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A mostrar mensagens de Dezembro, 2017

Balanços anuais sem medidas

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Se calhar, 2017 não foi o meu ano. "Se calhar" é eufemismo, não foi mesmo e pronto, as coisas como elas são.  Até começou bem, até parecia que ia ser, mas, de repente e sem aviso, tudo mudou… Não vale a pena chorar pelo leite derramado, nem pelos copos que ainda estão por partir. É melhor brindar às coisas boas que também aconteceram, nenhum ano é feito apenas de coisas más, e pensar que de tudo sempre se aprende um pouco, mas do mau aprende-se mais. Este ano aprendi imenso, quem sabe não fosse preciso tanto, mas somos isso mesmo, o resultado das nossas aprendizagens, que renovamos a cada ano, a cada mês, a cada dia. Acredito que estamos sempre no processo de nós mesmos, como uma cotação exponencial na bolsa de valores, feita de altos e baixos, mas em constante evolução.  Não sou a mesma de ontem, mais que não seja porque hoje descobri que as bolsas transparentes para guardar comida no congelador, são as mesmas que temos de usar para transportar líquidos na bagagem de mão (e c…

Mãe, cortei o cabelo! (pela primeira vez em 15 anos)

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Quando era pequena, os meus pais insistiam em cortar-me o cabelo à rapaz (ou à cogumelo como eu lhe gosto de chamar), com o argumento de que o meu cabelo era muito fino e era preciso cortá-lo para que crescesse mais forte. Um argumento que, por um lado, carece de cientificidade e, por outro, também não é muito válido para uma menina de 7 anos, já que as nossas perspectivas de futuro nessa altura da vida não vão mais além de pensar no que é que vamos brincar à tarde, ou que jogos pedir pelo Natal. Para mim, uma apaixonada por barbies, nenucos, pollypockets e vestidos de princesas, o cabelo à rapaz era todo um trauma. Chorava, reivindicava, esperneava, mas não havia maneira de lhes arrancar um troço de compaixão. Tinham zero empatia com a minha causa. E zasca!   Estranhamente, quando passei a ter autonomia sobre o meu cabelo, optei por um estilo curto, não à rapaz, isso nunca mais nesta vida nem nas próximas, mas um estilo um pouco abaixo do queixo, muito popular durante a minha adolescê…

"Adeus oh meus amores que me vou..."

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Olhei para o fecebook por acaso e aquele comentário estava ali, como poderia estar qualquer outro, porque o facebook é que decide o que eu quero ver. Mas estava aquele e foi ao lê-lo que percebi que nunca mais ia ver um concerto dos Xutos e Pontapés. Não sendo uma fanática do rock and roll, guardo para sempre na memória os momentos áureos da minha época de pré-adulto, nas semanas académicas do Algarve, mais especificamente nos concerto dos Xutos e Pontapés. Era o único concerto que eu queria mesmo ver, o único que me fazia saltar, vibrar, dançar, cantar! Desafiava a multidão, o “moche”, a pisadela e o empurrão, eu queria lá saber, só queria estar ali! Cheguei a convencer amigas da FCSH a descerem comigo até Faro só para ir à Semana Académica, só para o concerto dos Xutos… Verdade seja dita, não era difícil convencer ninguém. Os Xutos têm uma legião de fãs infinita, que enchia aqueles concertos onde toda a gente sabia todas as letras e cantava em uníssono, nessas noites que duram toda a …