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A mostrar mensagens de Novembro, 2008

A escadinha

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"Claro, porque se a Alexandra ficasse no meio pareciamos um galheteiro!"

Prémios Ondas

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Talvez se possa dizer que é ignorância ou falta de cultura não conhecer os Prémios Ondas, mas a verdade é que, quando o Adri nos falou num convite a mais que lhe deram na rádio, eu imaginei uma festinha familiar. Um barzinho ou uma discoteca pequena quem sabe, uma dezena de pessoas, ou mais de 20 talvez! Toda a gente muito informal, afinal, são jornalistas e do que eu me lembro dos jornalistas eles apareciam nas conferências de imprensa, com o CEO e o Presidente da empresa, de havaianas e jeans rasgados. O tema das conversas seria certamente profissional: a rádio! Bom, eu estudei comunicação e uma vez fiz um trabalho sobre a importância e o uso da rádio pela propaganda política de Hitler.
Afinal, quão deslocada é que eu poderia estar?

Com isto em mente, foi um choque que me avassalou de surpresa, quando o telejornal passou uma peça sobre a gala dos Prémios Ondas. “Olha Alexandra, esta é a festa a que tu vais com o Adri!” – disse a Neuza, entusiasmada. Já a Alexandra, deixou-se cair len…

Los pasteles de la risa

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Experimentar coisas novas é um must para qualquer forasteiro em território internacional. Por isso, abraçámos com grande entusiasmo o conceito de “festa internacional” que a turma da Neuza estava a desenvolver. Fomos propositadamente à Casa Portuguesa comprar pastéis de Belém e vinho alentejano. Do supermercado, trouxemos chouriço e pão. E assim partimos, prontas para representar a nação e fazer de exímias juradas sobre a culinária alheia.

Claro que não sabíamos que a casa anfitriã, além de ser em Cerdanyola (muitos km de Barcelona) era em Cerdanyola profunda (longos minutos de caminhada a pé desde a estação, rompendo a ar gélido das temperaturas a menos de 10 graus). E eu senti-me como aquele jovem suicida do “Into the Wild” que parte para o Alaska de mochila às costas. Vá lá que nós somos mais precavidas e levávamos pastéis de Belém! Proactividade é, aliás, algo que não falta cá em casa, ainda no outro dia a Rita estava a responder a um interessantíssimo quizz intitulado “Eras capa…

"Hello stranger"

Raras vezes, além das notícias, da previsão meteorológica e dos desenhos animados da Rita, passa algo que gostamos de ver na televisão espanhola. Mas esta noite foi diferente, passaram o "Closer", o drama romântico de Jude Law, Julia Roberts, Natalie Portman e Clive Owen.

A cena de abertura é, indubitavelmente, a mais marcante. Uma espécie de Leonor vai formosa e não segura, com a Natalie Portmana de cabelo vermelho caminhando pela estrada, quando os seus olhos se encontram com os do Jude Law no meio da multidão, ao som de The Blowers Daughter..
Parámos tudo o que estávamos a fazer, que não era grande coisa diga-se de passagem, e ficámos coladas à televisão sem comando, a deliciar-nos com os planos e contra planos, o som, as luzes e o Jude.

Imbuídas pela magia do amor à primeira vista, e algo ofuscadas pelo cabelo vermelho da Natália, esquecemo-nos por completo de um pequenino detalhe... ela é atropelada, ele corre para ampará-la, ela está caída no chão, ele toca-lhe no ombr…

Shopping em Barcelona!

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Uma casa portuguesa com certeza!

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Em plena Gracia, entre uma manifestação de punks e uma loja de roupa em que cada saia custa69€, há azulejos no chão e Celerac nas prateleiras (e Nestum também!).
Chama-se "A Casa Portuguesa" e por muito bem que recorde como achei ridículo quando uma amiga descreveu turistas "tugas" a comprar nossas senhoras de Fátima como recuerdo de Barcelona, a verdade é que fiquei extremamente feliz com o meu pastel de nata!

A nossa ida à Casa Portuguesa foi premeditada: para essa noite estava marcado um jantar multicultural e queríamos levar doces de Portugal. Depois de diversas pesquisas na internet pela gastronomia portuguesa chegámos à conclusão que não tínhamos panela de pressão para o caldo verde, que não sabíamos fazer bacalhau, que também não temos batedeira para fazer bolos, que arroz à valenciana é um prato típico português e que seria estranho levar alguma coisa que nunca tivéssemos provado, por muito simples que fosse a receita: "Sim, sim, isto é típico de Portuga…

O que faz uma algarvia em Barcelona:

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(Inspirado em 2 casos reais - que sucede, por casualidade, viverem comigo)

- Bate com a cabeça no armário da cozinha (dói);

- Acaba de romper a sola das botas, anda o dia todo com uma bota descolada da sola e levanta 40€ para pagar o arranjo da bota que afinal só custa 3€;
Aprende árabe (porque, evidentemente, é muito mais útil que catalão);

- Queima tortilhas (mas pelo menos manifesta desejo de integração);

- Compra lulas a pensar que são douradinhos (aqui já manifesta outra coisa..);

- Compra iogurtes naturais convencida de que são açucarados;

- Compra chocolate em pó por 99 cêntimos crente de que fez o negócio da sua vida (depois descobre que o chocolate é insolúvel e sabe mal);

- Traz o cabo do ipod do amigo por engano, envia-o pelo correio sem qualquer recibo/comprovativo e depois surpreende-se quando o amigo diz “obrigado pela cartita mas o cabo não estava lá dentro”;

- É atingida, depois de se aprumar devidamente para sair à noite, por substâncias líquidas despejadas de uma qualquer j…

Como é que te chamas?

O nome. Esse substantivo próprio que nos marca toda a vida, que nos indica, nos inclui, mas que, na verdade, é completamente aleatório à nossa pessoa. Se por um lado somos o nosso nome, por outro, não me venham dizer que alguém quer ser Umbelina, Quitéria, Ernani ou Inocêncio por livre e espontânea vontade!

O nome é, pois, uma coisa paradoxal. Já o meu nome, especificamente, é algo que transcende o paradoxal e tende a não ser aceite pelos circuitos informáticos administrativos da Catalunha. Sem falar na infinitude de vezes que o meu sobrenome vem mal escrito, mas isso já é tão natural como nenhum estrangeiro conseguir dizer Neuza. Se fosse Niuza, ou Mouza, eles conseguiam, mas como não é, ela agora decidiu que se chama Laura. Ah! E quando o senhor dos correios não parava de me dizer “Menzarril Menzarril” e afinal queria era deixar uma encomenda para a Neuza Gil? Sendo que Gil não é o sobrenome da “Menza”, é o segundo, como Ana Rita. Falando nela, foi de todas, a que teve de tomar a de…

American Dream

O sonho mais famoso do mundo ganhou forma.

A Casa Branca ganhou cor.

Agora é o mundo inteiro que sonha.

Eu arrepio-me… afinal é possível poesia depois de Ashwitz, e depois do apartheid e depois da bomba atómica.

A segregação não deixou de existir, mas o sonho confirmou-se como uma realidade possível. Com o bónus de prometer uma viragem na administração Bush e de evitar que uma sub-urbana do Alaska que mata animais nos tempos livres e tem um histórico com mais corrupções que a Barca do Inferno toda junta, tivesse alguma influência nas decisões que afectam o mundo inteiro.

É claro que o Obama não vai acabar com a guerra no mundo, porque muito mais depressa acaba a guerra com o mundo. E é claro que é surrealista idealizá-lo como um D.Sebastião das Américas que sai das brumas da crise para reerguer a economia americana e, consequentemente, a economia mundial.

Relembre-se que o próprio Adam Smith, inventor de toda essa ciência, nunca ganhou nada na bolsa.

E relembre-se que o Obama é preto, …

Na Polícia

Em Portugal, a vez em que eu estive mais próxima de entrar numa esquadra de polícia foi quando a Rita se esqueceu das chaves do carro na porta. Porque quando a Rita se lembrou que se tinha esquecido das chaves do carro na porta, elas já não estavam lá. Então fomos à polícia participar a situação e pedir para bloquearem o carro. Mas eu fazia parte da equipa que ficava à espera da outra equipa à porta da polícia e portanto não cheguei mesmo a entrar no dito cujo estabelecimento policial.

Por outro lado, gostava de ser como a minha amiga Margarida que foi à esquadra de São João do Estoril de pijama, na tentativa de revogar uma multa. Mas como não sou, não tenho nenhum termo de comparação para a primeira experiência nesta área, que decorreu aqui mesmo, na cidade onde Gaudí morreu atropelado por 1 eléctrico.

Foi esta semana: eu e a Neuza deslocámo-nos até à Polícia de Barceloneta para tirar o nosso NIE (Número de Identificação de Estrangeiro) porqueaté é giro ser imigrante ilegal por algu…

Dinero Magnético

O meu pai sempre me disse que devia andar com dinheiro na carteira. Por isso, eu ando sempre com dinheiro na carteira. Tal como o meu amigo italiano, que também anda sempre com dinheiro na carteira.

Ora dá para acreditar que, depois 8 horas de viagem, ao chegar a Barcelona de carro a meio de uma madrugada de temporal, ficámos presos na portagem porque nenhum dos 3 cartões de crédito eram aceites pelo “circuito” e nenhum dos 2 jovens viajados, cultos e inteligentes, tinha dinheiro na carteira?

A senhora da primeira portagem (sim, houve mais do que uma) preferiu ficar meia hora a dar-nos um imenso sermão por não termos dinheiro connosco, do que dizer que podia emitir uma factura de dívida, possível de pagar pelo correio.

Na segunda portagem, já nem tentámos o cartão de crédito visa italiano, nem o visa português, nem o Bancomat italiano. Mostrámos logo o papel cor de rosa da factura de dívida e pedimos um igual. Mas como Espanha é um país muito mais avançado do que Portugal, é claro que …

Capuchinho Vermelho e Lobo Mau

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Esta á uma estória diferente da versão tradicional. Uma estória que envolve 1 vestido de diaba sexy, amigos gay, compras nos chineses e neve.

A Capuchinho vermelho e o lobo mau encontraram-se no aeroporto de Granada. Ela vinha de Barcelona e ele fazia anos. O lobo é descendente das florestas de Nápoles e está a fazer Erasmus na antiga capital árabe da Península Ibérica. Tem uma mente aberta e por isso não se importa de viver com dois espanhóis gays. Bom, na verdade, quando chegámos a casa e estava a decorrer um “botellon” gay na sala, ele sentiu-se algo desconfortável. Por outro lado, a capuchinho vermelho, pela primeira vez na sua vida, foi bem recebida pela comunidade gay e conversou animadamente com o fantasma da ópera e os dois rapazes colegiais.

Mas o capuchinho vermelho e o lobo mau eram absolutamente os mais originais da festa Erasmus de Halloween da discoteca, igualmente gay. Ela com o seu vestido de “diaba sexy” e o cestinho do pão comprado nos chineses, ele, com a cauda d…