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A mostrar mensagens de Março, 2007

Charlie's angels

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As pessoas vêm e vão. E ainda assim ficam.

Hoje partiram os últimos visitantes que estiverem hospedados na minha casinha. A porta bateu e eu e o meu compagno sentimos aquele silêncio de casa vazia, aquela saudade de quem já não está. "Éramos todos uma grande família" disse-me ele com o sorriso nostálgico. E agora somos só os dois outra vez, e vou ser só eu a partir de amanhã, porque ele vai uma semana para a Sicília! E a bendita carta chegou hoje!
Para compensar os que se foram, penso nos que estão a chegar: na próxima semana vem a minha melhor amiga e 2 dias depois a mãe do Menchaca com 3 amigas! Yupiiiiiii! Vamos ser outra vez uma grande família, mais um casal amigo meu que vem com a minha melhor amiga!
Voltando um pouco atrás, na última noite dos rapazes aqui, eu e a Alana aproveitámo-nos descaradamente de um rapaz bêbedo e inocente! Foi o coitado do Gohro! E um bocadinho de Javi também! Passo a explicar, começámos por pintar as unhas ao Gohro, por incentivo do Javi, e de ve…

"De puta madre!!!"

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Uma amiga minha disse-me que o álcool unia as pessoas. E pensando nisso fiquei menos preocupada quanto à coexistência de um bando de espanhóis com um casal germânico-noruego, nos poucos metros quadrados da casa em que habito…
Mas afinal, não precisava de me ter preocupado de todo! Supresaaaaaa!

Comecemos por ajustar as contas. No post anterior disse que seríamos 7 a viver cá em casa. Mentira. Éramos 9: seis espanhóis, uma norueguesa, um alemão e uma portuguesa. Entretanto faltou água quente no andar de cima, e a concorrência para aceder à banheira aumentou duas pessoas. O record foi atingido com o jantar de ontem, última noite da minha amiga Charlie em terras de Palio, onde nos sentámos 12 para comer a lasanha que o Dominik preparou.
Matemáticas à parte, falemos de pessoas. Falemos de como nos juntámos em dois jantares multiculturais onde bebemos muito mas divertimo-nos ainda mais, e apesar de acreditar na teoria da minha amiga sobre as propriedades reunificadoras do álcool, acredito q…

O mundo na minha agenda telefónica

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Será que para cada nome que temos na agenda telefónica, além de um número, temos também uma cara? No meu caso não… E das caras que a minha memória ainda se recorda, poucas são aquelas que vejo com frequência (o que significa ausência de um reforço da lembrança, o que por sua vez quer dizer, que a longo prazo as vou esquecer)…

Quando se falava em eu vir para Erasmus em Itália, falou-se na minha amiga Charlie da Noruega vir da Alemanha visitar-me. Porque a minha amiga Charlie da Noruega estuda medicina na Alemanha. E há poucos dias no Messenger falámos nisso outra vez. E ontem ao fim da tarde fui ver o meu email e tinha uma mensagem dela, enviada no dia anterior, anunciando a sua chegada para ontem. Então, ontem quando eu vi o anúncio da sua chegada ela já tinha chegado a Pisa! E à noite, depois de alguns telefonemas e mensagens, também já tinha chegado à Via Casato di Sopra nr 6.
A minha amiga Charlie da Noruega está comigo aqui em Itália, mais o seu namorado alemão, Dominik (como se já …

La "xena"

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Os vizinhos. Os vizinhos podem ser considerados um grupo social. Os vizinhos podem ser pessoas que nunca tínhamos visto na vida até as encontrarmos um dia nas escadas. Os vizinhos também podem ser um casal de idosos que espanca as paredes se depois das 11 da noite nos rimos um bocadinho mais alto. E por fim, os vizinhos podem ser como familiares, em primeiro segundo ou terceiro grau.

Desde o dia em que se mudou cá para casa, que o meu compagno andava a falar em fazermos uma “xena” (ele fala itanhol e em itanhol a pronúncia deixa de ser txena para adoptar o som x no princípio) com os vizinhos de cima. Os vizinhos de cima são a Vanessa e a Ana, referências já veteranas neste blogg, o Matt, também já famoso (aqui no blogg e por toda a comunidade erásmica feminina) e a Alana. Eis uma novidade! A Alana tem estado em Londres e por isso só a conheci agora. É daquelas pessoas de quem se gosta logo à primeira! Mora em Inglaterra mas os pais são espanhóis, por isso fala espanhol e inglês.
Or…

É a loucura!

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Para muita gente andar de avião é uma loucura. Para outros, a entrada para a 25 de Abril em hora de ponta, isso sim, é a verdadeira insanidade.
Para quantos pais e avós, a Internet não é uma grande maluquice?
Para alguns, é uma loucura faltar a uma aula, para muitos, a loucura é ir às aulas…
De qualquer modo, tornam-se mais frequentes as loucuras em situações extraordinárias, que exigem ser diferentes, que exigem que se faça algo de diferente…
Porque afinal, loucura que é loucura não pode ser banal…

Tenho dois professores loucos. São loucos todos os dias. Pelo menos em todos aqueles que tenho aulas com eles. Um, vê estados hipnóticos em todo o lado; e vê as luzes a fazerem do Otello o elo entre o céu e a terra, e também as vê ora a ligarem a personagem com o mundo, ora a desconectá-la. E quem diz as luzes diz as cores, os movimentos de câmara e tudo mais que entre num filme. À excepção das personagens e da história propriamente dita, claro está. A única parte que eu vejo, ele não vê! (H…

Benvenuti

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Em todas as línguas existem palavras dúbias, geralmente por serem homónimas. Em inglês por exemplo, tenho sempre que explicar muito bem o que quero dizer quando refiro que tenho “many boy friends”.
Porém, as palavras verdadeiramente sinuosas são mais discretas. São aquelas que usamos com frequência, aparentemente sem problemas de significado. E no entanto, são as palavras com as quais expressamos algo, que nem para nós próprios temos definido com exactidão o que é. Então, como entende-las inequivocamente e sem redundâncias?
Tomemos um exemplo concreto: o que significa conhecer? O que é conhecer alguém? È saber que essa pessoa existe? Ou é saber-lhe também o nome e outros dados biográficos? É saber o que ela pensa sobre a guerra no Iraque? É adivinhar sempre qual será o seu próximo passo, o que é que ela quer receber nos anos, onde quer ir passar as férias de Verão? Ou será apenas saber o que faz na vida e onde e com quem vive? Também pode ser saber que a pessoa é famosa, que viveu um …

Il Giorno della Dona

A 8 de Março de 1857 as operárias de uma fábrica de Nova York fizeram grave, reivindicando melhores condições de trabalho e igualdade. Ficaram fechadas na fábrica, onde deflagrou um incêndio que levou a vida de 130 destas mulheres. É em homenagem a estas lutadoras que se celebra o Dia da Mulher. Mas é também e sobretudo em homenagem à sua luta, à nossa luta. Porque tantas vezes os homens se esquecem de onde vieram, antes de chegarem a ser.


8 Marzo - Festa per le donne - Angeli e Camerieri Sexy

Diziam assim os flyers e posters da Essenza, espalhados por Siena. A essa informação se acrescentava a apresentação de um calendário de modelos masculinos. Na Vanilla, uma outra discoteca, havia California Dream Man e o homem mais sexy da Europa!
E com tudo isto que havia não é que nós fomos parar a um sítio onde não havia nada!!!
Como é que foi possível perguntam vocês? Eu passo a explicar:
Aproveitando a ausencia do Harry Potter fizemos um jantar chez moi - eu, ana, Vanessa, Maria, Matilde e Jul…

Falar sem dizer e dizer sem falar

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Há sempre alguma coisa a dizer, nem que seja o silêncio. Porque o silêncio também fala. E em geral, diz mais do que aquilo que pensamos ouvir.

Não bastava a semiótica, lá veio agora também o Habermas chamado ao barulho, bem como a restante bibliografia de Sociologia da Comunicação. Oh, como eu estava enganada quando no primeiro post pensava que nunca mais ia ouvir falar de tais coisas!
O que vocês não sabem é que este Habermas é intercalado por comentários sobre a Camila, a Diana e o Príncipe Carlos, ou sobre determinados cantores italianos que eu julgo que sejam pimba... Acrescentando que o horário deste Habermas também não é das 5 às 8 da noite de 6ª feira, logo se destaca como consideravlmente mais interessante que o outro da FCSH!
Muito interessante também é o modo como a Professora de Publicidade (nhééécas)soletra as palavras em inglês: Peruggia,Livorno, Arezzo, Napoli due volte, Empoli, Roma. Imaginem qual não foi a minha cara de estupefacção da primeira vez que ouvi este recital …

RIRE

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Quem não sabe costurar, não pode fazer bainhas nem coser botões; quem não sabe cantar, não pode ganhar concursos de Karaoke; quem não sabe cozinhar, tem de ir comer fora; quem não sabe conduzir, vai a pé ou de transportes… mas quem não sabe rir… quem não sabe rir, não sabe nem pode viver.

Não espero para ir ao cinema ver uma comédia hilariante, porque em Itália os filmes são dobrados e perdem a graça. Também já não vejo o Gato Fedorento, parece que a RaiUno não se mostrou interessada no projecto…
E sem saber porquê, é ao encontrar-me privada das ocasiões especializadas em provocar o riso, que mais vezes me encontro a rir!
Rio-me porque não há cadeiras para todos na aula de Publicidade e porque a Professora desenha quadrados semióticos para interpretar os anúncios. A última vez que ouvi falar em coisa semelhante, foi um senhor que era monge, que era louco e que disse assim: “Esta é uma análise semiótica das paixões - a cólera entrópica junta-se com a cólera fria o que resulta na cólera …

Festa de Portugal

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A maioria das pessoas não gosta de ler. Mas a maioria das pessoas também não gosta de dizer que não gosta de ler. Porque não fica bem. Por outro lado, dar a entender que lemos muito também não é positivo e logo atrai conotações pouco favoráveis como rato de biblioteca, ou em expressões mais fashion, nerd/geek, etc.
De modo que em relação ao tópico “leituras” há que ser extremamente cuidadoso, não necessariamente na escolha daquilo que de facto lemos, mas sim do que mostramos ler. Disso depende a nossa reputação!
Ora ainda assim, eu nunca escondi a ninguém que leio o Harry Potter. Ou melhor, que li todos desde o primeiro, que gosto bastante, que estou ansiosa pelo próximo que será o derradeiro, e que ainda não acredito que o Dumbledore morreu!
No entanto, de gostar de ler o Harry Potter a querer viver com ele, ainda vai uma certa distancia não é?
Pois seria…

Dia 28 de Fevereiro, um dia como todos os outros. Não para mim. Foi o dia em que a Ana e a Vanessa se mudaram cá de casa. A separaç…