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A mostrar mensagens de Junho, 2016

Itália - Filipinas

Uma pessoa não sabe que há centenas de Filipinos em Itália (as pessoas da Filipina não as bolachas), até aterrar num amistoso de basket Itália - Filipinas. E nesse momento também se descobre que jogam basket nas Filipinas. A vida é um aprendizado constante! Devo dizer que o mais relevante desta experiência foram os 40 graus que se faziam sentir em Bolonha. Quarenta graus é assim um passeio pelo Saara sem passar pela casa do Oasis.  Quarenta graus é sair à rua e sentir um bafo tão abrasador e húmido que por momentos parece que não conseguimos respirar. Pior que o Brasil, pior que o México, pior que todas as zonas tropicais onde eu já estive. Depois uma pessoa habitua-se. A ficar no hotel com o ar condicionado no máximo e não sair à rua antes das 6 da tarde. Voltemos ao jogo, inteligentemente marcado para as 20.45 da noite. Entrávamos no pavilhão e era como entrar em Manila. Vieram de todas as partes de Itália, do Sul, do Norte e das ilhas, para se fazerem ouvir no Paladozza de Bolonh…

Heels to Kill

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Hoje apetece-me falar de sonhos. Sonhos sem hora marcada para se tornarem realidade. Toda a gente tem sonhos. Faz parte de ser pessoa. Nem toda a gente luta pelos seus sonhos, às vezes por falta de ferramentas, às vezes por falta de vontade. Mas eu tenho uma amiga que conseguiu encaixar a vontade com as ferramentas e meteu mãos à obra. Foi uma obra demorada, como todas as obras em geral. Por isso agora que está a inaugurar o seu sonho, enche-me de orgulho e inspiração. Desde que a conheci, há uns bons 5/6 anos atrás, que ela queria ser Dj. Ser Dj parece ser tão delicioso como a cobertura de um cupcake, que o digam o David Guetta, o Alesso, o Avicii... E depois há os outros todos, que têm que tocar grátis ou por 50€ por noite, carregar com o seu próprio equipamento e empurrar os bêbedos que se aproximam, para não ficar com o mixer empapado em cerveja ou whisky. Ela fez isto noites a fio. Incansável. Conjugando as noitadas com trabalhos de dia, porque ser DJ dá um status cool mas nã…

Só falta uma coisa...

Sabem como nestas competições internacionais há sempre uma equipa revelação, uma equipa de quem ninguém esperava nada e de repente dão cartas e fazem black jack?  Pois neste Euro 2016 há uma equipa decepcão. E somos nós! Depois de um doloroso empate com a Islândia, conseguimos outro sofrido empate com a Austria. Ambos paises internacionalmente conhecidos por muitas coisas menos por saber jogar à bola. Uma pessoa espera que o melhor jogador do mundo saiba o que é um fora de jogo e evite marcar golos nessa posição. Também espera que o fofo não falhe penalties. Diz que quem espera sempre alcança. Deixemos então tudo para a útima hora que assim há mais emoção, aguenta coração! Pois eu vou defender Portugal e dizer que me conseguiram surpreender. Deviam ter visto a minha cara quando vi o Pepe a cantar o hino! E o João Pinto! Ora o que é que faz o João Pinto no banco ao lado do corpo técnico?   Então percebi. É na verdade uma decisão inteligente e extremamente prudente. Caso se verifique a nec…

Empatados

Estou aqui a ver a estreia de Portugal no Europeu, sozinha na cozinha, que também é a sala de estar. Estamos a ganhar 1-0 à Islândia, o que evita muita humilhação e deixa uma pessoa de bom humor. Sinto-me bem por reconhecer algumas caras, Cristiano e Pepe à parte porque esses já vejo o ano todo, enche-me de alegria ver que o Ricardo Carvalho ainda é vivo e que o Moutinho e o Nani ainda jogam à bola. Agora acabaram de empatar, os comentadores dizem que é culpa do Vieirinha, um moçoilo que não sei quem é,  mas já não simpatizo com ele.  Portugal empatado com Islândia, a ver se isso cabe na cabeça de alguém! Para os Islandeses é como se tivessem a ganhar o Euro agora mesmo, para os portugueses é um senhor melão, vamos lá ver se o descascam rápido. Estava eu aqui tão descansada de minha vida, a disfrutar de nomes tão tradicionais como João Mário ou Rafael Guerreiro que, chamando-se assim, também podia perfeitamente ser cantor pimba, e agora já sou toda ânsias. Eu e eles, que desde que…

Experiências de vida

Este fim-de-semana tive a minha primeira experiência como racing girl de Moto GP. Foi também a minha primeira experiência de quase atropelamento por uma ou várias motos. Até então, só sabia o que era ser quase atropelada por uma ou várias bicicletas. Ser racing girl não foi bem o que me ensinaram no Master, nem na licenciatura, nem no intensivo da NY Film Academy. Uma pessoa pensa que não é preciso formação para ser racing girl, que é só preciso ser jeitosa e sorrir para todos os lados. Uma pessoa que pense isso engana-se profundamente. Entre andar pelo paddock e fazer o pitwalk eu estava ali às aranhas. Mas a melhor de todas foi quando nos disseram que tínhamos que estar às 10.30h na box para ir para a parrilla, qual linguiça de porco. Ser racing girl é assim como estar a afundar-se e não saber código morse. Percebi que a box era o estaminé da garagem, agora a parrilla, a parrilla deu cabo de mim. A única parrilla que conheço é a do assado argentino, que tive o privilégio de com…