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A mostrar mensagens de Setembro, 2014

LEITURA OBRIGATÓRIA

... e divertida!

Colaboradora é a tua tia!

Ale's NY GUIDE - chapter 3 - Eating (part 2)

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O prometido é devido, o jantar está servido:
Para  jantar, vamos reservar uma parte considerável de budget, vestir-nos a rigor e ir a um sítio onde, muito provavelmente, nos encontraremos com atores de cinema, Dj’s, modelos ou, com  o Leonardo Di Caprio himself. O Tao Downtown é um restaurante “chique a valer”, como diria o caricato Dâmaso Salcede. O espaço imenso contrasta com o ambiente acolhedor, sob a benção de um Budha gigante. A cozinha é asiática e a interpretação do menú, extenso a valer, leva tempo a digerir. Há sempre espera para as mesas, não importa o dia da semana, e é imprescindível reservar. É caro, pois claro que é caro, mas uma noite não são noites e esta sabe mesmo bem! Há dois Tao em Ny, mas o mais concorrido, por ser mais novo, é o Tao Downtown.









Depois (e antes) de jantar no Tao Downtow, há que economizar. O quenão exclui continuar a ir a sítios frequentados pelo Leo Di Caprio. Vai daí podem ir ao mítico Shake Shack Burger. Aparenta ser um banal quiosque de jardi…

A maratona de pais e mães

Ia descendo a Rambla Catalunya, quando fui interrompida por uma senhora em desenfreada corrida. Ia a toda a velocidade, desgarrada e esbaforida.
O que foi que lhe aconteceu? Precisa de ajuda?
Os caracóis urgiam cima a baixo no farto cabelo negro. A cara espressava ânsia, misturada com falta de preparação física, produzindo um efeito pouco lisonjeador.
Cuspiu pelo caminho algum olá de circunstância, tão rápidao, que ainda sendo um olá, foi mesmo um adeus.
Continuou no seu passo a fundo pelo passeio, com minunciosas manobras para evitar choques e atropelos, que era só o que lhe faltava agora ter um acidente!
Ou será que já tinha tido o acidente e por isso corria?
Será que lhe roubaram o telemóvel? A carteira? O carro?
Nada disso.
Muito pior!
A nossa Rosa Mota era uma mãe que chegava tarde ao colégio para ir buscar os filhos.
Não abrandou, nem quando já estava a meio do corredor da escola, que eu fiz questão de espreitar para confirmar.
Não cheguei a ver as crianças, mas sei que se fosse…

O último dia de Verão

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O Verão está condenado a acabar, uma vez, todos os anos. É cruel mas é assim, uma pessoa tem que se mentalizar e conformar com essa dura realidade. Ou então, mudar-se para Miami.
Todas as previsões meteriológicas anunciavam tempestade. Não só chuva, não, TEMPESTADE, para os próximos dias. Foi, pois, uma agradável surpresa acordar esta manhã e constatar, precisamente, zero nuvens no céu. Hesitei. Andava a almejar um dia assim desde o meu regresso de NY, há mais de uma semana. Mas seria mesmo verdade? Não girariam os ventos, repentinamente, para trazer o temporal? Não estaria frio? Não haveria demasiada gente na praia por ser Sábado? Mas e se este fosse o último dia de Verão?! A última oportunidade para estender o paréu na areia e deixar o sol fazer o resto? Deixei os meus anseios à espera na sala de estar, calçei as havaianas e fiz-me ao metro. A praia estava vazia. Não porque estivesse frio, ou vento. Em parte, porque já não é temporada alta e, de outra parte, porque as pessoas lev…

Ale's NY GUIDE - chapter 3 - Eating

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A blogosfera inteira não seria suficiente para uma resenha completa sobre os restaurantes de NY. Estão por todos os lados, para todos os gostos, feitios, bolsos e colorações de cabelo. NY não é só a cidade que nunca dorme, também é a cidade que nunca pára de comer. O que não quer dizer que seja tudo comestível... A primeria advertência vai para os sumos de laranja naturais. A menos que se trate de uma loja de sumos naturais e os vejam a ser espremidos, pensem que não é por acaso que estão na Big Apple e não na big orange. A outra advertência vai para os icónicos carrinhos de hot dogs e outras iguarias que tal. É rápido e é barato. O resto é por vossa própria conta e risco.
Advertidos que estais, comecemos pela Sarahbeth’s, porque um bom pequeno-almoço é a base para um bom dia. Panquecas e eggs benedict com salmão são altamente recomendáveis, bem como as marmeladas caseiras com baggels. A carta é ampla e há várias Sarabeth’s. A minha preferida fica na 27th com Park Avenue, onde eu c…

Palavreando

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Usamos palavras todos os dias. Mesmo quando não falamos. Usamos palavras para compor sonhos. Usamos palavras enquanto pensamos. Muitas vezes usamos as mesmas palavras. Porque a realidade não cabe em todas as palavras que sabemos, nem se forem acompanhadas por todas aquelas que desconhecemos.  Outras vezes é só por uma questão de redundância, que passa por nós desapercebida.   Mas há uma nuance em todas as palavras que as faz oscilar entre o meio ponto de serem as palavras certas, as palavras assim assim, ou um tremendo tiro ao lado: a maneira como as dizemos.  As combinações são tão infinitas como um bilhete de loteria. E o jackpot é tímido e anti-social. Quantas vezes acertamos em cheio em como dizer o que queremos que as pessoas entendam? Na maior parte das vezes já vamos com sorte se conseguirmos que as pessoas, simplesmente, leiam ou ouçam o que queremos dizer. Por isso, e para isso, há vários engenhos aos quais podemos recorrer e, meus amigos, se os soubermos escolher, as nossas…

Alegria no Alegra

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Barcelona está em festa desde o dia que voltei de NY. La Mercé, a Santa da cidade, é um excelente pretexto para fogos de artíficio, exposições, concertos, shows e, como não podia deixar de ser, um feriado. Hoje. Por isso, ontem, foi noite de forrobodó e de jantar fora, porque não? Fomos ao Alegra, um restaurante de cozinha mediterrânea que inaugurou este Verão e que andávamos desde então a pensar em experimentar. Fica no Centro Comercial Mare Magnum, o que, assim derepente, pode não parecer muito apetitoso. Os restaurantes de Centro Comercial não são exatamente os reis das estrelas Michelin. Mas o Alegra só se serve do Centro Comercial para aproveitar a vista privilegiada sobre o mar, de frente para a skyline de Barcelona. Enquanto comemos umas deliciosas batatas bravas, temos a sensação de poder agarrar num troço da Montanha de Montjuic e um desejo palpitante de andar na roda gigante, que brilha no cimo do Tibidadbo, sedutora e cintilante. É assim mesmo, uma pessoa senta-se ali e…

Ale's NY GUIDE - chapter 2 - Rooftops

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Das duas últimas vezes, a chegada a NY foi prontamente, e por coincidência, seguida de visitas a rooftops. Os rooftops estão para NY como as ruínas romanas estão para Roma: em todo o lado. Trata-se de pedacinhos de céu no meio do céu, com bar e às vezes comida, outros funcionam também como parte de clubs. Desta vez fui conhecer o rooftop do Hudson Hotel, em 356 W 58th St, pertinho do Columbus Circle e do Central Park. Mesmo em terra, os espaços do Hudson são surpreendentes. Um lobby com um jardim no tecto e um lustre que faria a Maria Antonieta babar beaucoup,  e uma amplia varanda chamada “Tequila”, decorada com primor mexicano, onde uma barraquinha vende tacos de todos os sabores, fazem as delícias de hóspedes e visitantes ocasionais, que enchem a Tequila numa Sexta à noite.








Mas ninguém se deve deixar ficar pelo chão, a verdadeira maravilha está no 15º andar. Como um jardim suspenso repleto de árvores e flores entre camas, bancos e mesas, o roof top do Hudson é acompanhado por …

Ale's NY GUIDE- Chapter 1 - Welcome!

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“Start spreading the news, I am leaving today, I want to be part of it, New York, New York...” Infelizmente, não estou a caminho do aeroporto. Estou na cama, com a sensação de que são 8 da manhã apesar do relógio indicar duas da tarde.  Aterrei  ontem em Barcelona, passados 6 dias na minha cidade preferida. Depois de ter vivido em NY, já não há aquela excitação máxima com cada passo e, no entanto, cada passo continua excitante.  E são esses passos de quem já sabe bem onde vai que vos quero contar. Uma espécie de mini blog-guide pela Big Apple completamente grátis e totalmente subjetivo aos meus critérios.   Enjoy! 1
      Como chegar, verdadeiramente, a NYC:
Delta. Já voei com muitas companhias e nunca me senti tão vip viajando em economy class. O mais vip que me tinha sentido foi com a Swiss air, porque dão chocolates. Mas a Delta airlines tem um ecrã particular para cada passageiro e a maior seleção de entretenimento on flight. Filmes, séries, shows, documentários, música, jogos.  Tu…

In-de-pen-quê?

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Hoje é o dia em que o mundo inteiro revive o atentado terrorista que, há 13 anos atrás, mudou o curso da história. O mundo inteiro relembra o choque. O mundo inteiro arrepia-se outra vez perante as imagens que todos vimos centenas de vezes. E o mundo inteiro treme, um bocadinho, com a agonia de saber que nada nem ninguém está a salvo, em nenhum lado. O mundo inteiro menos a Catalunha. Onze de Setembro é o dia da Catalunha, ou La Diada de Catalunya, na versão original. Um dia de celebração da história e cultura catalanas e das suas gentes. Um dia de orgulho patriótico.Um feriado desejado e amado. Uma data convertida numa agenda política. E aí se acaba a poesia do 11 de Setembro Catalão. Hoje, desde tenra manhã, pululavam pelas calles as camisetas vermelhas e amarelas, as mochilas, os suspensórios e as bandeiras. Mas não eram camisetas vermelhas e amarelas em homenagem à Catalunha, nem mochilas, nem suspensórios. Eram pedaços de merchandising barato pela independência, marcados com o …

Na caminha

Um Verão inconstante e bipolar, ares condicionados demoníacos, brisas de fim de tarde dissimuladas e uma ou outra noite de Karaoke desenfreado. A garganta começa a estrebuchar. As cordas vocais brincam aos Dj’s em remixes experimentais.  A cabeça deixa-se abater por esse compasso dilacerante. O nariz chora. A boca entra em convulsões sistemáticas. O termostato interno passa por uma crise de identidade. O corpo está de ressaca de uma festa que não teve. Não restam dúvidas. A gripe chegou. E não há chazinho, medicamento ou terapia que restaurem o bem-estar. Porque a gripe não tem cá encontros fortuitos de uma noite.  Se vem, então é coisa séria e tem de ficar pelo menos uns dias, para amortizar a viagem. Vem sempre quando bem lhe apetece e sem ser convidada. Nuuuuunca dá jeito. E, mesmo assim, temos de dormir com ela. E se queremos que se vá embora mais rápido, então temos de lhe dar carinho e atenção e passar o dia todo na cama, só com ela. Porque se tentamos sair à rua e desenvo…

"If you laugh about it, you can live with it." by Joan Rivers

Há precisamente um ano viajei para Nova York, sem saber se ia voltar. Cheguei em plena semana da fashion week, mas só acompanhei o evento pela televisão. Rapidamente, fiquei fã de um programa em que comentavam tanto os desfiles dos criadores como os outfits do público. Também faziam uma classsificação das celebridades pior e melhor vestidas. Mas tudo num registo divertido e cativante, isto é, para quem gosta de bisbilhotar semanas da moda e apreciar idas, vindas e tropeções pelos tapetes vermelhos. Chamava-se Fashion Police e tinha, para grande surpresa minha, a Kelly Osbourne.  Entre os restantes integrantes da polícia da moda, chamou-me a atenção a apresentadora. Uma senhora que à primeira vista parecia a Lili Caneças lá do sítio, tal era a sua plasticidade facial, mas cuja desenvoltura na presença e soltura na língua a demarcavam como alguém significativo no panorama televisivo americano. Comecei a vê-la todos os dias e tornou-se parte intrínseca da minha vida de minhoca na Big A…

Almoços de Verão

- Acende a cascata! Alguém gritou, tão casual como quem diz “abre aí a janela faxavor”.  O dono da cascata, meio sem jeito,  devolveu um tímido: -A sério? Acho um bocado piroso... Pirosa ou não, a cascata acendeu-se. De um lado uma vista asmática (que considero o termo português mais parecido a breathtaking) de Barcelona e, do outro, uma cascata. A piscina, soberba, no meio. O criado a servir bebidas à la carte, para que ninguém tivesse de desampalacar o pandeiro da toalha. Não era uma cascata forte como as cachoeiras do Brasil, nem magnânime como o Iguaçú, nem natural como os cenotes mexicanos, nem decorada e musical como o Small World, aquela gruta aquática da Euro Disney em que há representações em miniatura de países de todo o mundo. Era uma cascata artificial, exposta no jardim de casa. Sim, no jardim de casa. Atenção! Não era águinha a escorrer em cima de três pedras de plástico ocas, dispostas à volta da piscina, nem uma daquelas mini-fontes que se compram na Natura.  Não, nã…