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A mostrar mensagens de Novembro, 2011

Onde é que eles foram???

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Divagando na soldiao da hora de almoço, entre um panado e um lacinho de massa com atum em garfo de plástico deparei-me, no youtube, com recalcitrantes memórias de tempos passados. Tempos em que nao era imigrante e nao usava talheres de plástico. Tempos em que a televisao era má, mas nao abominável, como é hoje por estas bandas.
Tempos fedorentos. De gatos. Se é que me entendem. Para onde é que eles fugiram?
Para os anúncios da Meo? Mas os anúncios da Meo sao luagres frios e inóspitos. Nao têm aquele calor humano em que só a sátira e a ironia nos sabem envolver com gargalhadas tao imaculadamente perfeitas.
Pai Natal, se estás a lêr este blog, embrulha os Gato Fedorento no primeiro papel que encontres, eles nao sao esquisitos, e dá-lhe forte ao trenó.
Imagino que o Estado também te tenha cortado algumas renas porque é preciso juntar bens e dinheiro para pagar salários vitalícios de gente que nao trabalha, carros de estado mais entourages de 50 pessoas e, claro, os tachos de todos esse…

Unlike

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Aparentemente sou a única pessoa que nao gosta da nova campanha da Benetton. E eu sempre gostei das campanhas da Benetton. Gostava de como utilizavam algo potencialmente fútil, como a moda, para passar mensagens com valor.
Gosto de coisas irreverentes, originais, atrevidas. Gosto de impactos. Mas com brilhantismo. Porque impactar por impactar podemos ir todas a correr pelo meio da rua com as blusas levantadas, et voilá!
Correndo o risco de ser chamada de mente capta vou mesmo dizer que nao vejo nenhum brilhantismo numa fotomontagem com o Sarkozy a beijar a Merkel .
Impactar, impacta-me. Por grotesco.
O "Unhate" no canto superior esquerdo da imagem é bonito. O resto é fácilmente chocante. Fácilmente polémico. Demasiado fácil. Sem graça fácil. Enfim, fácil.
Assim que vi a primeira foto da Unhate, que calhou ser a do Obama, pensei: já nao sabiam o que fazer, já nao conseguiam imaginar nada realmente bombástico e entao disseram, o que é que seria mesmo mesmo mesmo chocante para o m…

Primark, papel higiénico e tubaroes

Nunca tinha ficado tao desiludida com uma loja como ontem com a Primark. É uma marca barata, eu sei, nao se espera que nos ofereçam champanhe à entrada. Mas esperamos que consigam encontrar o par do sapato que acabámos de provar e que gostámos tanto porque é tao lindo, tao vermelho e tao barato. E tao solitário. Encontrei-o perdido numa prateleira que nao lhe correspondia. Foi amor à primeira vista. O número coincidia com o meu pé. Era o destino. Pareceu-me estranho que só houvesse 1 sapato mas pensei que fosse o de exposiçao e que bastaria pedir o set completo a algum amável trabalhador da loja. Onde é que eu estava com a cabeça! É claro que o sapato era o último e nao havia como encontrar o seu par denro da loja.
A menina dos provadores mandou-me à menina das secçoes, que me mandou à menina da atençao ao cliente, que me voltou a mandar a outra menina das secçoes, que me mandou à caixa onde ,evidentemente, nao tinham nenhum sapato vermelho do pé direito à minha espera. Farta de boom…

Baloes

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A estória que se segue é um caso real e pouco moral. Mas eu vou contá-la na mesma porque me faz rir. Há gente que se casa com quem lhe faz rir, eu publico posts. Vamos a isso entao.
Pois que aqui em Barcelona proliferam os promotres de festas e discotecas. O seu trabalho, invejado por muitos, é duro: levar raparigas aos privados das discotecas e beber champanhe com elas. Algumas vezes, várias vezes, precede um jantar grátis na mesma discoteca/clube/betweens. Eu própria sou uma habituée do circuito dos jantares grátis, principlamente quanto mais o mês avança e menos a comida reluz dentro do frigorífico.
Esqueci-me foi de dizer que os promotores nao podem trazer raparigas quaisquer para jantar e beber grátis. Nao. Têm que ser moçoilas com uma grande presença, vulgo gajas boas, modelos em vocabulário técnico. Os problemas surgem quando:
1 – as convidadas estao de dieta, sao vegetarianas ou simplesmente enjoadas e passam o tempo todo de trombas ou/e a reclamar da comida, da bebida, da m…

Circus

Ontem à noite fui ao circo. Que é como quem diz, a uma discoteca onde a Paris Hilton fazia uma festa. Tapete vermelho, paparazzi, reforço de segurança, programa de televisão, holofotes, luzes especiais e várias pessoas a correr de um lado para o outro com cara de quem acabou de receber um aviso de atentado com bomba.
A casa estava cheia. Ela fazia-se esperar. À uma da manha eu não queria esperar mais. Primeiro, porque já satisfiz a minha curiosidade voyeurista quando a vislumbrei no padock do Circuito de motos da Catalunha. Segundo, porque a Paris nunca abdicaria de dormir para me ver, porque é que eu iria diminuir a prioridade das minhas 8 horas de sono para vê-la a ela? Porque o meu namorado queria tirar-lhe uma foto. Ora quando o meu namorado quer ficar numa festa para ver e tirar fotos com outra rapariga, eu tenho duas opções: deixá-lo pendurado, apanhar um táxi e ir embora ou acompanhá-lo na espera, com as devidas trombas. Escolhi a primeira opção. Por azar, tinha deixado as cha…