Até já!

É do conhecimento geral a parca veracidade das imagens que vemos nas redes sociais, sejam snaps, insta posts ou fotos do perfil do Facebook. Paira sempre a sombra dos milagres do photoshop, a bendição dos mil filtros e a magia do contouring.  A engradar o engodo ainda temos o silicone nos lábios, peitos e rabos, a jogo com as extensões de pestanas e cabelo mais as boas das unhas postiças.
O combo é tal, que parece que hoje em dia qualquer pessoa tem o tempo, os recursos e os conhecimentos técnicos para produzir um editorial da Vogue.
Facto é que as fotos enganam. Sim. Muito. Sejam as da Vogue ou as do instagram da vizinha do lado. Ok...
Mas então e os perfis do Linkedin? Os perfis do linkedin, que supostamente é uma network laboral séria, que uma pessoa utiliza para encontrar trabalho, são a maior blasfémia de todos os tempos! Coisa para ir à fogueira!
Quem diz que é executive account é secretária, quem diz que é coordenadora de uma equipa de Formula 1 é menina do paddock, quem diz que é CEO e Founder normalmente não é nada.
Fico parva com as sugestões de “connections” que o Linkedin me propõe, pessoas que eu conheço, ou pelo menos achava que conhecia, porque não são nada do que está ali escrito. E isto é só nos títulos, imagine-se no resto do currículo!
Há por aí muito boa gente a dizer que toca violino, quando nunca leu uma partitura!
Uma pessoa já se tinha resignado em ser aldrabada com as fotos, mas afinal a internet é um sonho tornado realidade, a democracia desejada pela revolução francesa, a liberdade de Martin Luther King!
No sistema binário toda a gente pode ser o que quiser. Claro que sim!

Agora se me dão licença, vou ali ao meu Linkedin acrescentar que estudei em Harvard e que ganhei um Óscar de melhor guião de cinema, e já venho.

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