Candeeiro a petróleo



Candeeiro a petróleo podia ser um poema.
Porque candeeiro a petróleo é um algoritmo literário elaborado foneticamente por melódicos iei ó ei, interceptados pelos graves pe e tró. Que podiam ser chefes da máfia.
Candeeiro a petróleo surgiu no século XIX e era termo de casas abastadas. Quem diria que um dia seria substituído pelo candeeiro do IKEA?
Quem não nota a descida de qualidade da poesia?

Esta semana as portas estremeceram, os vidros irromperam pelo céu, as motas e bicicletas foram derrubadas e as estradas e ligações de transportes públicos cortadas. Os caixotes do lixo renderam-se ao asfalto e a antena da televisão caiu do pedestal.
Ouviram-se camiões de tiro. Mas afinal era só o vento. O vento indiscreto que espreitou pela janela do quarto e me acordou de sobressalto.
O vento ou um ciclone, como dizem as pessoas qualificadas para falar do tempo.

Eu só queria falar do candeeiro a petróleo. Porque em diversas zonas do “território nacional” de Espanha, faltou a electricidade.
Então, numa inspiração de pró-actividade, pensei no que poderia fazer se ficasse sem luz: acender velas; acender o candeeiro a petróleo.

Infelizmente, não sou uma casa abastada nem vivo no século XIX.
Mas gosto de poemas, o que é que eu posso fazer…

Comentários

Enolough disse…
agora ficou poeta...
vejam só os poderes mágicos que um candeeiro pode ter!
i disse…
mas esse candeeiro não é a petroleo!
Ale disse…
era o mais bonito que aparecia nas imagens do google!

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