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A mostrar mensagens de Novembro, 2016

A democracia suicidou-se

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Ironias da vida, a democracia escolheu um ditador para liderar a primeira potência mundial.   Um ditador que declarou que podia dizer o que quisesse, assassinar um pessoa no meio da rua e ser presidente, porque os seus eleitores eram estúpidos.  E eles, estúpidos que efetivamente são, votaram nele mesmo assim. Xenófobo, sexista, racista, machista, fraudulento e com um tupé cor de laranja na cabeça que, sinceramente, com tanto dinheiro não dava para fazer um apanho mais jeitoso oh Donald? A Rússia e a Coreia do Norte, conhecidíssimas pelas suas políticas democráticas e eleições livres com 1 candidato, aplaudiram de pé.  As extremas direitas europeias, exímias em expulsar os refugiados sírios e os imigrantes como se fossem melgas incómodas e sanguessugas, parabenizaram e disseram que era bom que Trump tivesse sido elegido. Que era bom...  Dito isto, confesso que o medo de que me caia uma bomba nuclear em cima passou a ser o mais pequeno dos meus medos.  Tenho medo de 59.505.613 pe…

A saga da foto do passaporte

Depois de 30 anos a sair com cara de batata doce meets Nemo em todas as fotografias do passaporte, decidi mudar o meu destino. Hoje aprumei-me. Estiquei o cabelo, pus base, corretor de olheiras, rímel e um batón hidratante com um pouco de cor, para destacar os lábios. Obriguei o senhor do Consulado a repetir a foto duas vezes. ´ Diz a minha mãe que em Portugal não repetem a foto. Desconfio que em Espanha também não, mas eu sou persuasiva, que é como quem diz, chata para caraças. Ajudou bastante que não houvesse mais ninguém à espera, se não o mais provável é que aquele bom homem me tivesse mandado ir dar uma volta às couves. Em vez disso, depois da repetição, perguntou-me: - Esta, sim? A verdade é que esta não. A verdade é que há qualquer coisa de maléfico naquela lente que suga todos os traços jeitosos que uma pessoa possa ter, para realçar todas as manchas olheiras e pontos negros, espalmando e esticando as feições da cara a seu belo prazer. É impossível. Desafio a mesmíssima Sa…