Já não há amores perfeitos

Soam os tambores, ecoam os memes no instagram, escorre a tinta nos jornais e nas revistas, enche-se o facebook de comentários. 
Uma catástrofe foi anunciada publicamente: a Angelina Jolie pediu o divórcio do Brad Pitt.
Esse amor metafísico com feições de ONG, que todos testemunhámos durante anos, chegou à meta e perdeu tanto a física como a química.
É um rombo forte, principalmente se considerarmos o rol de razões que alegadamente provocaram a separação: infidelidade, drogas e álcool. Seria um excelente nome para um filme, mas na vida real é só triste e pouco alentador para quem ainda não se casou. Se o Brad Pitt enganou a Angelina Jolie, restam poucas esperanças de fidelidade para o resto de nós, pobres mortais.
É como se o príncipe tivesse enganado a Cinderela com uma das irmãs feias. Como se o Rei Leão tivesse um affair com uma tigresa. Como se o Jack tivesse estado a dormir com outra enquanto o Titanic se afundava.
Admito que fui sempre team Jennifer, que nunca superei verdadeiramente a ruptura com o Brad, que na altura achei que a Angelina era uma lambisgóia. Aí, a roubar homens à descarada, no ambiente de trabalho.
Mas depois, com o tempo e aquele atrelado de crianças de editorial da Benetton, acreditei que fosse mesmo amor. Que eram almas gémeas. Que estavam destinados a estar juntos, que o que tem de ser tem muita força.
Balelas. Facadas no coração. Karma talvez, porque dizem que é lixado.
Agora sou team Jolie. Acho que ninguém merece ser enganado e muito menos ter de levar com um marido embriagado e com cheiro a marijuana.
Mesmo que seja o Brad Pitt.
(E se não for, então, nem pensem duas vezes oh minhas amigas! É que nem é dar com os pés, é diretamente com o tacão do salto alto)!



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