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A mostrar mensagens de Abril, 2011

NY - the end

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Bonito. Bonito é o Rodrigo Santoro. Bonito sao as cataratas do Iguaçu. Bonito é o Palácio da Pena, sao os canais de Veneza, é a ilha de Santorini, é a Sagrada Família e é a cidade de Siena. Há tantas coisas bonitas que nao cabem em nenhum tipo de lista nem classificaçao.
E depois há Nova York. Nova York nao é bonito. Nao exactamente.
Nova York é imenso, é excitante, é palpitante, é extravangante.
Mas Nova York nao é bonito.
A história nao construiu ruinas em Nova York. Entao a cidade construiu o seu próprio marco na história. E fe-lo em grande. Desde as fatias de pizza e das cookies do Starbucks até ao Rockefeller, ao Chrysler e ao Empire. Tudo é enorme.
Tao grande como as saudades que nos deixa.
Tao grande como tudo o que vimos e tudo o que nos falta ver.
Tao grande como o desejo de viver entre as pulsaçoes dos arranha céus e as intermitencias dos neóns.
Nova York nao é bonito.
É sentimental na zona zero e poderoso no financial district. É curioso em chinatown, e little italy, boémio …

NY - take 4

O inesperado, o imprevisível o iô-iô da planificaçao.
Que é como quem diz, Nova York.

No dia em que ia haver tempestade o sol brilhou como nunca antes desde a nossa chegada. E nessa mesma noite, quando decidimos dispensar o guarda-chuva que tinha etsado todo o dia de alerta, a tormenta rebentou. Quando o táxi parou na porta do Félix enfiei o pé num charco, sim, um charco, tao fundo que se formou uma piscinia na ponta do meu sapato. O Féliz é um sitio “in” no Soho com duas bandeiras do Brasil espetadas na porta. E uma pessoa entra na expectativa de coxinhas de frango e pao de queijo e afinal o menú é todo em francés com canard et fillet mignon.
Numa esquina próxima do Félix assistimos a uma festa da GQ e da FIAT com barra livre, buffet e fotos. Havia um sofisticado sistema para os convidados se autofotografarem. As fotos imprimiam-se instantaneamente. E uma vez pressionado o botao o senhor dizia “You will now appear on the big screen”. Era apenas uma fracçao de segundo entre o pânico de…

Ny - take 3 - sold out

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Ontem levámos uma coça da big apple. Chamou-nos “passarinhos” e riu-se na nossa cara.
O dia foi de sol, céu azul e menos frio. E o que é que se faz quando estas condiçoes atmosféricas se reunem? Vai-se à Estátua da Liberdade. Ou mais bem, tenta-se ir à Estátua da liberdade. Primeiro entrámos numa fila com perspectiva de 3 horas de espera. Depois descobrimos que essa era só a fila para quem já tinha os bilhetes para o barco. Entao entrámos noutra fila também com largas perspectivas para mais tarde descobrir que os bilhetes que incluiam subida à estátua já estavam esgotados. Muito bem, nao faz mal. Passeamos por Wall Street e cruzamos a Brookling bridge. Assim foi, desde o furioso bull, estrela de Finantial District , até à outra margen onde aterrámos a pé pelas duas da tarde. Fica a note: cruzar a Brooklyn Bridge nao é tao fácil como parece. Entre o tbuleiro que nunca mais acaba, a caravana de turistas que vento tenta levar e as bicicletas que gritam "Sai da frente ou atropelo-te&q…

NY - take 2

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Na primeira manha acordámos com vontade de comer o mundo. Fomos ao ring do Rockefeller centre, subimos a 5th Avenue e passeámos pelo Central Park com uma paragem estratégica na Victoria’s Secret, mesmo ali ao lado. Ele deixou-se embevecer pela decoraçao da loja, com fotos da Adrianal Lima e companhia em roupa interior e eu rendi-me aos bikinis e afins. Ambos contentes que é o que se quer.



Seguimos para o Museu de história e tocámos esqueletos auténticos do T-rex e dos seus amiguinhos, acariciámos um dente de tubarao branco e vimos pedaços da lua e uma baleia falsa em tamanho real. É grandota a fofuxa. Também tivemos oportunidade de estar cara a cara com o esqueleto mais feliz do mundo- o de uma tartaruga gigante extinta há alguns milhares de anos mas nao por isso menos sorridente.




Perdemo-nos pelos halls do conhecimento e perguntámos informaçoes ao senhor da entrada tantas vezes que ele já nao se esqueceu de nós “Oh I remember you guys, you are the Super Star couple!”. Pois é, vamos…

NY - take 1

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É com tristeza que nao consigo arranjar nada mais original para dizer que isto: é mesmo como nos filmes.
Em NY há de tudo e isso nota-se desde o voo American Airlines onde o almoço nos saudou com: paelha de frango, manteiga irlandesa, água americana, molho Heinz, queijinho da vache qui rit e bolachas walkers, tipicamente escocesas. Ao lanche serviram pizza margherita al pesto made in italy.



A chegada aos USA nao podía ter sido mais emocionante: o meu namorado foi levado pela controladora de pasaportes do JFK airport. Eu nao o pude acompanhar. Pronto, já nao saímos daqui, pensei. Mas afinal saímos. Saímos assim que os senhores da segurança do aeroporto confirmaram que ele nao era o mesmo Carlos procurado por tráfico de droga, assassinato ou qualquer outra coisa a que este seu homónimo se pode dedicar para ter um mandato de captura no aeroporto. Como nos filmes

A hospitalidade americana seguiu somando pontos. A big black woman da secretária de atençao ao viajante gritava “SIT DOWN!”…

boarding

Clássico é o senhor que ouve Mozzart e veste Lacoste. Clássico é o guarda ropa da rainha de Inglaterra. Clássico é o ballet em pontas.
E depois há O clássico. O clássico vende mais que Mozzart e a Lacoste juntos e é mais famoso que a rainha de Inglaterra. Nao é mais bonito que o Lago dos cisnes mas é mais emocionante. Enche milhares de pessoas de expectativas e gasta a tinta de todos os jornais. O clássico leva ao auge, ao desespero, às lágrimas frustradas, ao orgasmo da victória.
O clássico costuma ter uma regularidade de duas vezes por ano. E de repente aparecem 4 clássicos em menos de um mês. Os bombeiros estao a postos para assistir a possíveis ataques cardíacos, os jornalistas desportivos esfregam as canetas de contentes. Um mês com sumo suficiente para nao ter de inventar notícias.E eu vou perder 2 classicos. Como pode ser possivel? Da mesm maneira que vou perder o ovo bailante em cima da fonte nas portas da catedral. Do mesmo modo que vou desperdicar as entradas para ver o nada…

Haja vergonha na cara!

Vamos trocar as coisas por miúdos porque eu não sou economista nem sou político e as ululações estilísticas aqui estão de sobra.
Os salários foram cortados, a idade da reforma aumentou, as pensões baixaram enquanto o desemprego e a inflação aumentaram. Os jovens recém-licenciados não têm vez no mercado de trabalho. Que não é um mercado é uma lotaria. Tivemos de pedir um humilhante resgate financeiro que nos vai custar os olhos da cara, o computador dos miúdos e as férias que tanto merecíamos. Na melhor das hipóteses. Nas demais serão a carne e o peixe em cima da mesa.
Somos o rabinho da Europa. E sujo ainda por cima.
Fugir. Fugir para o Brasil, para Espanha, para Inglaterra. Salve-se quem puder!
Portugal é um autêntico Titanic. E quem foi o comandante desta tragédia? Quem? Quem? Quem? O senhor Primeiro Ministro e esse descalabro a que chama governo.
Um senhor que falsificou o seu currículo com uma licenciatura que não tem, que construiu um centro comercial numa reserva natural a troco…

O picnic perfeito

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E chegado o dia ele pergunta “O que é que se leva para um picnic?”. Eu parei, girei a cara na sua direcção e, fitando o seu olhar preocupado, perguntei-lhe com perplexidade: “Tu nunca foste a um picnic???”. Há 3 semanas que eu andava a dizer que temos de fazer um picnic, que é tao giro fazer um picnic. E ele anuía que sim, que claro, que vamos. E afinal todo este tempo bem lhe podia ter estado a dizer que tínhamos de ir comer tremoços a S. Brás de Alportel que ele teria mostrado o mesmíssimo entusiasmo com a mesmíssima ausência de conhecimento de causa. Porque não há a mínima possibilidade de que um catalão saiba da existência de S. Brás de Alportel nem de que consiga atribuir significado à palavra tremoços.

Assim sendo, encarreguei-me eu de elaborar a cesta do picnic. E lá fomos, prontos para uma tarde de tranquilidade e relax. Que duraram exactamente o tempo que levámos a estender a toalha “Não deixes a mala aí, deixa-a aqui” “Porquê?” “Porque pode passar algum corredor…”. Oh que ex…

Ser benfiquista é ter na alma um melão imenso...

Depois de meia hora entre os comentários live do jornal i e a tentativa frustrada de instalar os arquivos e códigos que permitem ver a sport tv online, acabei com uma janela de 10cm por 10 cm e dois comentadores argentinos. Respirei fundo, começava a segunda parte do clássico.
Para mim um Madrid – Barcelona onde o Barcelona se pode sagrar campeão da liga é um espectáculo, uma alegria, uma animação! Um Benfica – Porto de onde o FCP pode sair campeão é uma angústia, uma aflição.
A abertura do marcador com um frango e auto golo do Roberto só podia ser um mau prenúncio. Não me admira que o Pinto da Costa o elogie. Recorde-se que nesta altura, por sorte, eu ainda não tinha imagens, vivia do relato online do i e quando o Benfica marcou de penalty cheguei mesmo a pensar que íamos ganhar. Silly little me.
Quando voltei a olhar para o resultado o insuportável Hulk já tinha estragado tudo. Com a ajuda de Roberto, como não?
Enfim, restava a segunda parte, agora já com imagem, pequenina , aos solu…