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A mostrar mensagens de Novembro, 2012

Dizem que foi uma chapada na cara

Os jornalistas vieram de todos os cantos e recantos. E porquê? Porque é que na França e na Holanda e em Portugal querem saber o resultado de umas eleições regionais de Espanha? Uma correspondente do Japão, sim do Japão, sumarizou bem a resposta: porque não entendemos como é que a Catalunha pode ser independente, nós somos muitos, vivemos todos no mesmo país e ninguém se quer separar. Ora ai está o busílis da questão, os Catalães também vivem num mesmo país, estas não eram umas eleições regionais, eram nacionais. E o resto do mundo teve de vir cá espreitar, para tentar explicar, tentar entender. Não é uma questão de falta de espaço ou metros quadrados. É uma questão de cultura e sentimento. O controlo das suas próprias finanças é o único argumento lógico desta luta e, ainda que extremamente válido, porque é verdade que o governo central tira dos catalães para dar aos espanhóis, a independência não vem do bolso, vem do coração. Com isto em mente e as questões lógicas deixadas de lado,…

Fashion night out

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Different phone same number

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Treino de resistência CC

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Terça-feira foi dia de brainstorming. Mais de 7 horas de ideias, discussões, opiniões e conclusões. Poucas mas boas. Ainda assim, os intervenientes foram-se prostrando com o passar das horas. Um até teve uma baixa de tensão. Outro decidiu divagar pela arte do desenho, outro começou a pensar em problemas pessoais práticos. No fim, estávamos todos mas só sobrávamos dois. Eu e o líder de projecto. Para o que desse e viesse. Para mais 7 horas de reunião se fosse preciso. Acho o brainstorming estimulante. Gosto de questionar, discutir, responder. Gosto de aprender. Sempre gostei. Lembro-me do dia em que a minha mãe disse que já não estudava mais comigo, que eu era muito chata, porque não parava de lhe pedir para me fazer perguntas sobre uma matéria que já sabia de cor e salteado. Foi no quinto ano. A partir daí, as únicas perguntas que minha mãe me voltou a fazer foram as do Trivial Pursuit, versão familiar.   Eu gostava das aulas de história e dos testes de inglês e de português. Gostava de…

Querida Apple,

iThief

Guggenheimiando

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As pessoas que não leem são mais estúpidas. Foi a conclusão a que cheguei depois de visitar as exposições do Guggenheim.  Longe do Louvre e longe de ser uma prova de maratona como o Prado, a exposição do Guggenheim é agradável. O cérebro não se entope de imagens, as ideias dos artistas não se baralham que nem ovos mexidos e temos tempo e calma para entender o que cada um deles nos queria dizer. Mas, para isso, é preciso ler. Claro. Como quem lê a direção do metro, as paragens do autocarro, os sinais de estacionamento, o menu do restaurante, o nome das ruas, a programação da televisão,  a sinopsis dos filmes,  a promoção fantástica dos saldos de Inverno!  Para entender, é preciso ler. “Oh! Aqui no! Noooo… Una Bañera?!” – disse com descarinho  e repulsa, a senhora que não leu, à sua amiga que se aventurava pela terceira sala da exposição de Oldenburg. Havia, de facto, uma banheira feita de cartão a brindar a entrada da sala. E um interruptor gigante, um telefone, uma retrete, tudo han…

Bilboko

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A geometria distorcida recebe-nos com braços arqueados quando entramos na cidade, guardada por Puppy, o cão que tem flores na boca em vez de uma mordaça.









Mas o cenário de Alice no país das maravilhas, metido num quadro de Dali, só envolve o Guggenheim...





... o resto, o resto parece o Porto! As casas antigas apinhadas com graça à beira rio, as gentes de expressões duras, brutos chamam-lhes os espanhóis. Sim, porque os vascos, como os catalães, também não são espanhóis. O desejo de independência paira no ar, lado a lado com o fresquinho do Outono nortenho. 


As várias igrejas aumentam consideravelmente o número de monumentos mas a Bilbao não se vai para ver, vai-se para comer. Os pintxos de Bilbao, expostos em toda a rua que se preze,  são a principal atração da cidade. Há mais bares de pintxos que turistas franceses no Guggenheim, que já são beaucoup  de beaucoup.  Nós comemos muito bem sim senhor, em dois mexicanos.  Na primeira noite porque já não havia mais nada aberto e no almoço d…