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A mostrar mensagens de Julho, 2014

#Sales

As crónicas sobre os saldos são legendárias. Pancadaria, malas voadoras, puxões de cabelo e outras elegâncias que tal, perpetuadas em busca da pechincha perfeita. Este post não é uma dessas crónicas. Não vai haver sangue, nem uma mão com um punhado de cabelos arrancados (ou extensões, que nos dias que correm é o mais comum). Eu só queria trocar um vestido que me ofereceram nos anos e não me servia. Usei o meu tempo com calma, procurei, agarrei, hesitei... uma peça chamava-me a atenção mais do que todas as outras. Um macacão com saia em tons esverdeados e uma parte de cima completamente impercetivel. Estava ali montado um sudoku textil de nivel elevado. Gosto de desafios, gosto de macacões, gosto de saias. Não gosto assim tanto de verde mas o padrão era giro. Agarrei no S e no M e meti-me nos provadores. Meia hora depois, e após quase asfixiarme com as tiras do macacão, decidi pedir ajuda a uma empregada. Assim que viu a peça em questão, o terror assomou-se no seu olhar. Passou logo…

Ooops...

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Numa dessas manhãs de Verão, decidi ir até um dos meus hoteis preferidos na cidade Condal – Hotel La Florida. Chegar lá acima é uma chatice. Uma chatice que em taxi sai cara e sem ser em taxi leva uma eternidade. Mas depois vale mesmo a pena. É como um balcão presidencial sobre Barcelona, amparado pelo verde vivo do Tibidabo. Um lugar de onde se vê tudo sem que ninguém nos veja. Um misto de voyeur com criança, já que a poucos metros reluz a montanha russa encarnada do parque de atrações do Tibidabo. Escutam-se os gritos de excitação com os braços no ar, em sintonia com os pássaros e as borboletas.  Aqui, o dia só pode começar bem, com um pequeno-almoço  ao sol, e continuar ainda melhor, na deliciosa piscina entre a água e o céu. O processo de secagem nas confortáveis espreguiçadeiras acompanhados por daiquiris e mojitos, é algo de muito recomendável.  No horizonte, o mar e os tipicos quadrados das "mazanas catalanas" (bairros geométricos). A Sagrada Famíia e a Torre de Agb…

Este Barça anda uma desilusão...

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Isto de ser mulher tem a grande vantagem de poder opinar livremente sobre futebol, porque nenhum experto tem qualquer expectativa de que eu produza uma análise de conteúdo. Nesse âmbito, deixo aqui mais uma reflexão sobre o desporto rei, sem quaisquer bases de seriedade, profundidade ou brio jornalistico.   Pois que a temporada ainda nem começou e já é uma tristeza, pelo menos a meus olhos.  Tenho entendido que o F.C. Barcelona andava à procura de um defesa. Tenho entendido que o F.C. Barcelona poderia comparar Daley Blind, 24 anos e jogador da seleção holandesa, por 22 milhões de euros.







Mas,em vez dele, por mais ou menos o mesmo preço, escolheu este senhor. Francês, 31 anos.






OI????
Repito. Podiam ter comprado este, de 24 anos:







E por um bocadinho menos, compraram este, de 31 anos (para quatro temporadas!)...








E isto, que conste, depois de já terem comprado Suarez, o devorador de homens. 





Pergunto: sou só eu  que não estou de acordo???




Wiggle wiggle!

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Hoje escrevo porque o Verão me fez outra desfeita e voltou a pôr-se de chuva. Por isso, em vez de estar a torrar na praia, estou a preguiçar na cama, à espera que abrande a tempestade para ir à Zara trocar umas peças que me ofereceram nos anos e não me servem. Emocionante não é? Ainda assim, não tão emocionante como o show a que assisti ontem à noite. Jason de Rulo esteve in the house, na Opium Mar. E nós estivemos com ele. Bom, à frente dele e atrás dele porque com ele,  mesmo com ele, estavam dois negros gigantes, impossíveis de trespassar. Devo confessar que não sou especialmente fã deste artista (acho que o target é mais under 25), conhecia uma ou duas canções, como a Wiggle wiggle, o grande hit da noite,  e as outras ia jurar que não eram dele. Foi uma surpresa ver a quantidade de gente que se espremeu diante daquele palco e aguentou de pé horas a fio para ver o senhor de Rulo.  Eu tinha uma vista privilegiada, desde o espaço onde estava a sua entourage, atrás da cabine do DJ. C…

They do!

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Ter um casamento de conto de fadas é um sonho comungado por todo o universo feminio. Que começa, evidentemente, com um princípel azul e um anel de diamantes. A partir daí, há para todos os gostos e cores, sendo que, num cenário ideal, a noiva escolhe, o noivo paga e vivem os dois felizes para sempre. Nos cenários mais comuns, porém, a boda é dividida entre ambos, as familias ajudam e o anel não tem assim tantos diamantes. Os convidados oferecem presentes jeitosos e pagam todos os gastos de assitência à boda. Seja no México, no Hawai ou em Loures. O casamento sobre o qual vou escrever foi em Istanbul e não foi um casamento banal. Dou uma pista: no dedo de compromisso, a noiva andava com um apartamento de luxo. O convite anunciava a celebração no Hotel Four Seasons de Bosphorus, o estreito que separa a Turquia Asiática da Turquia Europeia. O Four Seasons não é exatamente um alojamento barato pelo que os noivos obsequiaram a estadia a todos os convidados. Um detalhe que, digo eu, já ma…

Argentina decime que se siente...

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Tudo começou, há aproximadamente um mês, com um esmagador 4-0 contra Portugal.  E depois do histórico e escandaloso 7-1 contra o Brasil, chegou o momento de deixar os azuis celestes, roxos.  Já era hora! A Argentina é, provavelmente, a nação mais irritante do mundo. E por isso o mundo ia com a Alemanha. É verdade, a Alemanha também tem o seu q.b. de irritante. São altos, são loiros, são esbeltos, são ricos e, ainda por cima, são campeões do mundo. Porém, só havia uma coisa pior do que o Brasil perder o Mundial. Era a Argentina ter ganho! Ah e tal mas eu sou portuguesa e brasileira e a Alemanha varreu ambos com aspirador turbo. Pois é. E é precismante por isso, por ser portuguesa e brasileira, que não poderia conceber uma vitória da Argentina no grande Maracanã. Porque então daqui a 500 anos, se ainda houvesse mundo, os argentinos continuariam a cantar aquela lenga lenga que começa tão provocadora “Brasil decime que se siente, tener en casa a tu papá” como acaba “Maradona es mas gran…

Bday The Musical

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Este ano a festa foi no Karaoke. Não é o sitio mais glamoroso do mundo, mas é um dos mais divertidos. Principalmente quando não se sabe cantar, como é o meu caso. A primeira vez que joguei ao Sing Star na playstation, o nível da minha pontuação chamava-se “deficiente de ouvido” e tinha um ícono que representava um vidro a partir-se. Esmagados, assim, todos os laivos de esperança de me vir a transformar na próxima Miley Cirus, dediquei-me a cantar em Karaokes every now and then. Porque no Karaoke quanto pior cantamos, mais nos divertimos! O problema é que há profissionais que vão para o Karaoke treinar. Cantam muito bem, sim senhor, mas não tem graça nenhuma e desmotiva os demais. Mal nos sentámos, assomou-se ao microfone um fofo para cantar Nessun Dorma. Perdonaaaa??? Mas quem é que pede para cantar uma ópera num karaoke com máquinas de fumo, disco balls e chapéus de cowboy no palco? Omessa!  Obviamente o pequeno Pavarotti sabia o que estav a fazer. Cantou e encantou, deixou-nos boqu…

Então Parabéns....

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“C’est pas possible” disseram os franceses que passavam por ali e viram o marcador.  Corria a primeira parte e o resultado já era avassalador, inacreditável. Cinco golos em menos de 30 minutos. Seria mesmo possível??? Depois do quinto golo deixei de olhar para o “Mineiraço” e passei a olhar para as pessoas. Era curioso ver como parecia uma cena dos apanhados. Quem passava por ali e dava uma espreitadela pensava estar a ver mal. Chamava os amigos para confirmar, tirava os óculos, limpava, voltava a pôr, chegava o nariz mais à frente buscando a nitidez do ecrã.   Mas  cenário era negro.  A comida perdeu importância, as bocas abriam-se mas era para engolir espanto com incredulidade  à brasileira. E o surreal expandiu-se à maior derrota de sempre da Canarinha. A maior abada alguma vez vista num jogo do mundial. A Alemanha não teve dó nem piedade. O Brasil não teve nada de nada. Um vexame, um desastre, uma vergonha para os anfitriões.  Até os alemães ficaram com pena. Eu achava que o 4…

Batalha naval

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O ano passado, no meu aniversário, fizemos  paddle surf pela primeira vez. Foi divertido, foi tranquilo, foi relativamente fácil. Por isso ontem, quado a ideia surgiu espontaneamente no meio da praia, não pensei duas vezes. Não pensei no vento, não pensei na corrente, não pensei nas ondas. Aluguei uma prancha e meti-me à água, armada em pro. Uma investida que se revelou um autêntico fracasso. O fato de não me ter aguentado mais de 10 segundos seguidos em pé na prancha é, provavelmente, a coisa menos má que aconteceu.  Comecei em frente ao Clube de Natação de Barcelona e, passados 5 minutos, já estáva quase em Ibiza. A prancha ia ao sabor do vento, ignorando por completo as direções do remo. Passei o resto da hora que tinha, a tentar voltar ao ponto onde devía estar, com essa continúa e angustiante sensação de que por muito que remasse não saía do mesmo sítio.  E não saía mesmo.  Tive que me pôr a nadar, com a prancha atrás, para começar a avançar. Experimentei remar sentada, deitad…

Non va bene

Há 7 anos atrás tornei-me adepta de um clube que, até então, nem sabia que existia. E de repente passou a integrar o meu quotidiano, porque vi como era um dos pulmões da cidade onde eu vivia: Siena. A Montepaschi Siena era um mobilizador geral, um catalizador de paixões, um pedaço da vida dos Seneses.  Porque se em Portugal ninguém dá dois tostões pelo  basket, na Itália é o segundo desporto mais seguido. E em Siena é o primeiro. Foi ali que, em 1907, se começou a jogar basket no país da bota. Foi ali que vi o jogo mais emocionate de que tenho memória, com 3 prolongamentos, que culminou numa vitória da equipa da casa e a impulsionou a ganhar o campeonato de Itália. Ganharam em 2007, perante o meu olhar excitado de fascínio e deslumbre. Ganharam em 2008. Ganharam em 2009. Ganharam em 2010. Ganharam em 2011. Ganharam em 2012. Ganharam em 2013. A Montapaschi Siena foi campeã de Itália durante 7 anos consecutivos. Este ano perdeu o título contra a Armani Jeans Milano, no sétimo jogo da…

Dentistas - uma raça do piorio

Esta semana fui fazer aquela coisa com que toda gente sonha, que é a limpeza dental anual. Mais uma vez, pude confirmar que não é por acaso que os dentistas são personas non gratas, tanto, que uma pessoa ainda cogita se não será melhor suportar a dor de uma cárie do que deitar-se naquela cadeira de tortura medieval. Eu nunca tive uma carie, por isso não sei. O que sei é que senti a “limpeza” como se de uma demolição se tratasse, bem mais dolorosa do que quando me arrancaram o dente do siso. A senhora disse que se doesse era para levantar a mão. Ora bem, eu levantei a mão várias vezes e não surtiu qualquer tipo de efeito. Ela só parou quando quis e disse, carinhosa: - Não te assustes, que vai sair um bocadinho de sangue quando cuspires.    Outra mentira! Eu cuspia sangue, não um bocadinho,  mas tudo, apenas e só SANGUE. E ainda faltavam os dentes de cima. Quando a fofa deu o suplício por terminado, levou-me à receção e despediu-se de mim. Mas eu, que sou pessoa experimentada nisto …