Uma vez Harry Potter, sempre Harry Potter

Atravesso um centro comercial entre o escritório e o metro. Tinha começado a chover e achei oportuno entrar na FNAC para fazer tempo. Gosto sempre de cuscar as secções de literatura,  abrir páginas ao acaso e julgar capas e títulos.  Logo na entrada encontrei-me ao novo Harry Potter. Já tinha ouvido um reboliço aqui e ali mas, sabendo que era o guião de uma peça de teatro, achei que seria só mais uma fatia com cobertura de açúcar para engordar o império da Sra. Rowling. Outra engrenagem de marketing para continuar a dar corda ao Expresso de Hogwarts!
Ainda por cima este vinha com 2 co-autores. Que escândalo! Agora até já é rica de mais para escrever sozinha. E só fizeram edições de capa dura e tamanho considerável, uma chatice para levar na mala e ler nos transportes. 
Também não gostei da ilustração, nem das indicações cénicas nas páginas que abri ao acaso. 
E, claro, era caro. 
“Tem tudo para não valer a pena.” – pensei. 
Na sequência desse pensamento agarrei nele e pus-me na fila. (A propósito, alguém já viu uma FNAC sem fila?).
Assim que comecei a ler invadiu-me aquela nostalgia do primeiro livro da saga, que li quando tinha 13 ou 14 anos, porque o meu tio me disse que era o que andava toda a gente a ler e eu fiquei curiosa. 
E, de repente e com 30 anos, estava às gargalhadas sozinha na cadeira do metro com o meu Harry Potter de capa dura, dois co-autores e indicações cénicas.  
A verdade é que tem a mesma graça que todos os outros e a surpresa de conhecer a versão adulta do trio que cresceu connosco, comigo pelo menos. 
Isto tudo só para dizer que, comprei o livro há uma semana e já estou no último acto. 
Não acho que ganhe um nobel, mas lá magia ele tem, literalmente. 
Por outro lado, quando saí do centro comercial estava a chover torrencialmente, fiquei toda empapada e não foi nem um bocadinho mágico... 


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