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A mostrar mensagens de Junho, 2014

Vamos que vamos Brasil!!!

Quem sabe da minha dupla nacionalidade gosta de perguntar por quem é que eu torço no mundial. E eu respondo que torço pelos dois. Mas os inquisidores nunca aceitam essa resposta e pressionam-me “se estivessem os dois na final quem é que querias que ganhasse?”. Então eu respondo: Portugal. Porque não ganhou nunca, nem nunca chegou a uma final. Porque somos só 10 milhões,  que é menos do que a cidade de São Paulo. E porque, no fim das contas, foi em Portugal que eu nasci e onde vivi mais tempo. Mas agora que Portugal foi (justamente) eliminado, já não tenho dúvidas. Ontem quando o Brasil cantou o hino sem música, em uníssono com o estádio, toda eu era pele de galinha. Quando os minutos não passavam e o empate permanecia, eu desesperava. Quando chegaram os penalties já me faltava o ar. E quando ganharam pulei e gritei como os outros 200 milhões de brasileiros. Porque como eu pai sempre me disse, com o sotaque paulista que nunca perdeu:
“Você é Brasileira”. 

Aspirar os ouvidos

No primeiro mergulho nas águas do Caribe, apercebi-me logo que alguma coisa não marchava bem. Nunca tive problemas a mergulhar, a não ser o indomável biquini que se mete em todas as partes menos onde tem de estar. Mas agora andava com os ouvidos tapados. A água entrava e por ali ficava. Era ver-me como uma maluquinha, a abanar a cabeça e a saltar ao pé cochinho, cada vez que saía do mar ( e às vezes do duche). Posto que a situação não melhorava, fui ao otorrinolaringologista. Um nome tão complicado para um médico que se dedica a aspirar os ouvidos. Sim, sim, sim, aspirar!  Foi a minha primeira vez com este especialista e confesso que não tendo sido doloroso, foi extremamente desconfortável. Primeiro, tentou arrancar a cera com uma espécie de pinça mas, isso sim, doía. Diz ele que estava pegada ao tímpano. Ai que bom saber! Então deitou para lá umas gotas e depois meteu o aspirador. Uma sensação arrepiante de ar frio a sugar-nos os meandros mais intrínsecos da audição. No fim mostrou…

Sant Joanenando por aqui

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Sou a fã número 1 do Santo António de Lisboa e uma adepta convicta do São João do Porto. Mas o São João de Barcelona (Sant Joan em catalão) não costuma aliciar este meu lado popularucho. Não há música pimba, não há martelinhos, não há sardinhas, não há bifanas, não há decoração, não há manjericos nem alhos porros. Não há aquele espírito de peregrinação do Parque das Ceboulas ao Castelo ou da Ribeira à Foz do Douro. Aqui, o pessoal assenta arraiais na praia onde, basicamente, não há nada, e ficam sentados na areia a beber e a atirar “petardos”.  Os petardos são pequenos foguetes de ruído e fumo. No dia seguinte uma pessoa está sempre meio surda, de tantos petardos que lhe rebentaram ao ouvido. Este ano porém,  o meu São João foi um festão! Um convite para jantar num dos meus restaurantes preferidos, o Mamarosa Beach, que ontem se converteu também em discoteca, brindando-nos com um São João de bailarico. Não passaram música pimba mas passaram a nova do Enrique iglesias com o Pitbull,…

A menina que roubava quiches

Depois do sucesso de “A menina que roubava livros”, “A menina que roubava quiches” parece-me um título com potencial. Talvez não chegue para escrever um livro, mas para este post serve lindamente. Desde que mudei de casa, tenho-me encontrado com coisas que gosto mais, como a casa em si, e coisas que gosto menos, como a falta das tradicionais lojas de bairro. Agora que vivo numa zona “bem” e no centro da cidade, ao pôr o pézinho na rua disponho de uma vasta panóplia de restaurantes, bares e lojas fashion. Mas não tenho uma loja para comprar panelas, nem um sapateiro,nem uma costureira, nem uma bazar dos chineses, ou uma frutaria, um talho, uma loja de congelados... népias! É um estar perto de tudo, estando longe de tudo o que é prático. Exceto por uma coisa: a padaria. Tenho uma padaria debaixo de casa aberta 24 horas de Segunda a Domingo. Até agora é, de longe, a minha loja preferido e onde já sou assídua. Noite sim, noite sim, quando chego a casa tardíssimo depois de trabalhar, enf…

Sobre os novos reis de Espanha

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Consta que estou a viver um momento histórico em Espanha e, no entanto, preocupa-me muito mais o joelho do Cristiano Ronaldo. Eu até simpatizo com o Felipe e com a Letícia. Derreto-me com a Leonor e com a Sofia, que gramaram uma real seca na cerimónia de coroação de Felipe VI. Aguentaram como duas senhoritas, coladas às suas magnânimes cadeiras com estofo vermelho e rebordos dourados, desde as quais não tocavam com os pés no chão. A celebração foi assistida e certificada pelo congresso, pelo senado e pelo governo espanhóis.  O que, por um lado, afirma a democracia da monarquia e, por outro, instala esse antagonismo que desboca em tantas manifestações onde o som da República se ergue pelas calles.  O conceito de Rei não é democrático. Alguém que por nada mais que berço está acima de toda a gente e tem uma vida de luxo, paga pelos trabalhadores, quando ele mesmo não trabalha, choca de frente com a democracia. Porque eu não concebo como trabalho vestir roupas de design e ter um beauty…

Deixem-se de tretas!

“Parece que a bola queima” – disse o comentador da Sport TV, enquanto a bola se arrastava nos pés patosos dos nossos jogadores.  “Portugal já só não quer sofrer mais golos” – continuou o mesmo comentador, que aos 70 e poucos minutos declarou que o melhor era saltarmos já para os 90. Efetivamente, o tempo não avançou a outro ritmo que o pautado pelo cronómetro e, consequentemente,  sofremos mais um golo. Mas eu só estou de acordo com a primeira frase que ele disse. Com a frase que reflete esse estado apático de falta de atitude, falta de garra e, sobretudo, medo. Ninguém queria ter o peso da bola nos pés. Mas é difícil marcar golos sem tocar na bola. A culpa não foi do Ronaldo. Ou a culpa foi tanto dele como dos outros. Ninguém é inocente. Vá, se calhar o Pepe é um bocadinho mais culpado que os outros, por tonto, que não há outra explicação para o que ele fez. Mas, em geral, precisavam todos de duas chapadas na cara para acordar. Espero, sinceramente, que os ponham a ver a gravação …

O México está bom e recomenda-se!

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Peço desculpa pela ausencia, estava de férias no México!



A chegada à Riviera Maya foi tormentosa, literalmente. Os céus desabavam em jeito de profecia e, ainda que a chuva tenha dando tréguas durante a nossa estadia, o sol permaneceu tímido e envergonhado atrás da saia das nuvens. Não tem muita graça viajar durante dois dias para um destino tropical, abrir a cortina do quarto de manhã (logo às 6 por causa do fofo do jet lag) e ter a sensação de que estamos a despertar numa manhã londrina. Que foi o que aconteceu todos os dias. Não um, não dois, não três, mas 6 dias seguidos.







E ao sétimo dia fez-se luz! E ao sétimo dia, com um sol abrasador e o paraíso espelhado no céu,  estávamos nós a pastar no lobby à espera do transfer para o aeroporto.  Ironias da vida. Estabelecida a ausencia de sol e a derivada desilusão que dita cuja ausencia acarreta, falemos das coisas boas, porque afinal estávamos de férias no México! O resort em Tulum tinha umas piscinas maravilhosas e umas praias privad…