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A mostrar mensagens de Setembro, 2012

Felicidade extrema*

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“IMPRESSIONANTE.”
Desfez-se a lividez da tez. Evaporou-se o suor frio nas mãos. E o coração lançou-se sem perder o compasso das pulsações. Só sobrou um sorriso rasgado de lado a lado. Quando viu o céu deixou de pensar. É normal. A 4km do chão. Tocou as nuvens, voo como um super-herói mas com mais coragem, por ser humano por natureza. Podia tudo isto ser um golpe de amor à primeira vista, um ataque de paixão assolapada. Por sorte, foi só um salto de paraquedas oferecido pela namorada. 






Que desde o menos etéreo  o procurava incessantemente com a câmara içada ao infinito. “É o paraquedas azul com uma risca amarela”. Obrigadinho ó amigo. Essa informação tinha dado imenso jeito se não houvesse 20 paraquedas às cores a explodir no céu, impedindo a distinção certeira entre o amarelo e o verde fluorescente. Vai daí  estive durante 2 minutos a filmar alguém  que não era ele. Não que se note. Porque quando alguém está a aterrar depois de ter saltado de um avião a última coisa que se vê é a co…

Os regalos

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Panico na surpresa

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A ode à vida matou-me de susto

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Não é difícil...

Depois de ver status do facebook, blogs, notícias e um email da minha mãe, cheguei à seguinte conclusão: as medidas de austeridade são mesmo idiotas. São burras. São surreais de tão incoerentes. Há uma coisa chamada think outside the box que geralmente é incompreendida e mal recebida pela globalidade das pessoas, mas define as maiores genialidades. E depois há o discurso do primeiro- ministro que geralmente é incompreendido e mal recebido pela globalidade das pessoas, mas só define a diarreia mental. Ocorreu-se-me um experimento sociológico simples, uma coisinha assim mesmo básica, para provar que o raciocínio do novo pacote de medidas “anti-crise” (ahahahahahahaha), tal como os anteriores,  insulta a lógica. Que a repudia! Que pronto, está mal. Que não pode ser!!! Então é assim, coloquemos a questão a uma amostra aleatória de 10 criancinhas entre os 6 e os 9 anos: Há uma quinta com laranjeiras. As pessoas da quinta têm que dar laranjas a um senhor chamado primeiro ministro. O don…

Interpretando Munch

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A Catalunha gritou mas a Espanha não ouviu. Ou não quis ouvir. A história é feita pelos vencedores e os catalães foram os derrotados a 11 de Setembro de 1714 (lado a lado com os portugueses), na guerra da sucessão do trono espanhol. Mas hoje, ou mais precisamente ontem, 11 de Setembro de 2012, eles decidiram escrever outra história, há muito esboçada. As sondagens variam entre 600.000 e 2 milhões de manifestantes. Estas cifras, pintadas com as cores da “Estelada”, a bandeira independentista, colapsaram Barcelona desde o cimo do Passeig de Gràcia até às margens da Plaza Urquinaona. Ia ser um movimento, mas veio tanta gente que se consumiu o espaço para movimentações e nasceu uma concentração.




Uma multidão de todas as idades e de todas as nacionalidades, mas principalmente da catalã, evocou a liberdade, exigiu a independência para a Catalunha, o seu país. Aqui o 11 de Setembro não é um dia de luto mas de luta. As lágrimas, se as houver, serão choradas pela revolução.




Eu não fui. Nã…

A festa no barco

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