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A mostrar mensagens de 2011

Pai Natal particular

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Passou mais um Natal, agora as expectativas concentram-se no Reveillon, para o qual já tenho alistados, que nem bravos soldados, vestido vermelho e acessórios dourados. Cortesia de Prendas de Natal by my family. E este ano my family conseguiu algo inantingível desde que eu deixei de acreditar no Pai natal: “oferecer-me" uma surpresa. Algo que eu nao tivesse pedido, algo que eu nao tivesse mencionado que me dava jeito, algo que eu nao tivesse catalogado como vital para o seguimento da minha existência. Foi algo grande, literalmente. Algo que nao chegou nem na noite nem no dia de Natal, o que atiçou ainda mais o factor surpresa. Chegou às 9 da manha do dia 26:
-Filhinhaaa, acorda, acorda que temos aqui uma surpresa para ti!
- Huuumpf rrrshhh tuntzzz...
- Vá, anda, levanta-te.
- Nao, eu daqui nao saio.
- Váááá!
Eu nao insulto as maes dos outros, nao vou insultar a minha própria mae nao é... mas faltou pouco. Muito Pouco. Levantei-me a resmungar e com os olhos relutantes em abrirem-se. …

Barbie tu continuas única

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Como se as entradas surpresa para “O Lago dos Cisnes” nao fossem prova de amor suficiente, arrastei-o para a loja da Barbie. Ele estava radiante, como podem imaginar. Mas chegando lá, cadê a loja de Barbie? Primeiro pensei que me tivesse enganado de andar, porque o meu sentido de orientaçao é tao bom como o de um palmier de chocolate. Ou seja, nulo. Mas depois de andar às voltas e passar 3 vezes pelo mesmo sítio sem avistar uma única loja cor-de-rosa, concluímos que no lugar da Barbie se ergue agora a perfumaria Julia. Que é incapaz de prover presentes para meninas de 7 anos. Assim sendo, lá fui eu para a loja de brinquedos do bairro, em busca da Barbie perfeita. Esqueci-me porém, de um magnânime detalhe: todas as Barbies sao perfeitas! “Estas sao as fashionistas, pode-se mudar os bustos e vêm com roupas de moda, esta tem os caes para passear, esta tem o bebé, estas sao as mais recentes, sao personagens do filme da Barbie e aqui atrás tem mais!” – Mais? Ainda mais? Isso é ajuda qu…

"The only place you wanna be....

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... is underneath my christmas tree!"

Emigração:sim ou não?

De Triumph nada de nada

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Piadolas

http://www.youtube.com/watch?v=YgFAq46tKAI&feature=youtu.be

Saber rir de nós próprios é uma virtude. Rir dos outros é fácil e divertido. Rir de nós próprios é difícil e amarelo.
A questão neste vídeo porém, é de quem é que nos estamos a rir? Dos portugueses ou da ignorância geral dos americanos?
Eu, como boa portuguesa que sou, vou com a segunda opção. Porque conheço pessoalmente o desconhecimento norte-americano sobre o nosso pequeno Portugal. É que quando nós fomos a maior potência económica do mundo eles não existiam. São portanto uns novatos nisto da civilização.
Está bem, hoje são os maiores, mas daqui a 500 anos quem sabe?
É tudo uma questão de tempo. Um conflito de gerações. Como eu não saber usar a máquina de costura e a minha mãe conseguir fazer nela o que quer e o que eu quero. Mas quando tem de usar a máquina fotográfica é o Deus nos acuda e o onde é que está o zoom?
Há 5 anos e troca o passo, conheci em Itália um americano que nunca tinha ouvido falar de Portugal. Nunca. …

Nada a acrescentar.

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Real Madrid 1 - 3 F.C.Barcelona

O exame

“As acreditações só começam às 12.30”. Ainda faltava uma hora. Optámos por deambular pela zona Universitária a ao rumo do ar frio de Madrid, até encontrar um café. Estava toda a gente a tomar o pequeno-almoço. Normal. Às 11.30 da manha uma salada de queijo de cabra não é exatamente o que mais apetece. Mas teve que ser, considerando que a próxima ingestão de alimentos seria, na melhor das hipóteses, por volta das 7 da tarde. A cozinha lá fez o favor de abrir só para mim que, coitadinha, ia estar 5 horas fechada num exame.
Quando voltámos à escola diplomática já havia mais gente assomada aos portões, aproveitando os últimos minutos de sol que teria naquele dia, por sinal esplêndido. A esmagadora maioria eram raparigas. E notava-se que a espera não antecedia um casting de modelos, se é que me entendem. A imagem não é, definitivamente, um requisito para trabalhar nas Nações Unidas.
Cruzei o portão e avancei para o controlo de segurança, a multidão segiu no meu encalço. Ao que parece estav…

O lago dos cisnes

Quando um rapaz aficionado às corridas de fórmula 1, aos carros topo de gama e a sistemas e aplicações informáticas, nos surpreende com entradas para o Lago dos Cisnes, tem de ser amor.
Ele tateou a zona previamente. Perguntou se eu tinha segunda-feira à noite livre ou se queria ficar a estudar. Não, não queria ficar a estudar, sim, sim estava livre. Mas para quê?
Ah meu bem, isso ele não disse.
Surpresa!
Pensei logo num teatro ou num bailado, mas ele conseguiu despistar-me e convencer-me que íamos ver um espetáculo mágico com inspiração de sessões espiritas.
Não fomos. Graças a Deus.
Entrámos num teatro relativamente novo, com assentos no camarote para ver a primeira noite do Lago dos Cisnes by Ballet de Teatro Russo de Moscovo, com bailarinos chineses. É evidente que Companhia de ballet chinês não teria tido o sucesso de ocupação que a Russia aportou a esta primeira noite de show.
Mas assim que a cortina subiu e o bobo da corte começou a girar em pontas com a sua alongada mirada e reduz…

Pergunta número 1

Nunca fui de colossais nervosismos na hora dos testes ou exames. Tinha que os fazer sim ou sim, era uma etapa entendida como natural no processo educacional. Ia às aulas, prestava atenção ( quase sempre, outras vezes jogávamos ao stop ou ao galo) estudava e sentia-me preparada. Às vezes mais, como nas avaliações de inglês e português, devido ao meu bom relacionamento com idiomas, outras vezes menos, como nas perguntas com números ou todas as cadeiras da minha licenciatura em geral. A licenciatura de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa tem esta capacidade de nos fazer sentir sempre burros. Suponho que seja pela sua seleção de temáticas que não interessam nem ao menino Jesus, imagine-se a mim. Mesmo assim lá passei por esse calvário de exames de sistémicas, semióticas, sociologias filosóficas e textualidades pouco inteligíveis. Nunca tive uma negativa em todo o processo curricular.
Esta semana vou a Madrid fazer um exame que não vou passar. Um exame que me está a dar…

Era uma vez uma noite...

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Algodao doce na Oysho, barra livre de Malibu ananás na Mango, 20% de desconto na Blanco... nao, nao foi um sonho, foi a Barcelona Shopping Night. Uma noite que hoje aparece em todos os jornais e televisoes de Espanha, gloriosa.
Uma noite por ano em que todas as lojas do Passeig de Gracia sao Cinderelas e têm licença para abrir até à uma da manha. Esmeram-se nao só nos sapatos mas em divertidas surpresas e apetitosas promoçoes para os clientes. As lojas de luxo, snobs por natueza, fizeram de irmas más e recusaram-se a abrir as portas para um evento tao popularuxo. Azar o delas. O Passeig estava a bombar! As lojas tinham mais gente que nos primeiros dias de saldos (sim, era um bocadinho assustador) e as iluminaçoes de Natal brilhavam por primeira vez em forma de majestuosos chandeliers. Os Djs faziam de cada passo uma dança, fosse dentro das lojas ou no meio da rua, cortada ao trânsito e invadida pelos mais variados stands. Uma pessoa podia acabar com um pedaço de queijo da serra num…

Onde é que eles foram???

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Divagando na soldiao da hora de almoço, entre um panado e um lacinho de massa com atum em garfo de plástico deparei-me, no youtube, com recalcitrantes memórias de tempos passados. Tempos em que nao era imigrante e nao usava talheres de plástico. Tempos em que a televisao era má, mas nao abominável, como é hoje por estas bandas.
Tempos fedorentos. De gatos. Se é que me entendem. Para onde é que eles fugiram?
Para os anúncios da Meo? Mas os anúncios da Meo sao luagres frios e inóspitos. Nao têm aquele calor humano em que só a sátira e a ironia nos sabem envolver com gargalhadas tao imaculadamente perfeitas.
Pai Natal, se estás a lêr este blog, embrulha os Gato Fedorento no primeiro papel que encontres, eles nao sao esquisitos, e dá-lhe forte ao trenó.
Imagino que o Estado também te tenha cortado algumas renas porque é preciso juntar bens e dinheiro para pagar salários vitalícios de gente que nao trabalha, carros de estado mais entourages de 50 pessoas e, claro, os tachos de todos esse…

Unlike

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Aparentemente sou a única pessoa que nao gosta da nova campanha da Benetton. E eu sempre gostei das campanhas da Benetton. Gostava de como utilizavam algo potencialmente fútil, como a moda, para passar mensagens com valor.
Gosto de coisas irreverentes, originais, atrevidas. Gosto de impactos. Mas com brilhantismo. Porque impactar por impactar podemos ir todas a correr pelo meio da rua com as blusas levantadas, et voilá!
Correndo o risco de ser chamada de mente capta vou mesmo dizer que nao vejo nenhum brilhantismo numa fotomontagem com o Sarkozy a beijar a Merkel .
Impactar, impacta-me. Por grotesco.
O "Unhate" no canto superior esquerdo da imagem é bonito. O resto é fácilmente chocante. Fácilmente polémico. Demasiado fácil. Sem graça fácil. Enfim, fácil.
Assim que vi a primeira foto da Unhate, que calhou ser a do Obama, pensei: já nao sabiam o que fazer, já nao conseguiam imaginar nada realmente bombástico e entao disseram, o que é que seria mesmo mesmo mesmo chocante para o m…

Primark, papel higiénico e tubaroes

Nunca tinha ficado tao desiludida com uma loja como ontem com a Primark. É uma marca barata, eu sei, nao se espera que nos ofereçam champanhe à entrada. Mas esperamos que consigam encontrar o par do sapato que acabámos de provar e que gostámos tanto porque é tao lindo, tao vermelho e tao barato. E tao solitário. Encontrei-o perdido numa prateleira que nao lhe correspondia. Foi amor à primeira vista. O número coincidia com o meu pé. Era o destino. Pareceu-me estranho que só houvesse 1 sapato mas pensei que fosse o de exposiçao e que bastaria pedir o set completo a algum amável trabalhador da loja. Onde é que eu estava com a cabeça! É claro que o sapato era o último e nao havia como encontrar o seu par denro da loja.
A menina dos provadores mandou-me à menina das secçoes, que me mandou à menina da atençao ao cliente, que me voltou a mandar a outra menina das secçoes, que me mandou à caixa onde ,evidentemente, nao tinham nenhum sapato vermelho do pé direito à minha espera. Farta de boom…

Baloes

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A estória que se segue é um caso real e pouco moral. Mas eu vou contá-la na mesma porque me faz rir. Há gente que se casa com quem lhe faz rir, eu publico posts. Vamos a isso entao.
Pois que aqui em Barcelona proliferam os promotres de festas e discotecas. O seu trabalho, invejado por muitos, é duro: levar raparigas aos privados das discotecas e beber champanhe com elas. Algumas vezes, várias vezes, precede um jantar grátis na mesma discoteca/clube/betweens. Eu própria sou uma habituée do circuito dos jantares grátis, principlamente quanto mais o mês avança e menos a comida reluz dentro do frigorífico.
Esqueci-me foi de dizer que os promotores nao podem trazer raparigas quaisquer para jantar e beber grátis. Nao. Têm que ser moçoilas com uma grande presença, vulgo gajas boas, modelos em vocabulário técnico. Os problemas surgem quando:
1 – as convidadas estao de dieta, sao vegetarianas ou simplesmente enjoadas e passam o tempo todo de trombas ou/e a reclamar da comida, da bebida, da m…

Circus

Ontem à noite fui ao circo. Que é como quem diz, a uma discoteca onde a Paris Hilton fazia uma festa. Tapete vermelho, paparazzi, reforço de segurança, programa de televisão, holofotes, luzes especiais e várias pessoas a correr de um lado para o outro com cara de quem acabou de receber um aviso de atentado com bomba.
A casa estava cheia. Ela fazia-se esperar. À uma da manha eu não queria esperar mais. Primeiro, porque já satisfiz a minha curiosidade voyeurista quando a vislumbrei no padock do Circuito de motos da Catalunha. Segundo, porque a Paris nunca abdicaria de dormir para me ver, porque é que eu iria diminuir a prioridade das minhas 8 horas de sono para vê-la a ela? Porque o meu namorado queria tirar-lhe uma foto. Ora quando o meu namorado quer ficar numa festa para ver e tirar fotos com outra rapariga, eu tenho duas opções: deixá-lo pendurado, apanhar um táxi e ir embora ou acompanhá-lo na espera, com as devidas trombas. Escolhi a primeira opção. Por azar, tinha deixado as cha…

"Nossa, assim você me mata..."

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Barcelona. Uma das cidades mágicas de Woody Allen que vive e regozija com a magia de Gaudí, de Miró, de Picasso, de Messi. E, futuramente, de Pau Gasol. Barcelona de praia e de montanha, de festas pelas ruas e pela noite afora. Barcelona de tapas, de chique e de bairrista, de moda e de nacionalista. Barcelona que recebe frequentemente David Guetta, Bob Sinclair e Paris Hilton, entre muitas outras celebreties. Essa mesma Barcelona cheia de glamour está agora rendida a uma canção sertaneja brasileira. A música sertaneja também é conhecida como música caipira. Para quem não sabe, e os catalães claramente não sabem, caipira não poderia ter uma relação mais distante de glamour, fashion e trendy.
Por isso foi grande o meu espanto quando, de repente, todos os rapazes de camisa e sapato, e todas as meninas de vestido e malas de marca, e todos os bartenders e todos os djs, começaram a dançar esta canção com mais entusiasmo que o Iran Costa nesse saudoso vídeo clip do “É o bicho é o bicho vou t…

Museu de Ideias

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Vendem-no por mais do que vale. Dizem que é um museu que inspira e que apela à criatividade. Dizem que é um museu ao contrário, onde se pode interagir com as exposições e aceder ao andar debaixo escorregando por um tubogan. O tubogan estava fechado e os sinais de “por favor não toque” pululavam pelas prateleiras. Apenas as fotos eram permitidas. As fotos e a experimentação com a “caixa más inútil do mundo”. O meu invento preferido, tão surpreendente e divertido como efetivamente inútil: dá-se ao botão do on e a caixa abre-se para lançar uma alavanca que empurra o botão de volta para o off. E já está.
Por isso têm o cuidado de coloca-la na sessão do “Absurdo” ao lado da esfregona/microfone, para fingir que estamos a participar nos Ídolos enquanto lavar o chão com Sonasol limão.







Para trás fica uma imitação de um aglomerado de gordura corporal que se coloca ao lado de algo que queremos comer mas não devemos. É 100% eficaz. Com o vislumbre desta amálgama gordurosa parece-me impossível come…

Ah ah ah...

Pensei: este ano quero estar preparada. Vou estar preparada. Comprei umas galochas padrão leopardo que emanam fashion. Comprei um guarda-chuva cor de rosa de NY, provavelmente o único souvenir com utilidade que trouxe da Big Apple.
Já desfilei com as galochas pela rua. Não choveu. Já andei a carregar com o guarda-chuva dentro da mala. Também não choveu. Até hoje. Hoje o céu apagou as luzes e as gotas espernearam com perseverança contra os vidros, como se quisessem entrar para escapar à chuva. Complicado. Já eu, fiz horas extra no escritório para escapar, minimamente seca, ao primeiro temporal deste Outono/Inverno 2011 em Barcelona. Está oficialmente aberta a temporada celestial do “água vai” e hoje veio com a força toda. E eu sem galochas nem guarda-chuva, claro está. Era evidente.
Mas sim, tinha uns óculos de sol e uma saia branca. Que não servem de muito, ou eu arriscaria mesmo dizer de nada, quando o céu está a cair aos pedaços em cima das nossas cabeças.
Um trovão aqui, um trovão …

Hoje vamos chamar a música

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Dei-me conta que em 3 anos de intensa postagem sobre a Cidade Condal nunca soltei as palavras para a música. A música catala. Nunca. Muito Barça, muitas festas, muito trabalho, ou talvez nem tanto. Comidas, políticas, ruas, casas, mudanças, cheiros e pessoas. Tudo menos música. Porquê? Bom , primeiro porque as músicas em catalao me soavam tao familiares como musicas em romeno. Ou como o que eu imagino que sao músicas em romeno. Mas, paulatinamente, o ouvido foi-se habituando à falta de vogais e ao sotaque trancado entre os lábios. Algumas músicas catalans até já me soam prazeirosas e perceptíveis. Tanto, que as consigo comparar com determinados estilos e artistas portugueses. Deixo pois aqui um mise ensemble das minhas músicas catalas preferidas. Acompanham comentários para mais ou menos (muitos menos do que mais, nao se iludam) entendam o que é se passa em cada cançao.

La petita rambla del Poble Sec – A Pequena rambla do Poble Sec



Fala de um rapaz que espera uma rapariga numa praça de…

Já é Outono há uns dias...

Apareceu pela primeira vez depois de um interregno de 4 meses e quaisquer dias. Branquinha,limpinha, de penas. A colcha em cima da cama anuncia que já nao há dias de praia mesmo que o sol, impertinente, se recuse a cair nas garras do Outono e brilhe mais agora que em Julho e Agosto (juntos!).
As botas engolem as sandálias e lá vamos nós para a penúltima mudança de estaçao do ano. Uma estaçao que eu acho particularmente romântica já que o fim daquele calor pegajoso e suado incita a abraços e sofás com mantas. Mas o melhor de todos os solstícios e equinócios é o armário. É como se, de repente, tivessemos roupas e sapatos novos para todos os dias, porque já nao os usávamos há tanto tempo que quase se trata de uma premiére. E depois há sempre alguma coisa cuja estreia nao é virtual. Por exemplo, um casaco de pelo, 3 pares de botas (umas galochas estampado leopardo que sao “lo más”!) e uns sapatos negros fechados. Mas isto sou só eu. E só de momento. À medida que nos entrenhemos nas bai…