Mensagens

A mostrar mensagens de Janeiro, 2017

Pessoas que me inspiram

Imagem
Dizem que quanto mais alto se sobe maior é a queda.  Eles tocaram o céu, escreveram os seus nomes nas estrelas, voaram por cima das nuvens. Mas um dia, como acontece na carreira de todos os atletas profissionais, perderam. Perderem 1,2,3...  e nunca mais voltaram a vencer.  Vieram outros. Outros mais jovens, mais frescos, com talento bruto e aquela vontade de ganhar de quem nunca ganhou. Passaram anos sem que levantassem uma Taça das grandes, daquelas que tinham levantado tantas vezes seguidas.   As suas carreiras começavam a ser vistas como uma decadência em declínio, escurecida pela sombra dos dias de sucesso. Já ninguém dava um tostão por eles. Nem eles mesmos. Não acreditavam que se voltassem a encontrar no topo. Mas nem assim desistiram. Enquanto tivessem pernas para correr ali estariam, a correr pelas suas “vidas”, independentemente do que dissessem os jornais. Hoje os jornais voltam a dizer que eles são os melhores de mundo, que não há ninguém como eles. Falam de regressos i…

O saldo dos saldos

Há aproximadamente três meses que ando à procura de um casaco camel comprido. Dito assim parece fácil. Mas não é, porque já lá vão três meses. Acabo de queimar a minha última carta, que eram os saldos. Em Espanha os saldos começaram hoje. Ontem, Barcelona era uma cidade fantasma com todas as lojas fechadas e escassa vivalma na rua por ser feriado de Reis. Hoje, parecia a 5ª Avenida na Black Friday. Pessoas que se empurravam no passeio, filas que atravessavam lojas inteiras e, de repente, no meio do Corte Ingles, lá estava ele, o casaco Camel com que eu andava a sonhar há três meses. Vi-o de longe, aproximei-me a passos largos e agarrei no cabide como quem ergue uma taça. Uns números em vermelho vivo indicavam -50%, não podia acreditar na minha sorte! Virei a etiqueta para ver então qual seria a pechincha e quase se me parou o coração quando vi que o casaco custava 700€. Preço original 1400€, preço de saldo 700€. Versace. Como no Corte Inglês aquilo é tudo ao molhe e fé em Deus, eu…

A sorte só bate uma vez

“Alguém tem sorte na vida?”. A pregunta soou como uma pedra que cai ao mar atirada de um precipício. Ninguém respondeu. Claramente, se algum dos presentes tivesse sorte na vida não estaria ali. Era uma quarta-feira no escritório e tínhamos decidido juntar dinheiro para comprar a lotaria de Natal. Agora faltava a decisão mais importante: quem seria o encarregado de escolher os números e comprar os talões? Há falta de alguém com sorte na vida, fui eleita por unanimidade e na hora de almoço tratei do encargo. Comprei dois números: um com 7 e 9, que eram os número preferidos pela maioria e outro com a terminação que o nosso “business inteligence” analisou que era a mais provável de sair. Acreditem ou não, ganhámos 900€ com o número dos 7 e 9. Dividido por todos o prémio ficou numa quantia bastante modesta, mas podemos dizer que duplicámos o nosso investimento pessoal. Tanto, que decidimos voltar a investir na lotaria dos Reis. Desta vez não houve análise e o número que mais gostávamos j…