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A mostrar mensagens de Maio, 2008

Eu (nunca mais ) vou!!!

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Por onde começar… Vamos falar da entrada. A Marina tinha o passe de imprensa, eu tinha o bilhete normal, não havia nenhuma sinalização em como não pudéssemos seguir juntas até à porta principal, com as restantes 70.000 pessoas que para lá se encaminhavam. E então se calhar já não vamos chegar antes do anoitecer.



A propósito, o Alexandre mora aqui neste prédio, que sorte. Nunca mais o viste nem falaste com ele? Não, há mais de um ano e meio que não o vejo. E nisto damo-nos conta de que afinal, havia um “corredor” para a imprensa mas os acompanhantes não podiam passar. A Marina voltou então a juntar-se à manada. Porém, no primeiro controlo, foi barrada porque era da imprensa “Mas o outro senhor disse que eu podia vir por aqui” “Mas não pode”. E ela, cheia de paciência, lá voltou para trás em contra mão. Encontrámo-nos mais adiante, por sorte. Os telemóveis não funcionavam – as ligações estavam impossíveis e as mensagens chegavam com horas de atraso. Era impossível encontrar fosse quem f…

Era uma vez, em Barcelona

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Quando entrei no avião olhei pela janela, e ali mesmo, da pista de decolagem da Portela, vi Itália, vi o Brasil, Vi as cataratas e vi a Argentina... que saudades que eu já tinha de sentir o couro cabeludo colado ao assento, o estremecer do motor, a agonia dos ouvidos e aquele êxtase no olhar, quando vemos que estamos a voar....



Estar em Barcelona é como estar num conto de fadas: há dragões, palácios, varandas de fantasia e príncipes (e uma loja de roupa em cada esquina que, convenhamos, é a apoteose de conto de fadas da Carrie Bradshaw que existe em cada uma de nós)!



Cheguei (por pura sorte não aterrámos no Mediterrâneo) na quarta à noite fora de horas mas "la" Maria estava à minha espera. E mesmo ela morando no Far far far away pueblo, o caminho revelou-se insuficiente para pôr em dia todas as conversas erásmicas. E aquela vez que um homem lhe roubou a toalha amarela com uma estrelinha cor de rosa nas termas? E a outra vez em que perdemos todos os autocarros? E aquela noite …

Digam lá agora que não leram porque era muito grande...

O poema não são as ideias de quem escreve
mas os sentimentos de quem lê.

No País das Maravilhas!

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A melhor coisa de morar fora de casa é voltar a casa: são os sorrisos que se abrem para nos dar as boas vindas, os abraços que nos levantam no ar, os gritos que levam o nosso nome à lua, as surpresas da mãe e aquelas palavrinhas vulgares, ditas por quem as torna mágicas – “Já tinha saudades tuas!”



Há duas coisas que acontecem em Faro: a concentração de motas e a Semana Académica. Ah! E há os saldos do Forum também (3 coisas então). Os saldos de Inverno já passaram e os de Verão ainda não chegaram. Considerando o desagrado que nutro pelos veículos motorizados de duas rodas e tendo ainda em conta que o striptease não me faz palpitar, resta-me a semana académica!
Convites para entrar, pulseiras para a tenda VIP e uma Vanessa na bagagem!
A minha cidade, os meus amigos, as minhas amigas que se licenciaram e que me fizeram acordar para ir ouvir a missa da bênção das pastas no estádio do farense (o auge da excitação by the way), as fitas que eu assinei mas esqueci de levar, as fitas que eu não …

De que cor é a cor?

De que cor são os sonhos?
E a espuma do pensamento?
De que cor é a eterna dissidência do mar?
E os moinhos de ideias de vento?
De que cor é a chuva a cantar?
E os segredos do céu?
De que cor são as sombras dos beijos?
E os tempos do verbo amar?
De que cor são os espelhos da alma?
E as promessas de liberdade?
De que cor são as artes, as políticas e as ciências?
E a nossa cidade?
De que cor é a meia lua cheia da paixão?
E as notas agudas dos sorrisos?
De que cor são as noites, os dias e os piqueniques de Verão?
E os heróis indecisos?
De que cor são as asas da imaginação?
E o olhar amante?
De que cor é a cor,
Para ser assim tão importante?

Da boca para fora

Uma noite, ele olhou para ela e disse-lhe, sorrindo:

- Ci sposiamo!
Conheciam-se há duas semanas.
- Ci sposiamo!
Tinham 20 anos.
- Ci sposiamo!
Ele tinha namorada, mas dizia que não. Ela dizia-lhe que tinha outro, mas ele não acreditava.
- Ci sposiamo!
Não viviam no mesmo país.
- Ci sposiamo!
Não falavam a mesma língua.
- Ci sposiamo!
Nem sequer andavam de mão dada.
- Ci sposiamo!

Não casaram.
Sabiam que não se voltariam a ver.
Mas então porquê? Para quem? Para quê?
Dizer coisas só por dizer?

Queima de Coimbra on fire!

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Uma vez disseram-me que Siena era a Coimbra de Itália.
Este fim-de-semana fui a Coimbra, ver se também é a Siena de Portugal...

Se eu soubesse que sexta-feira, tendo-me levantado às 7 da manhã, só voltaria a dormir, 1 autocarro, um dia de trabalho, 2 metros, 1 comboio lisboa-coimbra, uma noite de queima e 25 horas e meia depois, se calhar na quinta tinha-me ido deitar antes da meia noite...
Apanhei o comboio com a Vanessa. A Ana e a Matilde foram buscar-nos à estação. Até aqui, 100% Erasmus em Siena. Depois, casa cheia com colchões e sacos-cama pela sala, ocupados pelos amigos dos amigos, engarrafamentos para a casa de banho, bar aberto na cozinha, cruzamento de línguas pelo ar, cruzamento de estudantes em cada recanto, pessoas novas em cada minuto.
Tudo isto confere com Siena! Porém, Coimbra tem uma identidade própria, uma cultura académica única que não existe em Siena, nem em nenhum outro lugar do mundo! É possível encontrarmos cópias pelas diferentes regiões do país mas o original sa…

Um crime na casa de banho do balneário

Na minha última aula de dança do ventre cheguei atrasada. Entrei no balneário e dei de caras com o dono da escola*. O que é que ele estava a fazer no balneário feminino? Não sei, nem interessa, o importante a focalizar neste post é o seguinte diálogo:

Mal eu entro, o Dono da Escola (DE) fita-me nos olhos e diz:
– Esta casa de banho cheira mal!!!
Ao que eu respondo:
- Ah...
DE – Mas eu já não ponho mais perfume!
Eu – Pois...
DE – Porque eu ponho perfume e desodorizante e roubam !Levam para casa!
Eu – Roubam???
DE – Sim, roubam! Esta gente, nuca se viu! Sinceramente, pah...
Eu – Olhe, eu não roubei nada.... e não acredito que roubem...
DE – Roubam sim!!! Eu no outro dia até pus o desodorizante na sanita com uma pedra, deixaram-me a pedra, levaram o desodorizante!!! Se eu apanho a gaja que rouba parto-lhe a cara! – Dito isto, virou-se numa semi pirueta e efectuou uma saída triunfal e elegante.

Eu só espero que tenhamos ficado esclarecidos em como eu não estou de nenhum forma relacionada ao mister…

"Sous les pavés, la plage"

"O maio 68 foi a penúltima revolução europeia. A penúltima porque a próxima está para vir. Sem 68 metade do século XX teria sido triste. 68 mudou tudo, mudou-nos a nós. É por isso que as jovens gerações não precisam de se lembrar. Está no seu DNA. Elas têm 68 no corpo".

Toni Negri em entrevista ao Nouvel Observateur

Quem sabe o que é o Maio de 68 ponha a mão no ar!
O "Público" atesta, nem todos os braços se erguem. É um "fifty-fifty" como escreve uma amiga minha no dito artigo. A maioria dos estudantes de humanidades, letras e artes, sabe, a maioria do estudantes de ciências não faz a menor ideia. Eu própria me indaguei, antes mesmo de ler a notícia, se saberia do que se trata caso não tivesse tido francês e histótia até ao 12º ano.
Aquela minha amiga é peremptória: "é cultura geral". Sim, é. Mas oh Inês, quantas perguntas de cultura geral saiem no trivial e nos quizes de Terça à noite da Marina, que nós não sabemos responder?
É certo que quem desco…

Feliz dia da mãe!

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Querida mãe,

Que dizer do amor incondicional
Das ondas pelo mar?
Que dizer do regaço intemporal
Das canções de embalar?

Que dizer das noites sem fim?
Das angústias sem idade?
Que dizer dos sorrisos que plantas no jardim?
Das palavras sem prazo, com validade?

Que dizer da paciência do céu,
Com as estrelas que lhe fazem cócegas intermitentes?
Que dizer das receitas de tirar o chapéu?

Que dizer da bailarina que gira na tua caixinha
E guarda e aceita todas as desculpas complacentes,
E gira tudo o que puder girar
Mesmo depois da música acabar?

Que dizer de quem nos trouxe aqui?
E um pouco por toda a parte.

Querida mãe,

Que mais dizer de ti?