar dinheiro para comprar a lotaria de Natal. Agora faltava a decisão mais importante: quem seria o encarregado de escolher os números e comprar os talões?
Há falta de alguém com sorte na vida, fui eleita por unanimidade e na hora de almoço tratei do encargo. Comprei dois números: um com 7 e 9, que eram os número preferidos pela maioria e outro com a terminação que o nosso “business inteligence” analisou que era a mais provável de sair. Acreditem ou não, ganhámos 900€ com o número dos 7 e 9. Dividido por todos o prémio ficou numa quantia bastante modesta, mas podemos dizer que duplicámos o nosso investimento pessoal. Tanto, que decidimos voltar a investir na lotaria dos Reis. Desta vez não houve análise e o número que mais gostávamos já não tinha talões suficientes. Acabámos por escolher outro assim à pressa e só porque sim. Toda a gente sabe que isso não funciona. Para ganhar a lotaria tem que ser aquele número em que batemos o olho e dizemos este é que é. Não pode ser uma segunda opção sem feeling.
Efetivamente, na lotaria de Reis ganhámos precisamente 0€ cada um. Foi triste.
 E lá teremos que continuar a ver-nos no escritório de segunda à sexta, das 10.00 as 19.00h.

Bom ano a todos!

domingo, 25 de dezembro de 2016

Uma vez Harry Potter, sempre Harry Potter

Atravesso um centro comercial entre o escritório e o metro. Tinha começado a chover e achei oportuno entrar na FNAC para fazer tempo. Gosto sempre de cuscar as secções de literatura,  abrir páginas ao acaso e julgar capas e títulos.  Logo na entrada encontrei-me ao novo Harry Potter. Já tinha ouvido um reboliço aqui e ali mas, sabendo que era o guião de uma peça de teatro, achei que seria só mais uma fatia com cobertura de açúcar para engordar o império da Sra. Rowling. Outra engrenagem de marketing para continuar a dar corda ao Expresso de Hogwarts!
Ainda por cima este vinha com 2 co-autores. Que escândalo! Agora até já é rica de mais para escrever sozinha. E só fizeram edições de capa dura e tamanho considerável, uma chatice para levar na mala e ler nos transportes. 
Também não gostei da ilustração, nem das indicações cénicas nas páginas que abri ao acaso. 
E, claro, era caro. 
“Tem tudo para não valer a pena.” – pensei. 
Na sequência desse pensamento agarrei nele e pus-me na fila. (A propósito, alguém já viu uma FNAC sem fila?).
Assim que comecei a ler invadiu-me aquela nostalgia do primeiro livro da saga, que li quando tinha 13 ou 14 anos, porque o meu tio me disse que era o que andava toda a gente a ler e eu fiquei curiosa. 
E, de repente e com 30 anos, estava às gargalhadas sozinha na cadeira do metro com o meu Harry Potter de capa dura, dois co-autores e indicações cénicas.  
A verdade é que tem a mesma graça que todos os outros e a surpresa de conhecer a versão adulta do trio que cresceu connosco, comigo pelo menos. 
Isto tudo só para dizer que, comprei o livro há uma semana e já estou no último acto. 
Não acho que ganhe um nobel, mas lá magia ele tem, literalmente. 
Por outro lado, quando saí do centro comercial estava a chover torrencialmente, fiquei toda empapada e não foi nem um bocadinho mágico... 


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Food diaries

Fui pela primeira vez a uma nutricionista e foi uma decepção.
Primeiro, porque não me receitou nenhuma dieta com quinoa e tofu, rompendo assim as minhas expectativas e, segundo,  porque me disse para evitar brócolis. Brócolis que eu me vangloriava aos sete ventos de comer, principalmente ao telefone com a minha mãe. Porque gosto e sempre gostei de brócolis. Pois diz que não, que faz muito bem mas que é propício a provocar gases.
Outra coisa que me desmoralizou bastante, porque eu achava mesmo que estava a fazer corretamente, foi quando me disse para não comer saladas à noite.  Sempre ouvi dizer que ao jantar se devia comer leve e uma salada parecia-me a opção ideal. Não é. Devemos evitar crus e fruta à noite. 
Fruta senhores! 
Quantas noites os meus pais nos obrigaram a comer fruta depois do jantar, queriam porque queriam meter-nos nem que fosse uma tangerina pela goela abaixo e, afinal, também está mal. Portanto este Natal já sabem,  depois do jantar só bolos!
E as frutas sempre descascadas. Mas quem é que tem tempo para isso?
Limitar o uso de tomate e da cenoura, que são os meus legumes preferidos juntamente com aspargos e palmitos (e brócolis!).
Posso comer pão. Mas não posso comer as minhas barrinhas de aveia e mel, que estão na secção bio-extra-saudável do supermercado e vêm num packaging todo super diet fit. Andava eu convencidíssima de que era a coisa mais saudável que comia e ela destruiu o meu castelo de sonhos. Falou-me daquilo como se fosse o Belzebu dos açúcares, por causa do mel. Como se comer uma barrinha fosse pior que comer um pote de Nutella à colher (coisa que já nem me atrevi a dizer-lhe que comia, depois do escândalo das barrinhas de mel).

E foi isto. Comam devagar, não bebam muita água durante as refeições e evitem falar muito, ou "acaloradamente", para as cordas vocais não atrapalharem o esófago no processo de digestão. 
Agora é fazer um diário da minha alimentação durante 10 dias e mandar-lhe por email, juntamente com dicas sobre Lisboa e o Algarve que diz que nunca foi e quer conhecer... 

domingo, 13 de novembro de 2016

A democracia suicidou-se

Ironias da vida, a democracia escolheu um ditador para liderar a primeira potência mundial.  
Um ditador que declarou que podia dizer o que quisesse, assassinar um pessoa no meio da rua e ser presidente, porque os seus eleitores eram estúpidos.  E eles, estúpidos que efetivamente são, votaram nele mesmo assim.
Xenófobo, sexista, racista, machista, fraudulento e com um tupé cor de laranja na cabeça que, sinceramente, com tanto dinheiro não dava para fazer um apanho mais jeitoso oh Donald?
A Rússia e a Coreia do Norte, conhecidíssimas pelas suas políticas democráticas e eleições livres com 1 candidato, aplaudiram de pé.  As extremas direitas europeias, exímias em expulsar os refugiados sírios e os imigrantes como se fossem melgas incómodas e sanguessugas, parabenizaram e disseram que era bom que Trump tivesse sido elegido.
Que era bom... 
Dito isto, confesso que o medo de que me caia uma bomba nuclear em cima passou a ser o mais pequeno dos meus medos. 
Tenho medo de 59.505.613 pessoas terem votado em alguém que pretende transformar bairros pacatos em milícias armadas e, muito provavelmente, inserir a disciplina “ tiro ao muçulmano” no currículo escolar das crianças.  
Tenho medo que tantos outros políticos apoiem um senhor que diz que Nova York precisa do aquecimento global porque neva e faz frio no Inverno.
Tenho medo que tanta gente acredite mesmo que armar a população, expulsar os imigrantes, invadir todos os países com petróleo, negligenciar as transformações ambientais, discriminar as mulheres (principalmente se forem feias), associar-se com regimes déspotas e insultar e agredir como modus operandi faça a América “great again” e seja “bom” para o resto do mundo.

Se esta é a humanidade que vamos ter a partir de agora, então o que é que teremos para salvar de uma bomba nuclear?  


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A saga da foto do passaporte

Depois de 30 anos a sair com cara de batata doce meets Nemo em todas as fotografias do passaporte, decidi mudar o meu destino.
Hoje aprumei-me. Estiquei o cabelo, pus base, corretor de olheiras, rímel e um batón hidratante com um pouco de cor, para destacar os lábios.
Obriguei o senhor do Consulado a repetir a foto duas vezes. ´
Diz a minha mãe que em Portugal não repetem a foto. Desconfio que em Espanha também não, mas eu sou persuasiva, que é como quem diz, chata para caraças.
Ajudou bastante que não houvesse mais ninguém à espera, se não o mais provável é que aquele bom homem me tivesse mandado ir dar uma volta às couves. Em vez disso, depois da repetição, perguntou-me:
- Esta, sim?
A verdade é que esta não. A verdade é que há qualquer coisa de maléfico naquela lente que suga todos os traços jeitosos que uma pessoa possa ter, para realçar todas as manchas olheiras e pontos negros, espalmando e esticando as feições da cara a seu belo prazer.
É impossível. Desafio a mesmíssima Sara Sampaio a ir ali tirar o passaporte e conseguir uma foto decente.
Ainda assim, dentro da inevitável fatalidade, o resultado foi aceitável.
Digamos que durante os próximos  5 anos, cada vez que mostrar o passaporte no aeroporto, o senhor controlador não vai pensar que é um passaporte roubado ou que tenho 5 plásticas em cima. 
O que já é um bom progresso! 

domingo, 30 de outubro de 2016

Acabou-se a anarquia

Diz que já temos Governo em Espanha.
Depois de duas eleições, um jogo de pactos e a deposição do líder da oposição, Mariano Rajoy é o “novo” Presidente do Governo. Ou seja, vira o disco e toca o mesmo. Vai ser como ver o Sex and the City 2, mas muito menos fashion.   Dez meses com o país à deriva no congresso para um culminar tão pouco apoteótico. Fiquei desiludia. Com o Sex and the City 2 e com a investidura desta tarde.
Ainda se falou em terceiras eleições, mas acho que os líderes políticos são inteligentes o suficiente para perceber que se tivéssemos passado 12 meses sem um Governo e um Presidente oficiais, a malta ia-se dar conta de que afinal, se calhar, não era preciso. 
Já temos o rei e a rainha, e a irmã e a outra irmã que pode ir presa, e o viúvo da Duquesa de Alba. Sem contar com o António Banderas e o Enrique Iglesias. Pessoalmente, acho que ninguém representa Espanha tão bem no estrangeiro como o António Banderas e o Enrique Iglesias. Embaixadores exímios de nuestros hermanos!
Para que serve então o Presidente do Governo e aquela cambada toda sentada no plenário, sem em mais de meio ano não demos pela falta do seu funcionamento?
Pois é. A vida não mudou durante estes 10 meses. Continuou tudo igual. Exceto que os partidos políticos foram os grandes protagonistas em todos os meios de comunicação, com suposições diárias de alianças estratégicas.
Chegou a parecer uma conversa de vizinhas à janela: oh Maricarmen já viste que os Ciudadanos agora andam a passear com o PP. E diz a Maricarmen à Maria Dolores que não, que ainda no outro dia viu o PP com o Podemos. Ai isso é que não pode ser, replica a Maria Dolores. O Podemos estava comprometido com o PSOE!
São uns desavergonhados é o que é, uns levianos, umas Maria vai com todos! Não há direito, valha-me Deus!
É a conclusão de ambas. E a minha, à qual tomo a liberdade de acrescentar: chiça penicos!