Acabou-se a anarquia

Diz que já temos Governo em Espanha.
Depois de duas eleições, um jogo de pactos e a deposição do líder da oposição, Mariano Rajoy é o “novo” Presidente do Governo. Ou seja, vira o disco e toca o mesmo. Vai ser como ver o Sex and the City 2, mas muito menos fashion.   Dez meses com o país à deriva no congresso para um culminar tão pouco apoteótico. Fiquei desiludia. Com o Sex and the City 2 e com a investidura desta tarde.
Ainda se falou em terceiras eleições, mas acho que os líderes políticos são inteligentes o suficiente para perceber que se tivéssemos passado 12 meses sem um Governo e um Presidente oficiais, a malta ia-se dar conta de que afinal, se calhar, não era preciso. 
Já temos o rei e a rainha, e a irmã e a outra irmã que pode ir presa, e o viúvo da Duquesa de Alba. Sem contar com o António Banderas e o Enrique Iglesias. Pessoalmente, acho que ninguém representa Espanha tão bem no estrangeiro como o António Banderas e o Enrique Iglesias. Embaixadores exímios de nuestros hermanos!
Para que serve então o Presidente do Governo e aquela cambada toda sentada no plenário, sem em mais de meio ano não demos pela falta do seu funcionamento?
Pois é. A vida não mudou durante estes 10 meses. Continuou tudo igual. Exceto que os partidos políticos foram os grandes protagonistas em todos os meios de comunicação, com suposições diárias de alianças estratégicas.
Chegou a parecer uma conversa de vizinhas à janela: oh Maricarmen já viste que os Ciudadanos agora andam a passear com o PP. E diz a Maricarmen à Maria Dolores que não, que ainda no outro dia viu o PP com o Podemos. Ai isso é que não pode ser, replica a Maria Dolores. O Podemos estava comprometido com o PSOE!
São uns desavergonhados é o que é, uns levianos, umas Maria vai com todos! Não há direito, valha-me Deus!
É a conclusão de ambas. E a minha, à qual tomo a liberdade de acrescentar: chiça penicos!

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