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A mostrar mensagens de Julho, 2012

O dia em que Espanha não ganhou

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Deram-me entradas para ir ver o jogo de basket Espanha – USA,  um amistoso de preparação para os Jogos Olímpicos, no Palau St. Jordi.  O Palau St.Jordi  tão depressa é um concerto da Lady Gaga, como um torneio de snowboard ou um jogo de basket. Está em Montjuic, ao lado do Estádio Olímpico que, construído especialmente para os Jogos Olímpicos de 1992 e ao contrário do Palau St. Jordi, é agora uma espécie de Estádio do Algarve: não serve para nada.
As entradas incluíam um passe de acesso à zona VIP com direito a catering. E porquê eu na V.I.P do evento desportivo deste Verão em Barcelona, se a mim só me conhecem os meus pais?
Porque a empresa onde eu trabalho é um dos melhores clientes da empresa que patrocinava dito evento. Pelo que, marquei presença com o meu chefe, quem por sua vez marcou presença (e que presença!) com uma máquina fotográfica ao pescoço, uns calçoes e umas crocs azuis,  quando todos os demais convidados vestiam fato. Excepto os ex-jogadores de basket, imperdiveis de…

"It's a kind of magic..."

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Hoje ao entrar no metro olhei para cima e lá estava ela, igual a si mesma, como tem estado sempre desde os últimos dois anos, que é como quem diz,  desde que a vejo todos os dias. Então tive uma epifania: há um trabalho para toda a vida em Barcelona, basta fazer parte da construção da Sagrada Familia!
Para outros, cuja ambição nao passa pela longevidade, é mesmo preciso correr riscos,  e sem capacete.
Digo isto porque ontem fomos comer hambúrgers. Sim, hamburgers e batidos de fruta. Num restaurante/bar de praia que um amigo acaba de abrir. Ninguém diria, estava tao cheio que parecia ter estado aberto a vida toda. É um sucesso! Mas foi um risco deixar um bom emprego no club do Hotel W para abrir mais um restaurante/bar de praia em Barcelona. E agora ali está ele, com esperguiçadeiras de madeira, batatas fritas caseiras e um serviço 5 estrelas. E ele, ele está radiante! Emana uma alegria contagiante e uma inspiração a não expirar.
Como outro amigo que foi até ali a Singapura para ser o…

Dos fracos não reza a história

Festa de dia

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O mote era comemorar 26 anos como se tivesse 6. E para isso nada melhor que mergulhos com o nariz tapado num parque aquático. Portanto lá fomos, de toalha, havaianas, biquini e limosine cor de rosa. Sim! Os anos passam mas eu contínuo fiel aos meus princípios: cor de rosa , Sext and the City  e Gossip Girl.




Nao nego que foi estranho abrir a porta de casa e deparar-me com aquele manto rosa choque que me aguardava, brilhando ao sol, enquanto toda a gente que passava parava para tirar fotografias.



Nao nego que nao estava psicologicamente preparada para ter um chofer a ligar-me, avisando-me de que quando eu quisesse ir embora ele estava à porta com a limosine (cor de rosa).



E  certamente nao nego que nao me importava nada de viver assim todos os dias.
Champagne showers, espelhos no tecto, música sem limitador de volume, caramelos e bolachas, luzes tutti frutti e um Ambrósio sempre pronto, para me levar onde me bem me apetecesse.



Mas faz parte da magia que o encanto seja efémero. O  import…

Festa de meia noite

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No Domingo ainda nao era o dia. Mas era a festa mais jeitosa e mais próxima que havia do dia.
Escolhi um vestido de princesa, daqueles que cantam: “It’s my birthday i’ll cry if I want to!”.




 O namorado já o tenho escolhido a algum tempo e entao lá fomos os dois, para a nossa mesa branca na festa da piscina do Hotel W, o último sítio onde o sol se poe, acariciando o mar e essa vista de Barcelona que os preços do hotel acusam sem discriminaçao.





O Dj in charge era Wally Lopez, que em Portugal será um famoso  Zé ninguém mas aqui “mola mogollón”! Havia tanta gente que eu já estava a ver algém a cair dentro da piscina. O que teria sido delicioso, no mínimo! Sempre e quando esse alguém nao fosse eu.




A minha malta foi chegando, a mesa foi-se compondo, veio a garrafa grande de Grey Goose (tecnicamente chamada garrafa magnum, mas magnum para mim sabe a amendoas e chocolate), vieram a noite e os efeitos especiais.

Aquando das doze badaladas um bolo de chocolate irrompeu misteriosamente à fre…

9 de Julho

Já está.
Cruzei essa linha branca invísivel que determina, que dita injustamente, quem pode e quem
nao pode ter o cartao jovem.
Lembro-me de quando tirei o cartao jovem. Ainda nao tinha 18 anos. Agora... agora digamos que já nao tenho 18 anos. E gosto, finalmente, que digam que pareço mais nova.
Abri o facebook. As mensagens chegaram com bytes de todos os lados.
Do Algarve, dos tempos do ténis, do basket, do ciclo e do liceu. Tempos de inocência, inconsciência, que é como quem diz, felicidade em estado puro.  Amizades para sempre e cremes para as borbulhas.
Chegaram de Lisboa, com as memórias intelectuais da universidade, o peso da responsabilidade do primeiro trabalho, a música de fundo dos santos e o cheiro a pastéis de Belém nas férias do Natal.
Chegaram de Itália e arredores europeus num misto de extase e nostalgia desse meio ano na minha Terra do Nunca. Ah Erasmus, o que eu dava para estar outra vez aí contigo, outra vez aí com todos vocês!
Chegaram do Brasil! Com o calor da…

Tirem-me daqui!

Domingo é o meu único dia de folga. Ou, como se diz em terras de La Roja, “dia de fiesta”. Mas festa hoje é um termo longínquo. Hoje, depois de uma semana abrasadora, choveu torrencialmente, com direito a trovões, relâmpagos, vento e todo esse cocktail de condições atmosféricas que impossibilitam quaisquer planos de reforço do bronzeado. Não me querendo dar por vencida no meu “dia de fiesta” decidi que era boa ideia ir espreitar o primeiro dia de saldos. A falta de sol tem claramente um efeito nefasto no meu tico e teco. Filas até ao infinito e mais além para os provadores, filas até ao infinito e mais além do além para pagar, um formigueiro de gente em todas as lojas e nada de jeito.  As roupas arrumadas estilo feira da ladra, que para encontrar alguma coisa gira seria necessário desenterrá-la, entre cotoveladas,  de todo um emaranhado de cadáveres de pano. E eu para medicina forense nunca tive queda. De volta a casa o moço começou a pressionar que queria ver o jogo de Espanha. Era…