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A mostrar mensagens de Dezembro, 2008

A Menina Insuportável

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Ontem falei do Principezinho. O que, perplexamente, remeteu os meus pensamentos para “A menina insuportável”, da qual vou falar hoje. “A menina insuportável” começou por ser um livro, que alguém ofereceu à minha irmã. Podendo ser interpretado como presumível indirecta, possível subtileza, cabe-me a mim desmistificar a questão: tirando as birras para comer, a fragrância a estrebaria com que impregnava o carro e a casa cada vez que voltava da equitação, o facto de já estar a dizer “foi a mana” quando a minha mãe ainda nem tinha terminado de perguntar “O que é que se passa?” em tom ameaçador, e de ter partido uma boneca de loiça de que eu gostava muito na minha cabeça, a minha irmã era e é, bastante suportável. E qualquer livro, sobretudo naquela idade, correspondia a oferecer um par de luvas a um peixe dos trópicos. Portanto, quem o leu fui eu. E durante uma boa meia dúzia de anos, entre pessoas com quem simpatizei mais, menos ou de todo nada, nunca encontrei nenhuma menina insuportável…

“No creas en los príncipes azules, la mayoría destiñe al segundo lavado”

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A frase é do designer Jordi Labanda. Encontrei-a enquanto fazia pesquisa para o projecto final de mestrado. É uma frase que, em inglês, podia integrar o guião de um qualquer episódio do Sexo e a Cidade. A colecção inteira com a season 1 de oferta mas sem legendas em português foi a MVG (most valious gift) do meu pinheiro artificial de Natal. Pijamas, cuecas, meias, nada disso! Sexo e a Cidade! E um disco rígido exterior… yeyyyy! É para não perderes as tuas coisas da próxima vez que te esqueceres do pc no meio da rua, ou que o roubarem, ou que lhe aconteça alguma coisa genérica desse tipo. Duplo yeyyy!!!

Imbuída do visionamento contínuo da minha MVG (12 episódios em 2 dias), comecei a ler um livro do Mário Zambujal e vou retomar o el Quijote em castelhano quinhentista. Mas além dos remorsos por passar 2h30/dia em frente ao pc, a ver desfiles de roupas e penteados fora de moda (comecei pela season 1 que veio de oferta), fui assolada de inspiração para comentar frases como esta.

Antes de m…

Os "medio-novios"

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Toda a gente teve, tem ou terá, amores impossíveis. A lógica é a mesma das cartas de amor ridículas: impossível, é quem nunca teve um amor impossível. Os amores impossíveis também podem ser amores platónicos, porém, a meu ver, nenhum dos termos é suficientemente preciso ou adequado para nos referir-mos à nossa cara-metade utópica. Por exemplo, dizer “O Brad Pitt é o meu amor impossível” ou “A Angelina Jolie é um do meus amores platónicos” parece demasiado abstracto quando, na verdade, há uma relação bem mais concreta do que o que se possa imaginar!

Felizmente, esta lacuna parece ter já algum preenchimento desde que um grande teórico da escola primária espanhola (menos de 1m50 e idade compreendida entre os 7 e os 10 anos) afirmou publicamente que não tinha nenhuma “novia” mas tinha muitas “medio-novias”. O que é uma “medio-novia”? Citando o mesmo autor “Então, eu quero mas elas não”. Note-se a simplicidade e objectividade da definição, em simultâneo com a grande abrangência de possibili…

A última ceia

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Não houve festa, não houve borrachera e não houve lágrimas porque sabemos que nos vamos sempre vendo. Viver em Barcelona com duas da melhores amigas é melhor que qualquer filme do woody Alen possa fazer pensar (e pensar que afinal não fomos ver o Vicky Cristina Barcelona)! Há sempre coisas que “quedam” por fazer, como a visita interna à Pedreda mas, felizmente, há sempre muito mais coisas que foram feitas! Como as tortilhas (que se insinuam descaradamente para fora da frigideira) ou o brigadeiro (este por sua vez recusava-se sair a panela), os passeios pelo passeig de Gracia, as noites por onde quer que fosse, o museu Dali e as compras de supermercado ao fim-de-semana (recomendamos a todos os produtos Eroski – à excepção do chocolate para o leite que não compensava nem se fosse de graça).



E depois de um anúncio na internet os telefonemas e e-mails desabaram. Eram todos potenciais candidatos para a nova vaga lá em casa. Uns mais que outros, porque entre um argentino-italiano de 57 anos…

"Barça, Barça, Baaaarça"

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O Barcelonismo pedante intensificou-se ainda mais depois da vitória sobre o Real Madrid. Nessa noite, as discotecas, ou pelo menos a discoteca onde eu estava, passou o hino do Barcelona. Nesse momento emotivo, toda a gente se abraçou, ergueu o braço direito e cantou bem alto. Toda a gente menos eu, porque não sei a letra. Não sei nem vou saber, porque está em Catalão. Como o menu do Mc Donalds, que parece que é preciso uma licenciatura para descobrir como é que eles se referem ao double cheese e depois, para conseguir dize-lo. Ou como a conta da água, que só lhe falta também ter os números em Catalãontão. Por conseguinte, uma pessoa vai ao banco e aos correios para pagar a dita a cuja, e continuaria por aí a vaguear, até que alguma entidade oficial tem a compaixão de lhe explicar que aquilo não é uma conta, é uma notificação de uma conta e portanto não se pode pagar…

Mas, voltando à discoteca, o hino do Barça é longo e eu, aborrecida que estava, resolvi demonstrar também o meu patrio…

Contar aos pais - o eterno dilema da filiação

Devia haver um manual de crise com soluções teórico-práticas para contar “as coisas “ aos pais, desbravando sabiamente as questões do como, quando e através de que meio.
Se assim fosse, eu teria tido uma semana muito mas tranquila…

Segunda-feira passada roubaram o meu computador. Isto é, desapareceu, misteriosamente, da sala de aula 2 da Escola de Post Grau. A aula havia acabado, eu desloquei-me aos lavabos e, quando regressei, encontrei-me com porta fechada, luzes apagadas e nenhum cristão, budista ou mórmon pelo corredor. Procurei exasperadamente o “chico de seguridad” que lá teve de me abrir a porta (que chatice estas alunas estrangeiras que se esquecem das coisas na sala). Porta aberta, luzes acesas, imenso vazio. Nem sinal do meu Sony Vaio prenda de anos, “es decir”, novinho em folha (e não, eu, inteligência suprema e licenciada, não tinha back ups. E ainda tinha lá dentro o cd da Deolinda, tal brinde de bolo rei!).

Os mossos d’esquadra dizem que não podem fazer nada, a não ser pr…