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A mostrar mensagens de Maio, 2016

Toda a gente tem um lado menos bom...

Muito provavelmente vou arder no inferno, pois desacatei todos os mandamentos que guiam o bom cristão. Principalmente no predicado do amor ao próximo e em toda a raiz da árvore genealógica que ramifica a bondade entre os nossos irmãos. Incorri em pecado. Fui vil, vingativa e egoísta. Mas o pior, o pior é que não me arrependo. Ainda assim, aqui escrevo a minha confissão em modo de penitência. Ora lembram-se que eu estava a viver o drama das obras no apartamento ao lado, parede falsa com parede falsa? Pois é, um drama titânico que na semana passada começou dois dias seguidos às 8 da manhã. Começar alguma coisa às 8 em Espanha é como em Portugal começar às 7. Não porque Portugal está uma hora atrás, mas porque aqui a vida começa às 10.00h que é quando abrem os comércios Ou seja, decidiram acordar-me às 8 sem necessidade nenhuma e quase de certeza tropeçando na ilegalidade.  Vai daí poderiam ter sido acordares suaves, em que só tivesse de levar com o reggaeton e a bachata que eles gost…

Tri

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Então o Benfica foi tricampeão e ninguém me avisou. Tá bonito, sim senhor. O meu pai mandou-me, aproximadamente, 289 fotos da Polónia (onde estiveram de férias recentemente), mas foi incapaz de mandar-me uma fotozinha que fosse do Marquês de Pombal.  Não que ele andasse lá aos pinotes, mas de certeza que viu na televisão. E digam lá se a minha mãe, que todos os domingos me manda um whatsapp a perguntar se está tudo bem, não podia ter aproveitado para escrever que o Benfica tinha ganho o campeonato pela terceira vez consecutiva? Esta falta de informação das pessoas com quem mais conto nesta vida é quase tão frustrante como aperceber-me de que não sei o nome de nenhum jogador do Benfica, tirando o Luisão. Quase tão deprimente como reparar que sei como se chama o treinador do Sporting, mas o do Benfica não... Posto isto, também não sei até que ponto tenho o direito legal de me reivindicar como Benfiquista. Não sei nomes, não vou ao estádio, não pago quotas, não sei os resultados. Sou …

Objetivos de vida

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Há que ter objetivos de vida nesta vida. Aproveitá-la ao máximo. Fazer com que conte para algo útil. Por isso, este fim de semana marquei um grande objetivo pessoal. Uma meta que alcançar: ir pela primeira vez à praia, este ano. Não esse ir à praia desde a esplanada. Não esse ir à praia para ver o mar. Não. Eu queria Ir à praia para meter os pés no mar. Aquele ir à praia e trazer areia para casa, que depois quando tomamos banho nos apercebemos  que afinal trouxemos mais do que pensávamos. Ir à praia de verdade, com biquíni, páreo e protetor solar. Nunca se esqueçam de usar o protetor solar! Não esperei muito para chegar à minha meta. Mal acordei esta manhã e vi que fazia sol decidi que hoje era o dia. Desafiei o vento e a instabilidade meteorológica (ultimamente tão depressa chove como estão 20 graus à sombra) e lá fui de biquíni, mas com uma camisola por cima. Fique a entidade paternal descansada, que não ando por aí a apanhar frio e não vou ficar constipada. Deitada na areia em fr…

Estreia mundial

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Na semana passada fui ao teatro, noite de estreia, casa cheia. Mas em vez de uma peça, vi 7 homens seminus. Dito assim peca por essência. Dito assim, poderia muito bem ser uma despedida de solteira num bar em Albufeira. Aliás, um dos protagonistas tocou guitarra enquanto fazia a espargata suspenso no ar. Outro, pendurado de cabeça para baixo, sapateava e tocava flauta. Trapézios e plataformas voadoras, saltos e bailados, coreografias futuristas com figurinos de luzes LED programados por computador, canções contemporâneas e até um pouco de StarWars. Não era um circo. Não era um cabaré. Não era um concerto. Embora tenha havido momentos em que parecia que estávamos num concerto de Bon Jovi com toda a gente de pé aos saltos. Sei que Bon Jovi não é a referencia musical mais atual, mas se alguma vez forem a um concerto deles anuirão que é o exemplo perfeito. Era um espetáculo em que queriam surpreender. Queriam divertir. Queriam entreter. Queriam fazer sentir. As palmas e as ovações de p…

O hipopótamo que queria conhecer o mundo

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Vi no telejornal que um hipopótamo atravessou uma passadeira numa pequena cidade do Sul de Espanha. Mostraram um vídeo caseiro do animal a passear pela rua, tão tranquilo e relaxado de sua vida, faltava-lhe apenas a máquina fotográfica pendurada ao pescoço. Entrevistaram os vizinhos que se depararam com o hipopótamo enquanto tomavam o café ou saíam a jogar o lixo. É sempre uma surpresa agradável, cruzar-se com um animal selvagem com 1.500kg à porta de casa. Ainda assim, as reações eram bem mais de espanto e curiosidade que de medo ou drama. Todo o tom da notícia era meio jocoso, como um fait-divers divertido. Não houve mortos nem feridos, nenhum acidente de tráfico, nenhuma lesão para o animal. Tudo dentro do normal. Tirando haver um hipopótamo na calçada. No fim da peça respondiam à pergunta que toda a gente se estaria a questionar. Como é que o hipopótamo foi ali parar? Ora bem, a razão não podia ser mais simples. Não voou, não passou por baixo da cerca, não abriu a jaula com as …