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A mostrar mensagens de Agosto, 2013

Dia sem dente e noite sem fada

Chegou finalmente o dia. Hoje, fui arrancar o dente do siso. Lembro-me que em criança vivia uma plena emoção quando um dente caía, arrancava-o mesmo se fosse preciso, sem mariquices. Tudo para receber a visita da fada dos dentes e acordar com dinheiro debaixo da almofada em vez de um dente de leite ensaguentado. Não era uma troca muito justa mas a fada dos dentes lá sabe de si.  Desta vez não tenho o dente em minha posse, a fada não me vai deixar dinheiro debaixo da almofada e por enquanto as reações não são as melhores: onde antes não me doía nada, tenho agora um inchaço em potência, pontos e alguma dor. Só posso “comer” líquidos frios, o que faz com que tenha passado o dia todo esfomeada. Se falar ou tentar abrir a boca, então dói mais. Nnguém disse que arrancar um dente era uma volta na montanha russa. Se bem que eu sei de gente que era bem capaz de preferir arrancar um dente que subir-se à montanha russa. Não é o meu caso.  Arrancar um dente é estranho. A anestesia na boca, os ruído…

Caminhos...

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Na semana passada superei-me a mim mesma. Espanto-me com esta minha habilidade para ainda me perder no caminho a casa, depois de quatro anos nesta cidade. Fez-me lembrar uma série de pontapés na porta da minha casa em Siena, um dia em que nao a conseguia abrir. Basicamente porque não era a minha porta. A minha porta já tinha passado há umas quantas portas atrás. É que o meu sentido de orientação é tão bom como o de um cavalo marinho cego. A maioria de vós já deve ter tido a oportunidade de observar cavalos marinhos num aquário. Não têm a mais pálida ideia do que estão a fazer! Viram à direita, viram à esquerda, voltam a virar à direita e à esquerda, e à direita outra vez. Sempre em síntesis de movimentos curtos e secos, como se estivessem a sofrer pequenos espasmos nervosos. Ou a dançar hip-hop. Agora imaginem um cavalo marinho cego. Esse sou eu! Após duas saídas do metro frustradas, dei por mim no meio de uma rotunda entre dois bairros de escassa boa fama, chamados Glóries e Encants a…

Porquê não atender o telefone a desconhecidos