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A mostrar mensagens de Agosto, 2015

Quando a solução se transforma num novo problema...

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Na semana passada vi figos e fiquei com vontade de comprar. Mas não havia leite condensado e toda a gente sabe que os figos, ou se comem com leite condensado, ou não se comem. Esta semana lá estavam eles outra vez e não resisti, vieram para casa entre uma melancia e duas bananas. Comprei leite condensado noutro lado e realizei o meu desejo. E fiquei com uma lata de leite condensado aberta, praticamente inteira. Diz a lata que, depois de aberta, é preciso consumir em 2-4 dias o que coloca o consumidor sob tremenda pressão. Eu até como leite condensado à colher, mas apenas o suficiente para evitar uma intoxicação alimentar. Eis se não quando, tive uma ideia que me pareceu brilhante, modéstia à parte. Comprei margarina, despejei a lata de leite condensado na frigideira, juntei-lhe 4 colheres de Nesquick em pó e mexi até aquilo fazer bolhas e ganhar uma consistência pegajosa. Deixei arrefecer et voilá! Agora tenho aqui um brigadeiro que não consigo parar de comer. Está tão bom e sabe …

Uma questão de perspectiva

A questão das perspectivas é, realmente, sui géneris. Estava eu a voltar de Londres, depois de um táxi, uma hora de autocarro, uma hora de espera no controlo de segurança de Stansted, onde obrigam a pôr todos os líquidos numa bolsinha transparente, duas horas de avião e outra meia hora de táxi, quando cheguei a casa. Meia noite e meia, mais coisa, menos coisa. Paguei ao motorista, agarrei na bolsa, abri a porta, saí do taxi, fechei a porta. Caminhei até à entrada do meu prédio e, em frente ao portão, pensei “Hoje vou de elevador, que com a mala não me vou pôr a subir as escadas”. Só aí me apercebi de que não estava com a mala. Não, a mala estava no porta bagagens do táxi. A mala que nem sequer era minha, era uma carry on cinzenta que tinha pedido emprestada a uma amiga (que graças a Deus não fala português, portanto jamais lerá este post),  motivo pelo qual tinha passado tanto a  viagem de ida como de volta com redobradas precauções para não me esquecer da mala, não me confundir, não…

Eu escalei um Vulcão, e você fez o quê este Verão?!

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O mundo está cheio de lugares comuns, esta frase é um deles. Escalar o Vesúvio, por exemplo, já é algo mais atípico. Não podia deixar Itália sem uma pequena aventura e nada melhor para rematar o último dia que uma visita a Pompeii, seguida por uma leve escalada do Monte Vesúvio. Digo leve porque não foi uma escalada tipo Monte Everest, foi mais uma escalada tipo Serra de Monchique. Que é como quem diz, a dar à pata. Considerando o calor e a inclinação, recorde-se de que estamos a falar de um vulcão, não é feito para ser menosprezado. Eu só pedia um bocadinho de trilha que não fosse a subir, só um bocadinho que fosse, assim, em linha reta. E pedia e bebia água, e pedia e bebia água enquanto subia, e pedia, bebia água, suava e continuava a subir. As minhas preces foram ouvidas quando atingimos o topo, onde jaz a cratera de um dos vulcões mais mortíferos de sempre. Ali, o caminho estabilizou-se. O vulcão é um buraco gigante, embora não muito profundo, o que torna difícil imaginar que há…

O anúncio do Verão

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Não sei se em Portugal também passam este anúncio, mas esta semana vi-o na televisão aqui em Espanha e achei um piadão.
Quem não se identifica com algumas, ou até mesmo todas, as "exigências" do Verão: o estar em forma paea usar fatos de banho, a depilação sim ou sim, o matar melgas a meio da noite à chinelada, as actividades outdoors com um calor abrasador, os triquinis que deixam marcas pouco estéticas, as aventuras radicais que de quando em vez terminam mal, as festas da aldeia com fogueiras que realmente não queremos saltar, os banhos de barro que nos convencem a experimentar em alguma viagem de férias,  os colchões, braçadeiras, bóias ou botes que dã cabo dos pulmões... enfim, sou uma fã confessa do Verão, mas também é verdade que não é fácil!

Capri...apenas...

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Há muito tempo que queria ir a Capri. Era um dos meus destinos alvo para este ano. Queria ir a Capri porque os meus amigos italianos me tinham falado maravilhas, queria ir a Capri porque tem um non so cosa (adaptação contextualizada de um je ne sais quoi), queria ir a Capri pelo mar azul e pelo aura de glamour dolce vita. Tanto queria, tanto queria, que me meti num barco em Positano (um iate vá, não sejamos modestos que a coisa foi “chique a valer”, como dizia o outro) e fui para a Capri um dia.
 Sem dúvida um dos melhores dias de férias que já tive, com o cabelo ao vento, nas águas tão “blu”como transparentes, à descoberta de grutas esculpidas com primor pela natureza e anos de erosão que foram formando figuras sem o saber. De mergulho em mergulho à volta da ilha, desde a grotta bianca à grotta azurrra, com paragem pela grotta verde. As grutas devem o nome à cor das suas águas. A mais conhecida e impressionante, claramente a minha preferida,  foi a grotta azurra. Não só pela gruta e…

Benvenutti a Positano

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Não foi uma coisa planeada, foi uma viagem improvisada, à revelia dos pais, como quando tinha 14 anos e queria ir passar a passagem de ano com as amigas em Albufeira. Quase nos 30, dispenso autorizações paternais, mas tinha semi-prometido que se tivesse dias de férias iria vê-los ao Algarve. Os dias de férias apareceram, mas do Algarve nem a sombra das amendoeiras. Em vez disso fui para Itália, o país que tem o meu coração cativo. O destino escolhido foi Positano, uma pequena cidade enredada entre as montanhas acidentadas e as águas azuis e cristalinas da costa amalfitana. 

A uma hora de Nápoles, Positano é um reino encantado, uma supermodelo de postais e pinturas, uma cidade cujas dimensões não são proporcionais à beleza e à inspiração que se respira nos seus recantos panorâmicos. Parece um presépio pintado com a paleta do arco-íris, ao som do sabor dos melhores gelatti misturados com o aroma das pastas al dente e das pizzas com  mozzarella de búfala. 
Comer mal em Itália é um desaf…