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A mostrar mensagens de Abril, 2007

"Piove?"

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Há uns dias andava eu reclamando, que planeamos ir jogar ténis e nunca vamos. Que planeamos montar uma equipa de basket e ainda nem temos bola. Que planeamos ir ao bowling mas ainda nem sabemos onde é. Enfim, dizia eu, do alto do meu pessimismo, que não vou chegar a fazer nenhuma das coisas simples que queria fazer! Até porque, embora eu não saiba explicar como, já só restam dois meses…

Ontem foi Domingo, amanhã é feriado, hoje é ponte. Faculdades fechadas, ruas apinhadas, e nuvens carregadas. O cenário ideal para irmos comprar brincos para mim e uma daquelas coisas que faz caracóis no cabelo e que eu não sei como se chama, para a Alana.
Espremidas pelo tráfego de peões, que piorava à passagem de um ou outro carro, iam-se ouvindo protestos contra os turistas que enchiam as ruas. Depois passaram uns belgas a pedir informações e a Alana aproveitou também para protestar contra os belgas. Afinal, porque é que os Belgas têm de ser sempre tão simpáticos, tão educados, tão civilizados!!! Que …

Trum, Trum, Trum Tum Tum...

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Em tempos remotos o som dos tambores indicava a chegada das tropas inimigas, uma parada do Fhürer ou eu a formar uma banda de rock a solo com o meu tambor cor de rosa e as minhas baguetas amarelas.

Hoje em dia as coisas são diferentes. Estou em Siena. Acordo sobressaltada Domingo às 9 da manhã com o som pesado dos tambores. Tambores? Domingo? 9 da manhã? E tambores? Hã? O quê? Oh nããããõ!!!
Dado que nos tempos que correm já está fora de moda levar tambores para a guerra; que o Hitler se suicidou com a sua amante há já alguns anos; e que eu não trouxe nem o meu tambor cor de rosa nem as minhas baquetas amarelas para Itália (porque havia limites de peso de bagagem se não certamente não me teria esquecido!), estes tambores eram algo de diferente.
Eram os ensaios para a parada que cortou a passagem pela Piazza del Campo esta tarde. Porque hoje estavam a escolher os cavalos para as contradas! Havia freiras, padres, militares, polícias, bandeiras, fatos típicos e tambores! Muitos tambores!
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Just one of those days...

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Dias, há sempre. Mas depois dentro dos dias, há dias…

Há dias em que acordamos com vontade de loucuras e então num ápice decidimos ir até Bolonha ver as montras! Três horas de autocarro na ida mais umas 4 de comboio à volta, com troca em duas estações e a Alana entalada no meio das portas entre as carruagens “Oh funny times”!
Há dias em que vamos a descer as escadas de pantufas e escorregamos de maneira fatal! Caímos assim em cheio com o rabo nos degraus de pedra, tipo o Pateta quando escorrega em cascas de banana! Pensei que tivesse partido este ossinho aqui atrás mas afinal não! Saiu o vizinho a perguntar “Tutto a posto?” e como eu estava ajoelhada no chão a chorar a Alana respondeu que sim que estava tudo bem (não se via logo que estava tudo bem?). Mas com uma embalagem de vegetais congelados em cima do ossinho por algum tempo, acabou por ficar mesmo tudo bem.
Há dias em que a Essenza ainda está pior do que o habitual, com casais “super teen” a enfeitarem as paredes. Então, depois de …

Siena - Inter

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Dizem que o futebol é coisa de homens e riem-se quando se fala do nosso desporto rei num contexto mais asiático...
Preconceitos fora de moda!
Hoje o futebol é de todos e para todos! (E a melhor equipa é o Benfica (o Siena logo a seguir), e o Brasil e Portugal têm as melhores selecções do mundo!) ;P
Porque há coisas indiscutíveis...

Foi com grande entusiasmo que o nosso plantel Erasmus se deslocou esta tarde ao Estádio do Siena, ao pé da Piazza Gramsci. Tinhamos Portugal, Espanha, Argentina, Inglaterra, Bélgica e até China! (Os chineses iam vestidos como se fossem em excursões para ver museus e catedrais: bonés de pala e meia para proteger do sol e máquina fotográfica ao pescoço).
Eu queria ter levado uma cartolina a dizer Figo (o nosso cartão de visita no estrangeiro, juntamente com o Cristiano). Porém, a falta de marcadores e alguns olhares de esguia por parte da Alana e da Vanessa dissuadiram-me desse plano.
Na verdade foi melhor assim, dado que estávamos no meio dos "tiffosi"…

Insólitos Siena ( e FCSH)

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E se um belo dia, abrissem a porta da rua de vossa casa, e vissem meia duzia de homens armados,numa carrinha de caixa aberta, com as roupas à arbusto e os penicos verdes na cabeça?

Com as palavras ainda cambaleando pela interrogação "Mas o que é isto???", olhei para o meu lado direito e "Oh Dio Mio"!!! A Via Casato de Sopra estava a ser invadida! Siena estava em guerra civil e nós não sabíamos porque não vemos o telejornal nem lemos "O Corriere della sera"...
Carrinhas, jeeps, tanques de guerra, uns a seguir aos outros, a perderem-se de vista pela estreita rua de sentido único.
As bandeiras dos EUA, da Austrália, do Brasil e da Cruz Vermelha, confirmavam que não era um ataque das contradas vizinhas.
As pessoas que seguiam nos veículos, homens na sua maioria, mas também algumas mulheres e crianças, envergavam "arbusto fashion style" e os acessórios a condizer. Buzinavam, gritavam, faziam gestos de continência e alvejavam-me com rebuçados! Eu já…

O meu primeiro exame

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Se os meus pais escreveram num album de fotos as minhas primeiras palavras e o nome do jardim onde dei os primeiros passos; e se, vendo bem, cada um de nós tem um calendário só de primeiras vezes, porque não falar do meu primeiro exame em Itália?

Antes de mais convém contextualizar esta temática: nos exames aqui em Itália a escala vai de 0 a 30; os exames são maioritariamente orais e as pessoas vão sendo chamadas pela ordem em que se inscreveram no exame. Ou seja, os exames podem durar dias... Preocupação fora de questão para mim: nº 6 na lista de inscrição.
Depois de ter descoberto a tempo que o exame havia sido antecipado das 3 para as 2.30, lá fui, à hora remarcada. A primeira rapariga que encontro, uma Erasmus espanhola, pergunta-me o que é que eu estudei e depois de eu responder, pergunta novamente, com um olhar muito assustado "QUIEEEEEEEN?". E eu pergunto-me retoricamente, como será que ela está a pensar fazer o exame se não sabe quem são os 4 autores à volta dos quais…

"Noites fora"

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Bom dia senhores passageiros, sejam bem-vindos a Siena. A temperatura exterior ronda os 20º graus para cima. O céu apresenta-se limpo e tendo em vista a sua preservação pede-se aos senhores passageiros o favor de não atirar bacoradas para o ar. Aconselha-se o uso de protecção solar, caso contrário, os riscos são vermelhos e ficam marcados nas partes do corpo que estiveram expostas ao sol sem a devida protecção.

Advertências feitas, comecemos a nossa viagem por estes últimos dias em Siena, fase pós Roma.
Neuza e pombos regressaram ao lar doce lar, tendo conseguido não perder o avião mesmo apesar do Iuri se ter lembrado de ir comparar queijos ao Conad, quando faltavam apenas 10 minutos para a partida do comboio que os levaria a Pisa. Em Pisa então apanharam o avião sem saberem que por cá eu encontrei o corta-unhas do Iuri, cujo desaparecimento havia criado grande polémica. Estava em cima da secretária, tal como haviam estado roupas, toalhas, malas, e provavelmente por isso, se manteve i…

Roma – conclusão (ainda segundo a mesma pessoa)

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Pré – requisitos: ler os dois testamentos anteriores aos quais, ironicamente, chamo posts.

Fomos a Roma e não vimos o Papa, mas não ficámos tristes. Vimos Roma do Parque do Janícolo, que é no outro lado do Trastevere, a subir, a subir, a subir. A primeira vista panorâmica que encontrámos era realmente muito bonita. Em frente a uma fonte também linda e com a vantagem de não ter monhés fotógrafos. A vista porém, tinha os telhados e as antenas da embaixada espanhola na frente… O que nós não sabíamos é que aquela não era “a vista” que o meu livro sobre Roma mencionava como a mlehor panorâmica da cidade. Essa, a verdadeira, descobrimo-la depois, mais acima, na Ple Garibaldi, quando apanhámos um autocarro (sem bilhete) que parou lá. Sem bilhete porque nos autocarros italianos não se pode comprar o bilhete no veículo. Vendem-se nas estações e nas tabacarias, as quais raramente se encontram perto dos autocarros, pelo menos daqueles que eu quero apanhar…
Ao pé da boca da verdade, estão as “re…

Roma - Continuação (segundo a mesma pessoa)

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Pré - requisitos: Ler o post anterior para compreensão integral da exposição que se segue.

Neste segundo dia, depois de tristemente descobrir que o sumo de laranja do pequeno-almoço não era natural como eu pensava que fosse, e que o pequeno-almoço em si não era mais que 1 pequeno croissant sem nada, numa pequena embalagem de plástico, partimos para o Vaticano.
Ora se há coisa que as pessoas não sabem é que no Vaticano, esse lugar de Santidade paz e tranquilidade, a fila para a Capela de São Pedro é uma verdadeira batalha campal! Uma autentica Revolução pelos direitos de quem forma fila a partir do fim!
Porque contrariamente a estas pessoas, existem turistas armados em espertos que tentam invadir as posições conquistadas por quem batalhou longos minutos de espera. Esses, valentes, não estão dispostos a deixar que tal injustiça se realize e juntam-se, sem saber nomes nem línguas uns dos outros, na formação de “paredes” para impedir a passagem dos invasores. Quando dei por mim estávamos eu …

Roma segundo quem já visitou a DRAA do Patacão*

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Segunda-feira de manhã lá fomos, para uma aventura em Roma!
Pelo meio-dia já estávamos a chegar. Fomos entrando pela estrada que leva aos subúrbios, onde há prostitutas no passeio de 5 em 5 minutos, em plena luz do dia. Passados os prédios com graffitis feios ou arte de rua de interpretação subjectiva, cegámos à estação Tributina. Esta por sua vez é objectivamente feia, suja e mal frequentada, tal como o metro. Já na estação Termini (uma gémea da Tributini) fomos em busca do nosso Ostello, sob um sol quase de Verão, com as nossas malas e todas estas belas primeiras impressões da capital italiana.
O nosso Ostello era o único que não tinha um letreiro a indicar o nome, de modo que deambulámos um pouco mais do que o previsto até chegar ao “Two Ducks”.
Um quarto com 4 camas para mim e para a Neuza (que já toda a gente sabe quem é), mais os Pombos(Iuri e Nocas), e um outro com 6 camas no mesmo apartamento, para a família feliz. Eram americanos que vivem na Alemanha com 4 filhos (porque os …

Natale con i tuoi , Pasqua con chi vuoi

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Este foi o meu primeiro Domingo de Páscoa sem ovos de chocolate.

Fui passear por Siena com a minha amiga Neuza e chegámos à conclusão de que a parte do dito italiano que refere que podemos passar a Pácoa com quem quisermos é subjectiva. Porque na Piazza del Campo não podemos proibir as pessoas de se sentarem ao nosso lado, nem de falarem connosco. O que podemos fazer é não responder, ou dizer apenas “nada” “não” e virar a cara. O que se verifica insuficiente face a turistas da Europa do leste com a mania que são italianos e com abordagens como “Dame un bacio”. Pois mais depressa lhe dávamos um pontapé na cabeça!
E quando pensámos que tinha percebido a mensagem já que havia regressado para junto de seus amigos, redondamente nos enganámos. Foi buscar reforços! E com outro turista de leste feio, novamente se sentaram a nosso lado tentando descobrir a nossa nacionalidade, a qual, vá-se lá saber porquê, decidiram que era francesa!
Quando finalmente partiram para outras abordagens, chegaram…

Samashi Tomie!!!

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A minha casa. O meu carro. A minha irmã. O meu lenço às bolinhas. A minha Siena.
É já como minha que vejo Siena, e é também assim que a dou a ver.

Da Piazza del campo ao Duomo, por vias e vicoletos, lá fomos num passeio pela Primavera de Siena.
A noite veio, a Primavera ficou e nós fomos até à paragem do autocarro da Essenza. Umas com mais calores que outras…
A noite era especial, já que a discoteca importou um DJ asiático, da China, do Japão ou talvez da Coreia (chi sa?). Enfim era um Dj de House com os olhos esticadinhos que aparecia em posters nas paredes de Siena, anunciando a festa.
E nós lá fomos, para a festa.
Chegadas à estátua onde para o autocarro, já lá estava o dito cujo, vazio, à espera. Foi no entanto uma pena não ter esperado por nós, e ter partido vazio e solitário. Isto, apesar de lá estarmos nós (eu, Neuza, Alana e Vanessa) e o Erion (vice-presidente do Grupo Erasmus) acenando para que o autocarro voltasse atrás. Não voltou.
Devo confessar que nesta altura fiquei u boc…

Kirida xêgou!

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Costuma-se dizer que os amigos estão sempre lá, para nós. E embora aprecie essa presença incansável, prefiro aquela outra mais concreta no tempo e no espaço.
Prefiro quando os amigos estão cá, e não para nós, mas connosco!

A casa já sentia saudades do barulho e da mesa da cozinha cheia. Eis então que esta quarta-feira, me entra pela porta o “compagno” vindo da Sicília e algumas horas depois, a Neuza e os pombos Iuri e Nocas. Quem me conhece sabe quem é a Neuza. Quem me conhece há muito tempo, já sabe quem é a Neuza há muito tempo. Quem não me conhece já teve tempo de perceber que a Neuza é a minha melhor amiga. Daquelas que estão sempre lá, mas que agora está cá! (Como o quarteto farense que esteve cá e agora está lá. Chicas, vocês sabem que também são as melhores)!
E antes de mais, aproveito para elucidar já os outros amigos que ainda estão por vir, sobre a viagem de comboio Pisa-Siena, que parece causar sempre alguns percalços. Primeiramente, após a aquisição do bilhete, é necessário …

A verdadeira estória sobre Sábado à noite

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Mentir, é traduzir a realidade num idioma inventado por nós. É fotografar a verdade com uma lente em forma de caleidoscópio. É pintar um quadro do dia com as cores da noite.
Mentir, é pedir o mundo emprestado e faze-lo à nossa maneira, ainda que por poucos instantes.

O último post foi feito no Domingo. E o último Domingo foi dia 1 de Abril, também conhecido por Dia das Mentiras. Assim sendo, venho por este meio repor a verdade dos factos, que foram devidamente falsificados em homenagem à data!
É verídico que tivemos um jantar no andar de cima, e é verídico que não sei como lá cabemos todos, apesar de na verdade sermos apenas 13. O menu não foi caviar nem lagosta, foi a tradicional pasta de atum e lasanha. Fui eu que cozinhei, juntamente com a Ana e a Alana, e embora seja difícil de acreditar, tanto a minha pasta de atum como a lasanha foram bastante elogiadas. E isto é mesmo verdade! A sobremesa não foi creme au chocolat, foi melhor, foi o arroz doce da Ana. E eu que não gosto de arroz…

Coisas que acontecem (mas não todos os dias!)

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Até Deus descansou no sétimo dia. O que provavelmente quer dizer que Ele também gostava de ir para a festarola de Sábado à noite! Mas dado a impossibilidade de confirmar tal suposição, vou restringir-me aos factos verídicos e inegáveis, do nosso Sábado à noite aqui em Siena. Porque ontem caros leitores, a noite foi de loucuras!

Para começar, fizemos um jantar com 30 pessoas no andar de cima. Ainda não percebi como é que coubemos todos na mesma sala… Mas se como diz aquela minha amiga, o álcool une as pessoas, então está explicado: mais unidos, mais apertadinhos, mais espaço para todos! E desta vez não comemos pasta nem pizzas nem nada disso! Comemos caviar e lagosta! E de graça!! E na companhia de um príncipe!!!
Passo a explicar: fomos eu e a Ana ao Conad fazer as nossas humildes compras para o jantar, quando reparámos estar a ser seguidas por um jovem e um homem mais velho, sisudo, que pensámos ser o seu pai. Ao princípio ficámos preocupadas, mas quando já dentro do Super-Mercado o jov…