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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2009

Acabou-se o Carnaval

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Já passou.

Acabaram-se as esfregonas deambulantes, as fadas que não voam, os piratas sem barco e os astronautas que andam de metro com capacetes que são candeeiros do IKEA.

Suponho que foi a primeira e última vez que vi Torres Vedras, com foto e tudo, no jornal “20 minutos” que se lê no comboio para Sabadell. È verdade que o gancho da notícia era o Cristiano Ronaldo versão carro alegórico, mas algures no corpo do texto lá estava, escrito e bem escrito, “Carnaval de Torres Vedras”.

Tão pouco o Irish Pub vai voltar a ter um Dj brasileiro ou algo que se assemelhe a uma festa de Carnaval do Brasil.
Nem eu sei onde estava com a cabeça quando, contra todas as regras de posicionamento e públicos, decidi passar samba rock num bar irlandês.
Mais chocante que isso só mesmo o facto de ter acorrido à festa uma grande quantidade de pessoas que nunca antes tinha ouvido falar em samba rock…

É divertidamente curioso o Carnaval!

Mas agora já passou.

Voltemos às nossas máscaras do dia-a-dia.

Barcelona

El Oscar para Maria Elena!



"Porque tanto perderse tanto buscARSE sin encontrARSE

me encierran los muros de todas partes

Barcelona te esta's equivocANDO no puedes seguir ignorANDO

que el mundo sea otra cOSA y volar como maripOSA.

Barcelona hace un calor que me deja

fri'a por dentro con este vicio de vivir mintiendo

que bonito seria tu mAR si supiera yo nadAR.

Barcelona Y mientras esta' llena de cara de gENTE extranjera,

CONOCIDA, desCONOCIDA � y vuelta a ser transparENTE.

No insisto ma's Barcelona _____

si no es cosa de tus ritos (o gritos?) tu laberinto extrovertido.

No he encontrado la rAZO'N porque me duele el corAZO'N

porque es tan fuerte que so'lo podre' vivIRTE en la distancia

y escribIRTE una canciO'N.

Te quiero Barcelona"

Deus fecha uma porta mas abre outra (nada de janelas)

Fui à procura do Grupo Erasmus. Encontrei. Bati à porta, não estava ninguém. Mas eu, inconformada, devo ter dado a sensação de que ia arrombar a dita cuja porta, com o horário que aparentemente é só para enfeitar.

Então, apareceu o rapaz do gabinete ao lado a oferecer os seus préstimos informativos e de actuação, se fosse o caso. Eu considerei a proposta, talvez pudesse ser o caso.
Foi um pensamento prematuro que durou pouco. Durou exactamente até eu ver o nome do gabinete ao lado. Chamava-se “Serviço de assistência e educação religiosa”.
O que eu queria era um acordo para festas com Erasmus.
Disse-lhe que não, que não tinha mesmo nada a ver.

Mas não consigo parar de pensar: será que foi algum tipo de sinal divino? (e porque carga de mar vermelho aberto em dois, é que o serviço de assistência e educação religiosa é paredes meias com o grupo erasmus)?

Os australianos

Nunca dediquei muito tempo a pensar nos australianos. Afinal, estão no outro lado do mundo. Para mim Austrália era sinónimo de cangurus e pouco mais.

Até à data só tinha conhecido uma australiana. Chamava-se Sally e frequentava o meu curso de Italiano em Siena. Um rapaz de New Castle contou-me que em Inglaterra dizem que todas as australianas se chamam Sally. Não é verdade. Agora em Barcelona conheci 3 australianos de uma só vez (e a rapariga chama-se Gemma)!

Trabalham comigo, falam inglês com um sotaque impossível de descodificar, o que faz com que eu apreça deficiente auditiva em cada conversa que tentam desenrolar com a minha pessoa.

Andam sempre de chinelos ou havaianas e acham que um top preto é roupa de Inverno. Nenhum deles tem mais do que um casaco e todos gostam de cricket.
Eu, que sou muito internacional, disse que sim senhora, que sabia perfeitamente o que era cricket porque a rainha de copas da Alice no País das Maravilhas jogava cricket com um flamingo. A Gemma desatou-se a…

"Monerias"

Tenho um professor feio e mau. Daqueles que intimidam as intervenções mais espontâneas porque nos fuzila sem piedade se uma sílaba do nosso raciocínio estiver fora de tom. E com a mesma falta de misericórdia, faz com que toda a gente se ria do que dissemos.

Daqueles que se movem impacientemente, meio corcunda, cabelo desgrenhado, mãos hiperactivas, palavrões, gritos, giz pelos ares.
Tem-nos ali, na palma da mão durante duas horas, para depois nos dizer que o problema foi falta de inspiração. Desculpe, caro professor, falta de inspiração era o problema da JK Rowling antes de escrever o Harry Potter, não o problema passível de apresentar ao presidente de uma das 50 marcas mais fortes do mundo!

Toda a gente diz que ele é um tonto, um idiota. Toda a gente o adora.
É um show man dos módulos de habilidades práticas do Director de Comunicação!

Na apresentação de casos desta semana, superou-se a si mesmo: elogiou-nos!
“Foi espectacular! As melhores apresentações que já vi em 9 anos de ensino!”
Não …

Encontro (não) marcado

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Estas coisas, não sei se será o fabuloso destino de cada um de nós ou a interpretação ambígua da lei das probabilidades.
Como é que no dia em que saímos com os óculos de sol, entra uma tormenta pela janela do comboio?
Como é que nos cruzamos justamente com as pessoas sem as quais a nossa vida não faria sentido?
Coincidências bruxas, eu não acredito nelas, mas que as há, lá isso há.

“Alejandra!”
Era definitivamente o meu nome a soar no meio das ramblas. Mas quem é que me estava a chamar? Quem é que me poderia estar a chamar?
Nããão! Tu? Como? Porque é que não disseste que vinhas? Um abraço e mais outro, só para ter certeza que é verdade. Parabéns
E eu que ainda esta noite sonhei que nos encontrávamos todas em Barcelona!
Ai que saudades!

Estas coisas, como encontrar no meio de Barcelona uma amiga de Erasmus que vive em Tenerife, no dia em que ela faz anos, são mesmo assim: fatalmente inexplicáveis e más a matemática!