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A mostrar mensagens de Julho, 2007

O Casamento em Belo Horizonte

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Casamento. A palavra que desencadeia comichões, provoca alergias agudas, estimula os nervos ao cubo e dá sentido à indústria joalheira. O fenómeno que rivaliza com o moderno ajuntamento, e que tanto pode ser a causa da separação como a eterna união. Os contos de fadas valem o que valem, que é cada vez menos depois da era do Dragon Ball, do Pokémon e do Noddy (que é o pior de todos a seguir aos Telletubies). Mesmo assim, ainda há quem acredite no :
“.. e viveram felizes para sempre…”

Belo Horizonte é perto de São Paulo. É assim como ir de Faro ao Porto, com o detalhe de que as estradas brasileiras são muito mais aventureiras!!! Depois de 6/8 horas de puro rally, vê-se o Belo ao horizonte, também muito conhecido por BH!
O vento sopra forte, a chuva ameaça, e no entanto o meu pai disse-me que não fazia frio no Inverno e o meu tio insiste em dizer que não chove. Como não chove, alugaram uma tenda especial, contra a vontade da noiva, para pôr no quintal, com o objectivo de proteger contra a …

Capuchinho Vermelho

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Noutros tempos a minha pessoa dava pela graça de Ale, ou puxando mais aos nacionalismos, “La portu”. Aqui em São Paulo porém, estou crente de que para os meus companheiros de autocarro (fretado porque, relembre-se, não estou autorizada a andar de transportes públicos) e para os camaradas da empresa, serei eternamente a “Capuchinho Vermelho”.

Ele é vermelho e tem pelinho. Aquece no Inverno e ainda aquece mais no Verão. Por isso é que eu só o uso no Inverno. Apesar de para vocês ser Verão. E quanto aos pelinhos, algo de estranho se passa com eles que agora estão sempre a picar-me nos olhos!
Foi com o meu capucho vermelho e com pelinho que fui para o meu primeiro dia de trabalho. Chovia. O prédio é grande. Medidas de segurança exigem passes de livre acesso para activar os dispositivos rotativos entalados à entrada dos elevadores. Por esta altura eu já devia ter o meu passe definitivo. O porteiro tirou-me uma fotografia uma vez para esse feito. Mas alega sempre tê-la apagado “sem querer” e…

Lapsos de memória

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Eu sou aquela que passa a porta da rua porque se lhe passou que vivia ali. Eu sou aquela que vai ao Centro Comercial e nunca se lembra onde estacionou o carro. Eu sou aquela que sai e deixa as chaves de casa em casa. Eu sou aquela que se esqueceu do computador no meio da rua, em Itália.

Esqueci-me de dizer, que enquanto estive em Portugal a minha mãe só me fez pratos que eu gosto.
Esqueci-me de dizer, que a minha mãe também fez bolo de chocolate e tarte de amêndoas (que eu adoro)!
Esqueci-me de dizer, que o meu pai não comprou peixe nem uma única vez (eu odeio peixe!).
Esqueci-me de dizer, que na última noite fomos ao trabalho da TC, à beira mar da Falésia… E que ela, moça de piercings e tatuagens, envergava um avental preto comprido, uns sapatinhos e uma camisa com gravata.
Esqueci-me de dizer, que me levaram a Vilamoura, apesar do cansaço e dos aumentos da gasolina. E que me levariam às 5 da manhã ao aeroporto se fosse preciso!!!
Esqueci-me de dizer, que andavam pré-adolescentes na Via do…

São Paulo

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Se voltar de Siena para Portugal foi um choque, chegar a São Paulo uma semana depois é a electrocução máxima!!!

Sábado, 14 de Julho de 2007. 5 horas da manhã. Olheiras profundas da directa, humor ressequido. O senhor do check in pergunta se prefiro um lugar ao pé da janela ou um no corredor mas com mais espaço para as pernas. Escolho o espaço, que as pernas são garndes (posteriormente viria a rrepender-me, mas não vamos estragar já a surpresa!).
O voo foi calmo e rápido mas eu nunca tive tanto medo. Achei que ia morrer! E já estava a fazer mentalmente a lista das pessoas a quem ia ligar e das mensagens de despedida. Tudo, porque ao meu lado estavam dois árabes que falavam em árabe! Como se fosse inesperado que eles falassem em árabe, observava-os com suspeita a cada movimento! Tiravam um livro, eu achava que era para fazer as últimas rezas, falavam entre si e eu ouvia-os a combinar quem matava quem, mechiam nos relógios constantemente,e eu pensava que estavam a verificar a hora combinad…

Here we go agaaaaaaaain....

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Não vou dizer que nunca discutimos. Não vou dizer que gostámos todos os dias da comida da mensa. Não vou dizer que nos divertimos todas as noites. Não vou dizer que foi amor à primeira vista.
Foi o que foi. E isso já ninguém nos pode tirar.

Não foram estórias de uma vida. Foi uma vida de mil e uma estórias.
Olhando as fotos no meu computador, acabado de chegar, perco-me em reminiscências de recordações apoteóticas! Desvio-me da velocidade do tempo para aquele segundo efémero que se perpetua no infinito. Onde o reflexo da distância é distorcido numa equação insolúvel: o passado é presente e o presente é aparição.
Tal comoção de inverosímil culmina na impossibilidade de resistir a colocar mais algumas fotos dos “bons velhos tempos” (essa expressão sem dono que é de todos)! Que me desculpem os eventuais lesados mas nestas coisas do coração e do Power Point ninguém manda!
As fotos seleccionadas não foram pois escolhidas aleatoriamente mas também não foram submetidas a um processo de eleiçã…

sweet 21

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Não é só Faro que não mudou d elugar. As melhores amigas também continuam no mesmo sítio...

Há tempos uma amiga minha referia no seu blogg uma daquelas experiências trau,atizantes de cabeleireiro. Ora eu vou e o que é que deido fazer no meu dia de anos??? Ir ao cabeleireiro!
Teoricamente fui cortar as pontas. Mas na realidade não existem pontas de 4 dedos e olhando para mim logo se vê que havia entusiasmo na mão que conduzia a tesoura!
Foi com um certo arrependimento, agravado pela data festiva em questão, que saí doc abeleireiro deixando para trás os longos cabelos que tanto me haviam demorado a crescer...
Entrou em casa barafustando e a minha mãe insiste rapidamente em que eu tenho que entrar no meu quarto... suspeito... abro a porta e saltam-me 5 pindéricas com uma torta de chocolate da dankake, 21 velas, e os Parabéns cantados todos desafinados.
(E assim se fez 1 dos momentos mais bonitos da minha vida!).
Também muito bonito foi a inundação de balões coloridos que assolou o meu quarto …

Mezza Notte!!!

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O regresso foi cruel. O choque assolou-me. Seguiu-se a fase de negação: vivendo em Faro, ausente. Como se não estivesse aqui. Porque na verdade não estava.
E quem ler isto de repente, mais depressa pensa que tenho algum tipo de problemas relacionado com drogas do que acabei de voltar de Erasmus em Itália!

Faro está no mesmo sítio. Entre Olhão e S.Brás, no ponto centro do Algarve, com a ilha a seus pés.
Domingo à noite, 8 de Julho de 2007. Vamos para a ilha passar a meia noite! Está vento? Ainda bem! Se não ficávamos com as roupas ao corpos tal é o calor sobre-humano a que ste Verão nos tem exposto!
A Carla vem-me buscar com a Tânia R. no lugar de "co-pilota". Apanhamos Neuza e Xarla pelo caminho, Rita está cansada de mais, Bi e TC vão lá ter (e felizmente que assim é, se não teríamos tido grandes problemas em relação ao regresso, devido a 1 imprevisto que desvelarei no momento oportuno.
Alguns dos chicos já lá estavam, nesse ponto de encontro inconfundível que é o "Zé Mari…

L'ultima notte...

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Quando as palavras não chegam...











Vado via...

Faço um jantar que como não podia deixar de ser, correu mal. Não fosse ele um "Jantar do Ciao!". E se por 1 lado em Itália não há livro amarelo, por outro, em Italia havia a Matilde e a Alana que não são nada coibidas nestas coisas de reclamar pelso direitos do cliente! E como resultado de tais protestos por mais de uma hora de espera pela comida que veio crua, ofereceram-nos um licor e uns croquetes.
A Ana não pode ficar até depois do jantar porque tinha exame no dia seguinte, tal como a Julia e o Tommy. Mas todos passaram para dizer adeus, até logo...
A noite foi longa, feita de lágrimas no canto do olho e a escorrer pelas bochechas abaixo! Culpa do trio (Ana, Alana e Vanessa) que me ofereceram uma composição plástica de momentos só nossos! E essas coisas ainda me fazem chorar mais que as cebolas! Mas dançámos e rimos, e fizemos uma "serata" inesquecível!
E a Matilde ofereceu-me uma bandeira da minha contrada, e toda a gent…