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A mostrar mensagens de Novembro, 2015

Black Friday

Há dois anos, em Nova York, descobri o que era a Black Friday.  Descobri que havia um dia em que os saldos saltavam para um outro nível e todas as lojas sem exceção faziam ofertas de levar o ser humano à insanidade. As pessoas acampavam, literalmente, à porta das lojas, à espera que abrissem.  Foi um dia histórico para mim, a voar de loja em loja num centro comercial como uma galinha histérica. Orgulho-me até hoje das compras que fiz nesse dia e das marcas de haute couture que adquiri por -50%. Senti-me toda uma dealer!  Depois voltei a Espanha e aqui ninguém sabia o que era isso da Sexta-feira negra. Foi então com grande espanto, que este ano vi uma campanha enorme a anunciar a Black Friday em Barcelona. Na televisão, na rádio, online e no telefone. Recebi um sms da farmácia da esquina a dizer que estaria com promoções de Black Friday! Foram mesmo muitas as lojas e os centros comerciais que aderiram à mania, o El Corte Ingles incluído, e puseram-se de fim-de-semana de ofertas. Obvi…

"Somos el resultado de todo lo que hemos vivido"

Há pedacinhos de canções que nos roubam o coração. Há versos que nos marcam as memórias às cores, como os separadores dos dossiês.  Há palavras que se juntam como se estivessem a falar de nós próprios sem nunca terem conhecido a nossa melodia.  E abraçam-nos com as suas sílabas perfeitas e embalam os nossos sonhos nas suas rimas. O replay é impulsivo, ouvimos 100 vezes seguidas porque sabe a tardes de Verão e a bolo de bolacha com chocolate (sem dar dor de barriga). Desde a primeira vez que ouvi esta canção achei a letra bonita. Bonita, assim, só, sem mais rococó. Porque a poesia pode ser muitas coisas diferentes, mas é sempre bonita.
“Somos” by  Melocos
“(…) somos Palma viendo anochecer desde tu coche viejo somos Barna,Valencia y Madrid despues de un concierto somos la Torre Eiffel encendida un 14 de febrero somos dos immigrantes hablando un idioma extrangero (…) somos el resultado de todo lo que hemos vivido somos todo lo que cada noche he soñado contigo (…) somos cada semaforo en ro…

4 golos e uma piada independentista

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Estão os “culés” todos aos saltos, um mar de gente a invadir a fonte de Canaletas. Ouvem-se pequenos explosivos a rebentar nos céus. Se por um lado fico feliz por esta vitória, 7 anos em Barcelona não deixam outra opção que ser do Barça, por outro estou desiludida. Há muita coisa a dizer sobre o Real Madrid – Barcelona. Avassalador. Inspirador. Devastador. Os jornalistas desportivos apressaram-se a chamá-lo de “Histórico”, que é uma palavra que fica sempre bem nas headlines. O que eu tenho a dizer é que não é justo. Não é justo que sempre que eu vou ver o clássico ao Camp Nou aquilo quase nem mexe. Ora empatam, ora só marcam um golo. Ora bocejo com as mãos enregeladas. Depois quando vão a Madrid é todo um bailinho, ele é 4, ele é 5, ele é 6 golos de rompante!   Fica aqui por escrito o meu descontentamento. Não é justo! Pode ser que na próxima época tenha a oportunidade de ir vero jogo ao Bernabéu, ou não, dependendo se a Catalunha fica ou sai de Espanha.
Depois deste 0 - 4 blau g…

Paris...

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Já não podemos entrar num avião sem levar o coração nas mãos. Já não podemos ligara televisão sem ouvir tiros e bombas e ver campos com centenas de refugiados. E agora, também já não podemos passear pelas ruas de Paris. Está oficialmente instalado o medo de viver. Medo de ir a um concerto e levar um tiro. Medo de sair de casa e levar com uma bomba. Não estamos na Síria, não estamos no Líbano, não somos Israel nem a Palestina, mas o medo chegou até aqui. Caminha connosco de dia, deita-se na nossa cama à noite. E as previsões não são otimistas. A Europa está toda a tremer, protagonista de um filme de terror, sem saber qual dos países será a próxima vítima. O que aconteceu ontem em Paris foi uma réplica de tantos outros ataques terroristas que já aconteceram e que em qualquer momento podem voltar a acontecer em Londres, em NY, em Madrid e, porque não, em Barcelona ou em Lisboa. Tanto faz se é a Al Qaeda ou a ISIS, o medo não responde por nomes. O medo é o pão do terrorismo e pare…

Eletro estimulação - o desporto do futuro.

Já tinha ouvido falar de treinos com eletro estimulação. Via fotos de modelos e desportistas de elite a fazer exercício com o que pareciam ser coletes salva-vidas, não fossem afogar-se em suor... Se por um lado me despertou a curiosidade, por outro também sou bastante tradicional no que toca ao desporto, correr é correr, uma perna de cada vez, não me venham cá com invenções. Mas ontem tive a oportunidade de experimentar o Ekinox fit, o único ginásio de Barcelona que treina com eletro estimulação, e posso atestar que a coisa vai muito mais além do que colocar um colete salva-vidas. Há uma experiência e uma necessidade por de trás do conceito. A experiência é um ginásio que mais parece um hotel de 5 estrelas, onde cada pessoa tem um personal trainner, um trato 100% personalizado e o seu próprio “camarim” individual para guardar as coisas e trocar de roupa com chuveiro, toalhas, chinelos e tudo mais. A necessidade nasce da falta de tempo, que não é o meu caso, mas é o caso de muita gent…

Um dia mau

Há dias maus. Dias em que o nosso castelo de sonhos se desmorona a nossos pés sem nos dar tempo de apanhar as peças. Dias em que o peito se congela de choque e é difícil respirar e é impossível parar de chorar. Dias em que nos puxam o tapete com tanta força e caímos tão fundo que parece que nunca mais nos vamos levantar. Dias de: Acabou-se. É o fim do mundo. Todo o esforço foi em vão. Ser bom é inútil e acreditar nas pessoas é um erro. Nesses dias não somos nada. Somos zero. Somos prova não superada. Somos uma sombra de desilusão, negra e deprimente. Somos a incredulidade em nós mesmos porque as palavras que nos disseram  ecoam na nossa cabeça como facadas afiadas, num ritmo rotativo. A rejeição faz o coração encolher até ficar tão pequeno que já não cabe mais nada lá dentro. A impotência dá-nos pesadelos. Há dias maus. Mas depois há o dia seguinte que é ligeiramente melhor. Pelo menos já conseguimos levantar uma perna. E dois dias depois levantamos as duas. A sombra começa a dis…

Happy Halloween!!!

Adoro o Halloween.  Em grande parte, porque gosto de qualquer desculpa para me mascarar e ter o poder de poder ser o que bem me apetecer.  Por outro lado, dia 1 é feriado e isso dá sempre uma alegria extra. Se bem que este ano caiu domingo, portanto lá se foi metade da graça do Halloween. Sim, gosto do Halloween,  mas não me mal interpretem, as caracterizações medonhas não são a minha praia. É uma antítese que carrego na alma, não consigo conceber o dispêndio de dinheiro e tempo em roupas e maquilhagem que nos fazem parecer mais feios. Para feia já tenho no calendário imensos dias: bad hair days, dias em que a nossa pele decide regressar à adolescência, dias em que dormimos mal e acordamos pior, dias em que nos sentimos inchadas, dias em que o nariz está entupido, vermelho e gotejante, dias em que os pelos das sobrancelhas roçam o limite do aceitável, etc, etc, etc. Tenho duas bolsas cheias de disfarces e nenhum deles é assustador nem feio nem me faz mais gorda. Para mim a questão …