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A mostrar mensagens de Junho, 2015

Oh Cinderella...

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Vi a Cinderella. Quem não viu? Vi a Cinderella quando tinha, sei lá, 5 ou 6 anos, e vi e revi a videocassete da Disney durante muitos anos mais. Sim, a videocassete, digo-o sem medo, ciente de que hoje há pessoas que nunca viram uma.  Vi a Cinderella no teatro, em Lisboa.  Lembro-me até hoje de uma carruagem enorme em forma de abóbora a descer do teto. Uaaauuu! Muito provavelmente, hoje dar-me-ia conta de que afinal a carruagem não era assim tão enorme. Mas é aí que late o coração da questão, na magia da imaginação. Mesmo sabendo de cor e salteado e de trás para a frente com cruzamentos toda a estória da Cinderella, estava desejosa de ver a versão cinematográfica, ainda que não fosse no cinema. Queria ver esse vestido azul materializado e os sapatos de vidro em pés de carne e osso. Fiel às minhas lembranças, o filme não desilude. Aliás, faz-nos voltar a viajar a essa época dos príncipes platónicos e das discussões, a roçar o violento, com a irmã mais nova. Ver a Cinderella é volta…

Uma definição pessoal

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AMIZADE:
Sair à noite até às 6 da manhã, dormir 4 horas aos soluços com medo de não acordar a tempo, levantar-se de um salto com o despertador para cortar cebola. Fazer uma salada e 20 sandes de chouriço, presunto e queijo, enquanto o vodka da noite anterior se manifesta no estômago, incómodo.   Organizar seis sacos com cesta de piquenique, jogos, decoração, comes e bebes e geleira, e carregar com tudo como se fosse de mudança, sob o sol ardente do primeiro dia de Verão. Ir ao party&fiesta da Rambla, onde parece que é Halloween o ano todo porque as trabalhadoras têm sempre cara de zombie e movem-se a uma velocidade de 0,5 por hora. Esperar, pacientemente, meia hora, para que encham 4 balões com hélio e encontrem os suportes e os cordéis para cada balão.  Carregar com 4 balões gigantes Rambla acima. Chegar à praia com todo arsenal, mais os balões, e fazer o mise en scène para um piquenique surpresa, lutando ferozmente contra o vento para erguer os balões que, por sua vez, se volt…

Um fã inesperado

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Há em Espanha um apresentador/humorista chamado Risto. O Risto faz-me lembrar o nosso Nilton,  divertido e nem sempre consensual, se bem que num tom algo mais controverso e menos amigável, também pela natureza dos programas que apresenta.  Já tinha visto  o  Risto algumas vezes, aqui e ali, e esta semana encontrei-o num evento de música no Hotel W. De repente, assomou-se toda a gente ao photocall, como se tivessem a ali a distribuir colheradas de Nutella grátis, mas não, era só porque o Risto estava a tirar fotografias com os Djs. E  Seguiu-se a já típica panóplia de pedidos de selfies e fotos várias.  Eu cá fui à minha vida, que se não há Nutella não me interessa. E porque é que eu vos estou a contar isto, aparentemente tão desprovido de interesse não é verdade? Não desesperem, caros leitores, que tudo na vida tem um propósito (menos o estádio do Algarve, esse ainda dói na minha costela farense). Ora Estava eu na amena cavaqueira quando alguém me tocou no ombro e murmurou um educado…

Feliz noite de Santo António, para vocês que podem!

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Há tempos que não me meto nestas complicações Das quadras e dos versos. Mas hoje é noite de bailaricos E há que cantar aos pregões Às sardinhas e aos manjericos!
Este poema é para as bandeirolas dos arraiais E para o comboio da linha, superlotado. Este poema é desde o Castelo até ao Cais E para as marchas que chegam ao Chiado.
Um beijo na Bica Um abraço a Alfama Um pezinho na Graça Um olé para o Benfica E os sinos da Sé para quem ama.  
Marcamos no Parque das Cebolas o jantar Brindamos com copos de plástico na mão E muitas pisadelas pelo chão Mas ninguém vai reclamar.
Saudades das bifanas à luz da lua E do som das varandas a cantar. Ver toda a gente na rua A dançar até ao sol raiar!
Lisboa tu hoje és senhora e rainha E estar contigo era tudo o que eu queria Para vadiar como boa alfacinha Entre fados, pimbalhada e muita alegria!  
Falto em corpo à minha festa preferida E por isso te peço perdão Mas estou em espírito na mais íngreme subida
E levo o Santo António no coração. 





Martírios financeiros

Andava eu refastelada de alegria porque a Hacienda (vulgo finanças em português) ia-me devolver dinheiro. E devolveu, devolveu sim senhores, mas não o montante devido.  Enganaram-se, pensei.  Ou então vão transferi-lo em duas vezes. Liguei à gestora, não, não se costumam enganar e pagam sempre de uma só vez. Oh diabos! Fui então esclarecer a situação ao escritório da Hacienda, onde havia 20 pessoas à espera só para perguntar no balcão de informações a que andar se tinham de deslocar para solucionar os seus respetivos problemas. Disseram-me que aquilo ia rápido, mas eu achei que sozinha chegava lá antes. Decifrei a enigmática sinalização do edifício e aventurei-me pelos balcões afora. À segunda tentativa acertei. Infelizmente, tudo o que a senhora me pode esclarecer, depois de uma intensa batalha com o seu computador, foi que me tinham descontado uma dívida da segurança social. Perdóóón??? Como é que é? Mas qual dívida? Querem ver que sou uma fora da lei e não sei! Ah e tal, tem que …