Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2011

"Nossa, assim você me mata..."

Imagem
Barcelona. Uma das cidades mágicas de Woody Allen que vive e regozija com a magia de Gaudí, de Miró, de Picasso, de Messi. E, futuramente, de Pau Gasol. Barcelona de praia e de montanha, de festas pelas ruas e pela noite afora. Barcelona de tapas, de chique e de bairrista, de moda e de nacionalista. Barcelona que recebe frequentemente David Guetta, Bob Sinclair e Paris Hilton, entre muitas outras celebreties. Essa mesma Barcelona cheia de glamour está agora rendida a uma canção sertaneja brasileira. A música sertaneja também é conhecida como música caipira. Para quem não sabe, e os catalães claramente não sabem, caipira não poderia ter uma relação mais distante de glamour, fashion e trendy.
Por isso foi grande o meu espanto quando, de repente, todos os rapazes de camisa e sapato, e todas as meninas de vestido e malas de marca, e todos os bartenders e todos os djs, começaram a dançar esta canção com mais entusiasmo que o Iran Costa nesse saudoso vídeo clip do “É o bicho é o bicho vou t…

Museu de Ideias

Imagem
Vendem-no por mais do que vale. Dizem que é um museu que inspira e que apela à criatividade. Dizem que é um museu ao contrário, onde se pode interagir com as exposições e aceder ao andar debaixo escorregando por um tubogan. O tubogan estava fechado e os sinais de “por favor não toque” pululavam pelas prateleiras. Apenas as fotos eram permitidas. As fotos e a experimentação com a “caixa más inútil do mundo”. O meu invento preferido, tão surpreendente e divertido como efetivamente inútil: dá-se ao botão do on e a caixa abre-se para lançar uma alavanca que empurra o botão de volta para o off. E já está.
Por isso têm o cuidado de coloca-la na sessão do “Absurdo” ao lado da esfregona/microfone, para fingir que estamos a participar nos Ídolos enquanto lavar o chão com Sonasol limão.







Para trás fica uma imitação de um aglomerado de gordura corporal que se coloca ao lado de algo que queremos comer mas não devemos. É 100% eficaz. Com o vislumbre desta amálgama gordurosa parece-me impossível come…

Ah ah ah...

Pensei: este ano quero estar preparada. Vou estar preparada. Comprei umas galochas padrão leopardo que emanam fashion. Comprei um guarda-chuva cor de rosa de NY, provavelmente o único souvenir com utilidade que trouxe da Big Apple.
Já desfilei com as galochas pela rua. Não choveu. Já andei a carregar com o guarda-chuva dentro da mala. Também não choveu. Até hoje. Hoje o céu apagou as luzes e as gotas espernearam com perseverança contra os vidros, como se quisessem entrar para escapar à chuva. Complicado. Já eu, fiz horas extra no escritório para escapar, minimamente seca, ao primeiro temporal deste Outono/Inverno 2011 em Barcelona. Está oficialmente aberta a temporada celestial do “água vai” e hoje veio com a força toda. E eu sem galochas nem guarda-chuva, claro está. Era evidente.
Mas sim, tinha uns óculos de sol e uma saia branca. Que não servem de muito, ou eu arriscaria mesmo dizer de nada, quando o céu está a cair aos pedaços em cima das nossas cabeças.
Um trovão aqui, um trovão …

Hoje vamos chamar a música

Imagem
Dei-me conta que em 3 anos de intensa postagem sobre a Cidade Condal nunca soltei as palavras para a música. A música catala. Nunca. Muito Barça, muitas festas, muito trabalho, ou talvez nem tanto. Comidas, políticas, ruas, casas, mudanças, cheiros e pessoas. Tudo menos música. Porquê? Bom , primeiro porque as músicas em catalao me soavam tao familiares como musicas em romeno. Ou como o que eu imagino que sao músicas em romeno. Mas, paulatinamente, o ouvido foi-se habituando à falta de vogais e ao sotaque trancado entre os lábios. Algumas músicas catalans até já me soam prazeirosas e perceptíveis. Tanto, que as consigo comparar com determinados estilos e artistas portugueses. Deixo pois aqui um mise ensemble das minhas músicas catalas preferidas. Acompanham comentários para mais ou menos (muitos menos do que mais, nao se iludam) entendam o que é se passa em cada cançao.

La petita rambla del Poble Sec – A Pequena rambla do Poble Sec



Fala de um rapaz que espera uma rapariga numa praça de…

Já é Outono há uns dias...

Apareceu pela primeira vez depois de um interregno de 4 meses e quaisquer dias. Branquinha,limpinha, de penas. A colcha em cima da cama anuncia que já nao há dias de praia mesmo que o sol, impertinente, se recuse a cair nas garras do Outono e brilhe mais agora que em Julho e Agosto (juntos!).
As botas engolem as sandálias e lá vamos nós para a penúltima mudança de estaçao do ano. Uma estaçao que eu acho particularmente romântica já que o fim daquele calor pegajoso e suado incita a abraços e sofás com mantas. Mas o melhor de todos os solstícios e equinócios é o armário. É como se, de repente, tivessemos roupas e sapatos novos para todos os dias, porque já nao os usávamos há tanto tempo que quase se trata de uma premiére. E depois há sempre alguma coisa cuja estreia nao é virtual. Por exemplo, um casaco de pelo, 3 pares de botas (umas galochas estampado leopardo que sao “lo más”!) e uns sapatos negros fechados. Mas isto sou só eu. E só de momento. À medida que nos entrenhemos nas bai…

Wake up!

Hoje o mundo acordou com a morte de Steve Jobs. Nao é a primeira vez que ele acorda o mundo. Nao. Acordou o mundo para a Apple. Para o Mac, para o ipod, para o itunes, para o iphone. E toda a gente sabe como é difícil acordar o mundo.
No entanto reside em nós, jovens, a responsabilidade de sermos os próximos a acordar o mundo. De nao deixá-lo cair numa latência dormente.
Estive a avaliar as minhas probabilidades de conseguir acordar mais gente que o meu namorado. A verdade é que nao sao muitas.
Gostava de ter querido ser médica. Curar pessoas, salvar vidas. Mas naquele Natal remoto em que me ofereceram o jogo de anatomia em vez do jogo de fazer chocolates, eu montei uma birra que nao deixou dúvidas: a medicina nao era para mim. E a cozinha também nao, nao se deixem enganar pelo jogo de fazer chocolates. Eu nao tenho paciência para esperar que a água ferva imagine-se se vou ter paciência para descontruir alimentos e inventar sabores. Eu sou mais de comer. E repetir.
Também gostava de …

A Duquesa de Alba

Imagem
Há em Espanha uma senhora que dança sevilhanas do altos dos seus 85 anos. Uma senhora a quem a idade deteriorou a fala mas concedeu mais títulos nobres que à Rainha de Inglaterra, a qual teria de lhe fazer reverência. Uma senhora que tem uma afro branca e sangue do mais azul que pode haver.
Consta que poderia cruzar toda a Espanha pisando apenas os seus terrenos, tantas são as propriedades que possui. E quem diz propriedades diz palácios.
O meu primeiro encontro com esta senhora nos media espanhóis foi algo como “what the hell…?”. Quem é esta? Porque é que tem tanto protagonismo? Porque é que fala assim? E mudei de canal, virei a página e ignorei-a porque já tinha bastante com a família real.
Vinda de países onde a monarquia está ida há séculos, literalmente, a ideia de alguém que é rei por nascimento não me convence. Parece-me uma parafernália inútil, retrógrada e, principalmente, cara. Sim, agora que pago impostos neste semi-reino tenho direito a uma opinião válida. E a minha é de q…