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A mostrar mensagens de Abril, 2010

Déjà vu

Dèja vu…

A Plaza Catalunya já estava fechada para celebrar. As bandeiras estavam nas janelas e nos edifícios míticos da cidade. Tinham um vídeo. Tinham uma música. Tinham um sonho. A multidão juntou-se para ver passar o autocarro da equipa. Os adeptos com moto escoltaram-no do hotel ao campo. O campo. Assustador, mesmo pela televisão! Eram 91.000 vozes que se ouviam desde o sofá. Incansáveis, imparáveis, invencíveis. Uma coreografia inicial de cores nas bancadas que não deixava dúvidas ao adversário: esta é a nossa casa e aqui não são bem-vindos.
Mas as bandeiras não chegam, as camisetas não chegam, as vozes de toda a gente não chegam. E a festa, definitivamente, não chegou. Porque nestas coisas, normalmente, também é preciso jogar bem. Hum… eu já vi este filme antes…
Lembram-se do Portugal – Grécia?
Como esquecer…
Pois hoje aqui em Barcelona foi mais ou menos isso que se passou. Com a diferença que o Barça até ganhou o jogo, mas perdeu a eliminatória por diferença de golos. E ainda tev…

"Remuntarem!"

Quando ouvi os comentadores a reclamar do “português” pensei ter entendido mal. O Cristiano nao joga no Inter ! Depois reclamaram uma e outra vez e ainda hoje estao a reclamar: um golo em fora de jogo e dois penaltys nao marcados. Resumem assim a fantástica actuaçao do árbitro portugués o… qualquer coisa parecida com “Berengena” (beringela). Olegário Benquerença pode, finalmente, depois de tantos anos, agradecer aos pais pelo nome que lhe puseram, só eles sabiam como isso o preveniria de ser directamente insultado pelos adeptos do FCB. Já eu, tenho que ouvir todas as reclamaçoes queixas e insultos dos catalaes destroçados, como se tivesse alguma relaçao mais além da conterraneidade com o Figo, o Mourinho e o Olegário.

Os media, adeptos fervorosos de Quentin Tarantino e Hitchcok, montaram logo o guiao do filme: o “Berengena” é amigo íntimo do “special one” e o Inter colocou o Figo como delegado do jogo para ele poder estar no campo a pressionar o “berenjena”. Ah sim, porque há imagens d…

Esse vulcao tá atrapalhando a vida da galera!

Anda toda a gente a reclamar e não me parece justo. É a eterna questão do copo meio cheio e do copo meio vazio. Porque em todas as coisas há um lado optimista. Como por exemplo ontem, que eu estreei sandálias e óculos de sol porque estava céu limpo e calor e, não obstante, a meio da tarde comecei a ouvir trovões. Mau exemplo, porque isso não teve mesmo nada de positivo! Ainda assim, reforça a minha teoria: é a excepção que confirma regra!
Além do que, eu conheço pelo menos uma pessoa que beneficiou onde as companhias aéreas perderam milhões. Essa pessoa é o meu chefe. O meu chefe passou a semana toda a mencionar a sua ida ao casamento da futura cunhada. De cada vez que descrevia o evento, ria-se como se fosse uma surpresa para ele mesmo. Custava-lhe a acreditar que ia a um casamento lésbico com buffet vegetariano.
Ele, homem de alimentação tão tradicional e reforçada, estava desolado. Porque toda a gente sabe que o objectivo de ir aos casamentos não é celebrar a felicidade alheia, par…

"A minha vida dava um filme"

No fundo, a vida de toda a gente dava um livro e o livro dava um filme. Ou uma série. Uma curta, pelo menos. Um episódio que fosse! Porque os livros e os filmes e as séries são todos excertos de uma produção maior, a realidade. É uma antítese engraçada mas a ficção inspira-se no vizinho do lado, no desconhecido que atravessa a rua, nas histórias dos amigos, nas palavras dos pais e dos avós. Depois, a imaginação encarrega-se de identificar as experiencias, desconstrui-las em ideias adaptadas, diluí-las em contextos específicos e decompô-las em palavras ou imagens, ou ambas.
Para quem não se deixa convencer pela retórica dos meus esboços literários, descreverei aqui alguns episódios, dos muitos de muitos possíveis, que facilmente passariam por uma qualquer cena cómica de ficção:

Recebemos um currículo pela web do site www.ryanspubs.com , como é frequente duas a 3vezes por dia, mínimo. A foto da rapariga era bastante bem parecida. E tinha experiência. Todos os directivos masculinos se e…

Um souvenir belga

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(Acoselhável pôr a tocar)



Trouxe os chocolates com certificado de produção belga, trouxe a caneca para o tio e a boneca para a irmã. Trouxe o íman para o frigorífico e uma garrafa da cerveja chamada Diabo (Duvel). Trouxe o mapa do metro e o bilhete do avião abandonado na carteira. Trouxe o cartão de memória exaurido de fotos. Trouxe o que toda a gente traz, sem a mais branda chispa de originalidade.
Ou assim teria sido se eu não me tivesse cruzado com a única loja do centro de Bruxelas que, não sendo de souvenirs também não vende chocolates. E não, não era uma farmácia…
Era uma mistura de pop art com cultura musical e saberes geniais, tais como “I don’t need sex, life fucks me up every day”.
Enfim, era assim:



E eu trouxe este bocadinho para mim…

La Belgique!

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“Bienvenidos a Barcelona!” (Risos) “Son las 20.30. Welcome to Barcelona!” (risos e silencio……) “Sorry… Brussels!”



Perguntaram-me porquê. Mas porque é que eu tinha de ir à Bélgica? A rádio anunciava 20 graus e um sol como não se via em Barcelona desde Novembro. E eu ia para Bélgica. Onde as máximas ainda estavam demasiado tímidas para ultrapassar os 12 graus e a chuva caía a “pancadas”, citando a pouco optimista previsão meteorológica.
Eu gostava de poder atirar as culpas para cima de alguém, que é sempre muito mais cómodo, mas deu-se o caso desta ida a Bélgica ser responsabilidade exclusiva da minha liberdade de escolha e vontade própria. Viva a revolução francesa!
Ainda que os franceses não sejam muito bem quistos na Bélgica, como aliás não o são em nenhuma parte do mundo que eu conheça, excluindo a França. Só que a Bélgica tem com os franceses uma circunstancia criminal declarada: o roubo das batatas fritas! O mundo inteiro conhece-as como “French fries”, no entanto , são “Belgian…